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domingo, 26 de dezembro de 2010

Fliperama: Ninja Blade


Olá pessoal! Primeiramente, um feliz 2011 pra todo mundo!!! Hoje durante o dia, postarei mais dois posts... O visual do blog vai mudando aos poucos, mas vamos começando com um post novo!!!


Como alguns sabem, em Fevereiro de 2010 adquiri um XBox< 360 e, por "culpa" do NowLoading (www.nowloading.com.br), acabei comprando o videogame travado, original (foi bem engraçada a cara do vendedor quando pedi o Xbox travado). Tendo que comprar jogos originais, passei a escolher muito bem quais jogos comprar, sejam por reviews em revistas, sites (como o já mencionado NowLoading)... Mas quando os jogos estão num bom preço, eu acabo resolvendo comprar, sem me preocupar (muito) com a qualidade... E foi nessas que eu esbarrei com títulos bons como Crackdown, o triste e fan-service deplorável Tenchu-Z e o resenhado aqui, Ninja Blade.


História: um misterioso vírus mutante assola Tóquio e apenas um grupo de ninjas de elite pode acabar com essa zorra. Coincidência ou não, você faz parte desse grupo, que (coincidência ou não) é liderado pelo seu pai.
O grupo conta com várias etnias (incluindo um piloto-ninja de helicóptero afro-descendente!). Coincidência ou não, você é traído pelo seu pai e pelo mais talentoso ninja do grupo que, coincidência ou não (!) é o mais cruel. Ah sim! O vírus transforma TUDO em mutante assassino, desde pessoas até MÁQUINAS, e -coindência ou não (lol)- você é imune;

Gráfico: acredito que ele use a Unreal Engine, devido a textura. De toda forma, a From Software (quem produziu o jogo, e também é a produtora de Tenchu-Z) fez um gráfico padrão, sem nada de incrível: pela época do jogo, eles estão até "velhos", se comparadas a um Batman Arkham Asylum, por exemplo. A maioria das cut-scenes são em gráfico do jogo, e este ajuda no visual do personagem (um dos pontos fortes do jogo)




Som: esse é o tópico mais difícil de se falar, por que por boa parte do tempo desde que comprei o x-caixa, jogava numa TV de tudo de 14 polegadas (o que vocês esperavam? tinha dinheiro só para o video-game, oras!)... Mas o que pude conferir em um som melhor posso dizer que ele é... normal. Não tem nada muito impressionante no som do jogo, nenhuma minúcia, nada de impressionante, de verdade.

Jogabilidade: Hack'n Slash. Nada mais a dizer. O jogo tem um quê de estratégia para alguns combates, mas é mais para "esqueminha" do que necessariamente estratégia. A variedade de armas é boa, e cada uma tem um estilo para jogar. Obviamente, quando você consegue a Ninja Blade, vai preferir ela, mas as demais são boas também: há uma espécie de espada maleável, boa para atingir múltiplos oponentes, e uma gigante (tipo Zanbatou) que serve para derrubar inimigos com "armaduras". Há também momentos em que você usa veículos, como tanque de guerra e helicóptero, ficando numa visão em primeira pessoa. É interessante, mas a câmera como um todo não ajuda na maioria das vezes!



E quick time events! CENTENAS, sem exagero! Desde QTE para finalizar os oponentes até QTE para simplesmente "aterrizar" no solo após um pulo (que também tem um Quick Time Event)... Chega a irritar: do nada corta para um close do personagem e começa uma série de cenas em que você tem que apertar os botões no momento certo.

Diversão: vejam bem, é meio difícil falar em diversão nesse jogo, por que ela oscila de forma absurda! No início, é bem divertido mesmo, as cut-scenes deixam a jogatina com um ritmo cinematográfico, mas isso na primeira hora: o jogo é EXTREMAMENTE dificil! E não adianta salvar do meio do jogo ou do checkpoint: desligou o console? Volta DO INÍCIO da fase! Não disperdície muitas horas pra ele- jogue uma fase por dia e você não terá problemas com diversão! Ah sim, e não tem modo on-line. Só leaderboards.




Conclusão: Essa conclusão é bem simples: se tiver de R$50,00 pra menos, compre. Vale a pena pelo preço, mas não vale a pena dispensar tanto tempo e atenção para o jogo, devido a dificuldade e mesmice que ele apresenta. Nota 5,5, pois não tem modo online e por que dei 8,5 pra Super Street Fighter IV que é ANOS-LUZ melhor que Ninja Blade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Novidades no Gambiarra

Olá pessoal!

Pra quem me acompanha no twitter (@DioRod) sabe que as vezs eu coloco que o blog vai voltar e tals...

E SIM, ele vai voltar, e essa semana!

Nesse tempo eu estava correndo apra fechar algumas coisas, como equipe e sessões;

Sobre a primeira, temos agora na equipe:

DioRod (eu);
Jéssica Félix;
Heder Osny;
Diego Shinobi.

