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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Moldando O Caráter

Eita, 2 posts no mesmo dia ?? Esse blog ainda vira alguma coisa ! Ainda mais quando eu aprender a mexer nessa porcaria de blogspot. Espero que tenha algo interessante pra vocÊs nas próximas linhas tortas XD

E então ? O que nos tornou o que somos ? Penso que algumas escolhas diferentes na infância e adolescência, não me tornariam o que sou hoje. Talvez fosse mais feliz ? Mais dinheiro e mulheres ? Ou estaria na sarjeta ? Todos conhecemos pessoas da mesma geração (ou mesma idade) que seguiram caminhos diferentes, que não para a estrada da nerdice. Aqui detalho alguns pontos importantes no processo, que acredito que variam de pessoa para pessoa, mas ainda assim tem muito a ver com o público nerd:


Humor brasuca das antigas - Quem não se lembra de quando metade dos canais passavam pornochanchadas ? Ou de chegar correndo em casa domingão, pra ver os Trapalhões, em que um sacaneava o outro de várias formas diferentes, com gags inimitáveis nos tempos de hoje ? Porra, falar de sacanagem, e tirar sarro de si mesmo sempre foi o que nós brasileiros fizemos de melhor, mas são 2 coisas que hoje ficaram banalizadas e patéticas. Ou vão me dizer que existe algo de inteligente em Zorra Total ??





Tokusatsu - Aprendi mais sobre a vida em sociedade nesses seriados do que na escola. Coisas como o valor da amizade, acreditar em si mesmo e a divisão clara entre bem e mal, eram padrão. E quando os vilões viravam a casaca ? Mostrava-se que sempre existia uma segunda chance, se você quiser seguir o caminho do bem... E também aprendi que o importante é lutar pelo que se acredita, nem que tenha que enfrentar uma centena de doidos em roupas de borracha, se estrupiar em centenas de explosões na pedreira da Toei ou fazer poses de transformação esquisitas e homoeróticas. Quem dera esses valores perdurassem ! Se não, a molecada não acharia que o máximo da vida é ouvir funk carioca e equipar o carro e pegar umas vadias. E dane-se o futuro!
Música - Eu odiava músicas para crianças. Se não fosse pelos desenhos e pelas dançarinas gostosas, nunca veria um programa infantil. Mas um dos maiores moldadores de caráter sempre será a música. Quando era pivete e não podia meter o dedo no rádio, ouvia o que deixavam: samba, mpb, brega, dance music ... Depois a garotada do bairro começou a ouvir rap, dai comecei a andar com calças caindo, camisas de
time de basquete americano e bonés. Mais pra frente, um camarada skatista me fez me interessar por rock, mais pela bagunça das festas e atitude 'do contra' do que pela música em si. Com a maturidade vieram outras vertentes e estilos, as vezes pela melodia, outras pelas letras, mas do rock passei para o metal, do metal para o blues, do blues para o jazz, do jazz para o soul... e até para trilhas de filmes. Descobri muito sobre minha identidade na música, e sei que muitos tem histórias pra contar de como algum som mudou suas vidas, ou marcou um momento em particular. Vejo que hoje o fácil acesso a tudo deixa as pessoas mais confusas. Apenas ouvir o que a indústria ainda tenta impor mostra que não pensamos por nós mesmos, escolhas fáceis sempre são confortáveis, ainda mais quando o fazem por nós. Quem nunca tentou 'doutrinar' alguém, mostrando uma música diferente, falando sobre como aquela letra era inteligente e talz, e ouviu algo como 'não gosto desse estilo de música' , ou 'isso já tocou em alguma rádio ?' e até 'nunca ouvi falar, não deve ser bom'. Bem, depois postem um comentário se quiserem, esse assunto é looonngo.

Anime - Gosto de muitos desenhos em particular, mas também faço parte do boom que foi o lançamento de Cavaleiros do Zodíaco. Hoje não gosto nem um pouco daquela pataquada, mas na época... Não sabia que uma história podia ser contada para crianças com tamanho drama e tamanha violência. Litros de sangue jorravam de minha tv nas manhãs e tarde da Rede Manchete, eram os mesmos valores que tinha aprendido nos tokusatsus, mais coloridos e saltitantes e com uma gama muito maior de assuntos. Depois disso comecei a procurar coisas sobre o assunto, ir a convenções, e fiz alguns de meus melhores amigos graças a esse vicio que é a animação japonesa. Caras, em desenho animado em tudo quanto é país, mas a gama de assuntos que os japoneses abordam é uma loucura ! Histórias adolescentes idiotas, guerreiras mágicas, robôs (meu segmento preferido), pornografia, ninjas com roupas de lixeiro, legumes falantes, carros falantes, AMEBAS falantes, vampirismo, esporte, batalhas medievais... daria pra encher o blog só de sub-genêros, é muita coisa. Eu estava acostumado a ver super-heróis de ceroulas e algumas séries cômicas, mas algo como os animes era inconcebível para minha cabeça na época. E sempre tem algo novo para descobrir.


Histórias em Quadrinhos - Esse não é um 'Top 5' mas esse tema tinha que ser o último. Foi o que levou a tudo. Afinal, meio que aprendi a ler na pré-escola com Turma da Mônica e Disney. Nesses lances estranhos do destino, pedi uma hq para minha mãe, e não sei por que ela comprou uma do Quarteto Fantástico. Humm, não me lembro do nome da história, mas era uma em que eles viajavam para um passado meio futurista (?) para encontrar o pai do Reed Richards, tinham umas referências ao Guerra dos Mundos... enfim, foi um baque para quem estava acostumado a roteiros mais simplórios, e desenhos menos detalhistas. Até ai, não diferenciava um estilo do outro: cartoons, barrocos e grafites eram tudo a mesma coisa. Graças as histórias em quadrinhos, comecei a gostar de desenhar, e de estudar arte em si. Como o mundo não era com eu queria, então por que não criar um mundo só meu ?? Essa liberdade é o que mais me atrai até hoje nas hqs. Não preciso de um orçamento milionário para fazer uma tira, ou de aprovação de alguém pra criar uma história. Não importa se alguém vai ler ou não, as vezes o mais divertido do processo é criar, viajar em alguma ideia. Como nosso esporte nacional, não preciso de muito esforço para fazê-lo, e sim praticar muito para fazê-lo bem.

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