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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Lodoss War- Clássico Medieval!


Hey guys (putz, um pior que o outro...)
Faz tempo, né?
Gostaria de agradecer imensamente ao Rodrigo, que tem mantido o blog vivo, com seus posts contundentes e reflexivos, sempre fazendo a gente pensar. VALEU SÓCIO!
Bom, esse tempo que eu estive fora, aproveitei para preparar um mega resenha do único manga que comprei nos últimos quatro anos, creio eu: a série LODOSS WAR!!!!

Criado por Ryo Mizuno, a série, que começou como um RPG na revista de jogos para PC e anime COMPITQ, logo virou uma aclamada série de romances. Não demorou muito, e várias mídias para Lodoss surgiram, e entre elas, obviamente, animes e mangás!

Mas o que é Lodoss?


Loddos é uma ilha situada ao sul do continente Alecrast. A muitos anos, os deuses da luz e das trevas travaram um luta incrível. A luta seria definida por Marfa, a deusa mão da terra e Kardis, a deusa da destruição. Com os dois poderes praticamente se anulando, as deusas sucumbiram após quase toda a destruição de Lodoss. Juntando suas últimas forças, Marfa separou Marmo (o palco da batalha) do resto da ilha, para que as forças demoníacas de Kardis não infestassem Lodoss. Marmo ficara conhecida como A Ilha das Trevas. Palco de inúmeras batalhas, essas guerras são o tema dos mangas, RPGs, animes, etc...
A seguir, vou esmiuçar (como estamos falando difícil hoje, não?) as três séries e meia publicadas aqui no Brasil (“3 e meia?!?!?!” vocês me perguntam: daqui a pouco vão entender) em ordem de publicação.

Lodoss War: A Lenda do Cavaleiro

Roteiro: Ryo Mizuno
Arte: Masato Natsumoto
A HQ se passa 10 anos depois da Guerra dos Heróis (que envolve Parn, Deedlit e companhia, onde o imperador Beld, de Marmo e o rei Fahn, de Valis- outrora companheiros de batalha e os maiores heróis de Lodoss travam uma sangrenta batalha pela unificação de Lodoss) e ocorre quase toda no reino de Flaim, terra do Rei Mercenário Kashue. O personagem principal é o aprendiz de Cavaleiro Spark, que na verdade é um nobre descendente da Tribo da Chama, um dos pilares do reino do deserto. Ao ser por mais um ano recusado como cavaleiro real, acaba conhecendo, por intermédio do próprio rei, Parn, um dos heróis da guerra e consagrado como Cavaleiro Livre.
Após ser negligente e deixar que cinco elfos drows roubassem um artefato de suma importância para o mundo, Spark é incumbido de liderar uma equipe para recuperar o artefato, mas sem saber de sua importância: o bárbaro Garrack, a meio-elfa Leaf, o mago Aldonova e o sacerdote anão Grevius. Durante a jornada, a sacerdotisa de Marfa Neece, filha dos heróis de guerra Slayn e Leyria se junta a eles: ela tem uma importância fundamental na trama.
A HQ é MUITO boa. Tanto os roteiros mágicos de Ryo Mizuno, quanto a arte dinâmica de Natsumoto dão o ritmo certo para uma HQ de ação, onde o protagonista vai crescendo no decorrer da história, mas sem ser uma cópia de Parn.


