Teste Teste Teste

comments powered by Disqus

quinta-feira, 16 de abril de 2009

HQ no Brasil dá grana?



E ae pessoal! (tenho que pensar numa frase legal para iniciar meus posts!)

Bem, como alguns sabem, além do blog, faço parte de um grupo de quadrinhistas chamado RAF Studio, que fazemos nossas HQs e tals (já falei para aguardar novidades?)... Mas este post NÃO É pra vender o peixe, mas sim para tratar algo bem legal e polêmico levantado pelo Rodrigo no post dele sobre Tropa de Elite Mangá: a produção de quadrinhos no Brasil!

Bem, antes de entrar a fundo (uiiii) nessa questão, é legal mencionar um pouco sobre os primórdios de HQs (de super heróis) no país... Um dos primeiros super heróis brasileiros (pra não dizer o primeiro), foi o RAIO NEGRO, criado por Gedeone Malagola, falecido ano passado: uma mescla de Ciclope e Lanterna Verde, o personagem foi craido através do seguinte diálogo, retratado pelo próprio autor na Revsta Mundo dos Super Heróis nº5:

“Aí, Jayme Cortez, excelente capista e péssimo diretor de arte, entregou-me um maço de quadrinhos do Lanterna Verde, Adam Strange e outros. ‘Olhe, Gedeone, faça uma cópia do Lanterna verde e do Flash. Quero um herói nessa base’, disse ele. Eu respondi: ‘Não vai dar galho isso?’ ‘Dá nada, jamais esses heróis serão lançados no Brasil. Faça algo rápido!’ foi a resposta de Cortez.”
Esse diálogo aconteceu quando Gedeone apresentou Homem-Lua, seu primeiro personagem. A partir daí, o Raio Negro foi um sucesso de vendas. O mais curioso da história do Gedeone, além da frustação de ter de fazer uma cópia de um personagem (ou mais de um), é o fato dele ter feito roteiros para HQs de X-Men NO BRASIL!

Toda essa introdução é apenas para começar a polêmica: HQS DE SUPER HERÓIS NO BRASIL JÁ COMEÇARAM ERRADO!

Como podemos DEFENDER um ponto de vista (que os heróis brasileiros são rentáveis, que podem gerar grana) se o (assim podemos chamar) PRINCIPAL super herói nacional da HISTÓRIA da HQB no Brasil foi concebido como uma CÓPIA de vários outros heróis, e o pior: que estes heróis NUNCA SERIAM PUBLICADOS, ENTÃO NÃO TINHA PROBLEMA (vocês reclamam dos editores hoje em dia? Vejam só isso!)
Aí temos alguns depoimentos em sites e blogs de HQB, de gente que não sabe argumentar por que é ruim e de gente que não sabe argumentar por que é diferente, como no próprio blog mesmo, sobre o Megaman Brasileiro: http://gambiarrablog.blogspot.com/2009/01/megaman-brasileiro-orgulho-nacional.html#comments

A questão é que temos conflitos de ego entre roteiristas e desenhistas: pessoas que NÃO SABEM (ou não querem) entender que a RENTABILIDADE de uma história tem como principal pré-requisito criar algo comercial (claro, né? dããããã!) e não seu ego, ou sua vontade de avacalhar com tudo, como muitas vezes li nas tentativas de lançar mangás Brazucas! O que eu quero dizer é: se vc tem uma idéia de HQ sobre o dia-a-dia dos Ornitorrincos, não espere que uma Panini da vida se interesse em lançar!

Querer VIVER de quadrinhos requer estar disposto fazer coisas que você não goste (se fosse 100% legal, não se chamaria TRABALHO). Não estou dizendo que você não pode sonhar, longe disso, mas sim ter a consciência de que, para conseguir o que quer, terá de fazer muita coisa que você NÃO quer (soou meio gay isso).

É isso mais ou menos que eu quero dizer... Fazer algo diferente, inovador, “cult” ou “que te faz pensar” pode te render um HQMix, 4 estrelas na Mundo dos Super Heróis, mas não necessariamente COMIDA NA MESA.

Reações: