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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

RE-IMAGINANDO...

Se tem um tipo de produção que não gasto um centavo são remakes. Uma mudança de atores aqui, um diretor de vídeo clipes ali, e já acham que fizeram grande coisa.

Agora tenho um estranho interesse quando pegam alguma história bem conhecida, aproveitam alguns conceitos e criam algo realmente novo. Não importa se é baseada em livro ou filme, esse tipo de produção sempre tem algo interessante a mostrar... para quem deixar a mente aberta:


A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO

Vi pela primeira vez no SBT a muitos anos, e sempre me divirto quando vejo novamente. Jack Robinson é um agente imobiliário que a muito não vê sentido na vida. No local de um de seus projetos, encontra um fóssil do que aparenta ser um homem pré-histórico gigante, o que posteriormente é revelado parte de uma terrível profecia iniciada a séculos por seus ancestrais. Logo uma velha lhe mostra que tudo será explicado quando ele subir em um pé de feijão gigante !!!!

Esse é um filme muito interessante, e muito subestimado. Produção de 2001, Jack and the Beanstalk: The Real Story, mostra uma pacifica cidade protegida pelas nuvens, governada sabiamente pelo gigante Thunderdell e seu conselho. Lembram daquela ave que botava ovos de ouro? Pois esses ovos são a fonte de energia que mantém a sociedade consistente, movendo um motor que mantém a integridade do clima e da fertilidade das terras. E João, foi o grande desgraçado que queria roubar esses ovos por ganância...

Recomendadíssimo !!! Infelizmente só consegui confirmar o lançamento do filme em VHS, caso tenha um dvd provavelmente está fora de catalógo. Quem souber onde vende me avise!

Uma curiosidade: o filme foi dirigido por Brian Henson, filho de Jim Henson (dããã) o criador dos Muppets, e co-criador da Família Dinossauros. Hoje liderá a Jim Henson Productions, empresa especializada em efeitos visuais e animatronics. E quem quiser algo recente dos caras, procrure o seriado Farscape, elogiada ficção científica para tv a cabo.

TIN MAN

Nessa versão repaginada do Mágico de Oz temos as desventuras de DG, que graças a um tornado, é levada de uma pacata cidade do interior americano, para a dimensão mágica de Outer Zone (OZ), ameaçada por uma terrivel feiticeira.

Na companhia de Glitch, um cientista louco e com apenas meio cérebro, Cain, um policial com uma trágica história que é encontrado em um escafandro de lata e Raw , uma fera telepática bem covardona; e também ajuda do mago Mystic Man, essa nova Dorothy tem a missão de derrotar a bruxa Azkadellia. E já ia esquecendo, pra variar ela descobre ser parte de um antiga profecia que previa sua chegada, sobre ser uma princesa e tudo mais...

Exibida em 3 partes pelo Sci-Fi Chaneel em 2007, a produção impressiona pelos efeitos especiais acima da média para uma série televisiva, e também pela nova versão de antigos personagens do clássico de Lyman Frank Baum. Destaque para a atuação de Alan Cumming (o Noturno de X-Men) como uma porradeira versão do espantalho. Mas quanto ao personagem título, sou mais o Homem de Lata antigão do que esse Indiana Jones fajuto do filme atual. Bem mais carismático, não acham ??

Fico imaginando quantas histórias clássicas podem ter essas versões bizarras, e quanta coisa legal pode sair. Se bem que alguns contos infantis são bizarros por si só. Porra, nossas mães nos assustavam com histórias do Homem-do-Saco, Mula-sem-Cabeça, e mais recentemente os Palhaços Assassinos... Vida Real é coisa de louco !!!

Tin Man, foi lançado em 2008 pela Focus Filmes, tudo grudado em um longa metragem de 186 minutos e mais alguns extras. Assistam.


OSAMU TEZUKA’S METROPOLIS

Baseado em um mangá de 1949, que foi baseado em um filme de 1927 (Metropolis, de Fritz Lang), conta a história de uma sociedade futurista onde humanos e robôs vivem em conflito. Enquanto os homens bem sucedidos vivem em uma reluzente metropole, trabalhadores braçais e robôs dão suas vidas em uma cidade subterrânea para manter o modo de vida dos que estão acima.

Duque Red, o homem mais rico e influente da cidade, constrói no centro de Metropolis uma torre de proporções bíblicas chamada Ziggurat. Totalmente automatizada, a torre é feita para ser controlada por um robô chamado Tima, que foi feita a imagem e semelhança de sal falecida filha. No entando, após uma serie de infortúnios, Tima acaba se apaixonando pelo garoto Kenishi, pertencente a classe trabalhadora.

Seriam precisas milhares de linhas para explicar as metáforas e referências do filme. O que fica mais claro é a visão negativa do futuro, tanto neste quanto no original de Fritz Lang. Tudo existe em função da classe dominante, que usa o proletário (a classe dominada) para manter seu modo de vida, trabalhando tanto que não tem tempo de pensar que está se ‘robotizando’. Mesmo sem a orientação do mestre Tezuka (falecido antes da feitura do filme), o diretor Rintaro fez um trabalho excepcional, mesclando melhor da computação gráfica com as mais fantásticas películas de animação tradicional, em um resultado só rivalizado por Akira. É ver pra crer.

Felizmente as duas produções saíram em dvd. O anime é uma edição porca feita pela Sony, em que não temos dublagem em português e nem extras legendados. Infelizmente não vi muita divulgação do anime por aqui, nem mesmo interesse dos ditos 'otakus' que no fim das contas só consomem os animes coloridões e com infinitas linhas de brinquedos e afins.

Agora o filme de 1927, quem quiser pode procurar uma edição avulsa, ou a foderosa coleção Fritz Lang lançada pela Continental Home Vídeo. Todo os trabalhos do mestre, para quem tiver $$$ sobrando.



Devem existir outras produções do genêro empoeirando em locadoras, algumas boas outras ruins. Planeta dos Macacos de Tim Burton se enquadra nesse quesito. Quem viu o original, ou mesmo leu o livro, sabe do que estou falando. Confesso que tenho esse dvd só pelos efeitos, principalmente pelo trampo de maquiagens fantástico ! Mas aí é assunto pra outro post.

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