Lodoss War: A Bruxa Cinzenta
Roteiro: Ryo Mizuno
Arte: Yoshihiko Ochi

Aqui é contada a Guerra dos Heróis e é toda focada em Parn e seu grupo. Após acabar com um grupo de 20 goblins que tentavam atacar seu vilarejo, o guerreiro, que almeja ser um Cavaleiro-paladino de Valis igual ao pai, Tessius, parte para um jornada com seu amigo de infância Etoh, que retornara após quatro anos como um sacerdote de Pharis; Slayn, mago da vila, que parte com os heróis para que Parn não desperdice sua vida como um antigo amigo e Ghim, guerreiro anão que está em busca de Leyria, sacerdotisa de Marfa, que havia sumido a anos. Durante a jornada, unem-se ao grupo a elfa nobre Deedlit (um dos ícones da série) e o salteador Woodchuck. Porém, a guerra se mostra muito mais do que aparenta, onde forças ocultas e além da imaginação dos heróis tecem os rumos do mundo.
Com desenhos “inferiores” aos da Lenda do Cavaleiro, A Bruxa Cinzenta compensa muito em roteiro. Como se trata da história mais conhecida da série, logo nos afeiçoamos aos personagens, mas o ritmo ao qual ela é contada e a lição aprendida por Parn- “Coragem para ser Livre” é muito emocionante e empolgante.
Lodoss War: A História de Deedlit

Roteiro: Ryo Mizuno
Arte: Setsuko Yoneyama

Aqui Ryo Mizuno mostra toda sua versatilidade. Focada em Deedlit, este mangá em dois volumes é um Shojo, que ainda se passa em Lodoss e que ainda tem Parn e cia como principais, mas o foco da HQ é nos sentimentos da elfa para com o guerreiro. Nela, o elfo nobre Estas aparece com o intuito de levar Deedlit de volta para a Floresta sem Retorno, lar dos Elfos Nobres. Porém, uma aposta decidirá se a elfa irá ou não: Estas ficará um tempo em meio aos humanos- se eles demonstrarem que não são bárbaros, Deedlit poderá permanecer com eles. Caso contrário, Estas a levará de volta. No segundo volume, temos algumas histórias aleatórias, mas ainda envolvendo a elfa e seus sentimentos por Parn.
A HQ mantém o nível, porém, o traço de Setsuko é muito travado para uma HQ medieval. Infelizmente, vemos erros de anatomia e coisas do gênero, mas as ilustrações típicas de Shojo Mangá são incríveis. De fato, esta série é a mais dispensável de todas, mas vale uma conferida, para ver o quão abrangente Lodoss pode ser.


Lodoss War: A Dama de Pharis

Roteiro: Ryo Mizuno
Arte: Akihiro Yamada


Aqui temos a maior obra-prima dos mangás medievais. Sem sombra de dúvida. Nada de Berserk, Claymore ou Dark War (acha que não ia rolar um merchan? Heheheh).
Contando a história dos Seis heróis lendários, descobrimos, logo de cara, que não são seis, mas SETE. Flauss, capitã dos monges guerreiros de Pharis está investigando as ações de Demônios pelo continente, que foram libertados por um conde de um pequeno reino, em busca de poder. Quando ela é salva por Beld, guerreiro mercenário e Wort, mago da academia dos homens sábios de Aran, começa uma aventura em que o destino do mundo está nas mãos dos tr~ess citados, do líder da tropa de Cavaleiros-paladinos Fahn, do rei dos anões Fleve, da sacerdotiza de Marfa, Neece e de uma guerreira-maga sem nome. Um dos pontos fortes da HQ é quando Neece, em meio a batalha com um arquidemônio incorpora o espírito da deusa mãe da terra. Infelizmente, a HQ, programada para sair com dois números, não teve sua parte final publicada (por isso foram três séries e meia).

Aqui entramos num problema que surgiu com a massificação das publicações de mangá do Brasil. Quando os primeiros mangás neste formato que conhcemos hoje foi lançado, a Shueisha OBRIGOU a editora a lançar o mangá COMPLETO, mesmo com baixas vendas. Porém, o que vemos hoje são séries compradas como gado, pois “temo olho grande, então vende”. Infelizmente, a editora italiana Panini não entendeu a importância da série Loddoss War para a história do mangá, graças a, infelizmente, a atitude de alguns fãs de mangá, que, (mal) acostumados com séries e séries de mangás nas bancas acabam privilegiando apenas alguns (ou alguém viu NARUTO E BLEACH atrasar alguma vez?!).
Loddoss é um clássico, e merecia ter sido tratado como tal. É o mínimo que podemos esperar de uma “cultura nerd” em que um GAROTO NINJA LOIRO, VESTIDO DE GARI é mais conhecido que o SUPERMAN.

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