Todos nerds de carteirinha, cada um tem um gosto diferente e ASSUNTOS diferentes para tratar. E sobre as seções fixas, agora teremos:

Pipoca: Sobre filmes em Cartaz, DVDs, Filmes na TV, etc
Na estante: Sobre Action Figures, Revistas, Livros, Etc
Por aí: Sobre Eventos, Palestras, Locais de Interesse...
Fliperama: Sobre Games de todas as plataformas e de todas as gerações;
Gambiarras do Mês: Apenas para descontração, colocaremos fotos bizarras de gambiarras tal qual essa no título;
Gambiarra Cast: o podcast do blog, será a princípio mensal

Lembrando que essas sessões são apenas de REVIEWS, cada um seguindo um padrão, que poderá ser visto quando elas surgirem: os posts "viajeiras" de cada um, ou sobre autores e tal continuam (como minha série sobre as tartarugas). Todos estes posts terão a TAg de quem a escreveu, assim você poderá achar todas as que escrevi, por exemplo...

AH, e teremos promoções também, aguardem (principalmente o fim da fest Comix)...



É isso aí pessoal, espero que contiuem acompanhando, afinal esse blog só atingiu mais de 10 mil visitas graças a vocês!

EDITADO: É, como vocês devem ter percebido, nada aconteceu a praticamente um mês... Bem, como só ive umas duas cobranças sobre isso, estou comunicando: na verdade teremos de voltar ANO QUE VEM, pra que possamos mexer em tudo...

Então em Janeiro... PREPAREM-SE!

domingo, 11 de julho de 2010

GURPS Lite: RPG "de grátis"!


Olá, pessoal! Aproveitando todo o "hype" em cima da tão esperada tradução de GURPS 4ª Edição pela Devir, a ser lançada em julho(ou seja, este mês, em teoria), achei que seria um bom momento para divulgar justamente o meu sistema favorito com este post sobre o GURPS Lite.

Do que se trata? Bom, como o nome diz, é uma versão "enxuta" do sistema universal da Steve Jackson Games. Tudo o que você precisa para criar um personagem está disponível nesse PDF, que a um só tempo serve como divulgação para iniciantes que nunca tiveram contato com o sistema e para veteranos que não desejam ou não PRECISAM carregar todo o seu arsenal de livros em TODA santa sessão de jogo.
Como eu já disse, trata-se de um sistema universal. O que isso quer dizer? Ele foi projetado para ser flexível, para adaptar-se aos mais diversos tipos de ambientação, seja fantasia medieval, horror, aventuras no espaço... a lista é praticamente infindável.
A versão "full" traz regras detalhadas, que buscam cobrir a mais ampla gama de situações possíveis dentro dos mais variados cenários, é essa cujo lançamento em português estamos esperando faz anos; já a versão Lite está disponível gratuitamente em vários idiomas faz algum tempo no site Warehouse23, a loja virtual da Steve Jackson Games. Conselho: Baixem o GURPS Lite, avaliem se é interessante e quando chegar a versão "full" em português, vejam se realmente vale o seu dinheiro, afinal, imagino que algumas pessoas possam, depois de aprender a improvisar algumas regras no Lite, se sentir mais à vontade assim do que com regras oficiais. Enfim, uma adição muito bem-vinda à lista de RPGs disponíveis em português.

Link para o download: Warehouse 23
(para quem não manja muito do inglês: Clique em "Add to cart" e na tela seguinte clique em "Check Out". Na tela a seguir clique em "Check Out Without Registering"e na última janela que será aberta clique no link que diz [562 KB Download])
Ilustração extraída de: http://firewallpaper.blogspot.com/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

GI Joe- Resolute: o fim da guerra Joes X Cobras?

Olá Nerds!


Como podem ver ao lado, no twitter, assisti a animação GI Joe: Resolute, que saiu a um tempo n canal adulto da Cartoon Network...

E o que eu achei? (tá, é só ler o twitter que você sabe, mas aqui está mais detalhado!)



Escrita por Warren Ellis, o possível piloto de uma nova série mostra a última tentativa do Comandante Cobra em dominar o mundo. A saga começa com a investigação da morte de um Cobra de alta patente, da morte do Joe Sgt Bazooka (Pô, o mais legal) e a revelação de que Cobra possui uma poderosíssima arma de destruição em massa: em video-conferência "forçada" com a ONU, o Comandante mostra toda a força de sua arma, ao devastar MOSCOW diante dos líderes mundiais e dando o ultimato: em 24 horas o Comandante deve ser declarado governante do mundo, ou nações perecerão! Obviamente, a elite de todos os grupos de elite, o superesquadrão GI Joe é acionado, seja pela ameaça iminente, seja pela vingança a BAzooka, que foi morto por Storm Shadow o ninja branco dos Cobras, inimigo mortal de Snake Eyes, que parte para o ajuste de contas final.

A animação é muito, mas MUITO interessante, seja pelo fato de não haver raios laser (como no desenho dos anos 80) e sim TIROS de verdade, além de mortes, sangue e uma história bem amarrada, exagerando em conceitos científicos reais!
Em comparação ao filme, também resenhado aqui, temos uma história AINDA MAIS bem amarrada: enquanto o filme consegue falar da origem de TODOS os principais personagens, a animação consegue dar um FINAL para todos os personagens, com ponto ALTÍSSIMO na luta definitiva de Storm Shadow vs Snake Eyes, além de toda a sequência que antecede esta luta.




Duke e Scarlett são um casal, diferente do casal forçado do filme (Scarlett e Ripcord). A GI Jane é retratada como uma mulher bonita, mas forte, convencendo que se trata de um soldado, acima de tudo! O visual dos Joes e dos Cobras está mais atual, e o visual como um todo não soa em nenhum momento datado: os heróis são durões também, falam palavrões e NÃO TEM PUDORES EM MATAR!

Como se trata de uma animação de 2009, não é difícil de achá-la (entendam "achar" da forma que quiserem ^^!) então não entrarei muito em detalhes, mas está tudo ali: o USS Flagg (o famoso porta-aviões dos Joes), Baronesa (ai, ai...) e Destro, além do Duke ser um cara REALMENTE durão, diferente do ator "bundinha" do filme!


E para dar uma palhinha, fiquem com um teaserda animação (não se preocupem, não teM essa sequência no desenho)!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Marvel Especial 18: Marvel 2099(Ou: O futuro como ele deveria ter sido 15 anos atrás)

Olá, pessoal!
Eu normalmente não costumo ser muito fã de quadrinhos Marvel; eu sempre tenho a impressão de que a cronologia Marvel está alongada DEMAIS(coisa que a DC evitou com suas "Crises", mas isso é outra história), então eu não tenho acompanhado muita coisa recente da "Casa das Idéias"(acho que a última vez que eu acompanhei revistas Marvel foi por alguns meses de Capitão América em formatinho, na Abril) e foi com MUITA surpresa que este mês eu vi nas bancas a Marvel Especial 18: Marvel 2099, com uma BELA de uma que certamente causaria um sorrisinho de contentamento em Dave McKean.

Para quem pegou o bonde andando: originalmente, "Marvel 2099" era uma continuidade da Marvel(sério?) ambientada no ano de 2099(não, jura?); a proposta do cenário era que no começo do século XXI um Grande Desastre havia encerrado a Era Heróica e mergulhado a civilização em um colapso, durante o qual parte de sua história foi perdida (convenientemente evitando que fosse feita uma conexão direta com qualquer evento da continuidade principal). Nessa continuidade, o ano de 2099 tem toda uma atmosfera cyberpunk(algo como os filmes Blade Runner, Minority Report, ou (Deus me perdoe)O Quinto Elemento), com megacorporações dirigindo os Estados Unidos, desigualdade social em níveis alarmantes(nessa época é comum encontrar tribos de mendigos canibais vivendo na cidade) e violência urbana correndo solta(ok, isso não é TÃO fictício); os heróis do século XX são vistos apenas como mitos e lendas do passado(de fato, existe até mesmo uma religião que presta culto a Thor!) e não há muitas informações a seu respeito, até que começam a surgir novos heróis, como o Homem-Aranha, o Justiceiro e os X-Men; todos eles novos heróis que seguem os passos de seus antigos ídolos, (com métodos que seriam um tanto questionáveis para os padrões de suas versões do século XX). A linha 2099 chegou a ser publicada por aqui por um tempo, mas foi cancelada em um dos momentos mais empolgantes, a saga do retorno do Capitão América, que foi deixada incompleta por volta de 1997 (e os fãs de Sandman se achavam órfãos de editoras...).

Pois bem, de volta à edição em mãos: O que temos aqui é uma espécie de reboot da continuidade, alcançando um resultado MUITO mais agradável que sua "antepassada"; trata-se de uma aventura one-shot(na verdade, a minissérie Timestorm 2009-2099 encadernada) estrelando os vingadores Homem-Aranha e Wolverine em suas versões atuais sendo transportados para o futuro, conhecendo suas versões futuras e contracenando com os heróis locais. É interessante que muitos deles são reboots das versões anteriores da Marvel 2099, como o Justiceiro (Jake Gallows, um adorador de Thor), o próprio Homem-Aranha(Miguel O'Hara, filho de um executivo da megacorporação Alchemax) e o Motoqueiro Fantasma(um ciborgue com capacidade de invadir sistemas digitais; a rigor, mais um Deathlok do que um Espírito da Vingança). O que há de mais interessante neste gibi não é nem tanto a história em si, mas a forma como o clima de 2099 foi remodelado; na série antiga, por exemplo, tínhamos um traço demasiado "sujo", por vezes grotesco ou confuso (eu não lembro quais artistas trabalharam nela, mas Homem-Aranha 2099 era uma verdadeira tortura ótica; principalmente a edição que foi um crossover com o Homem-Aranha do século XX), tentando ser exageradamente "tenso", "áspero", "distópico", mas neste especial, o traço de Eric Battle e as cores de Bruno Hang trazem à mente um visual que lembra um pouco o clima de "Superman e a Legião dos Super-Heróis" que saiu alguns meses atrás na Superman mensal.
Outro ponto a favor: a tecnologia do futuro não tenta DESESPERADAMENTE parecer "do futuro", e com isso temos equipamentos com um visual mais crível, e não maluquices como as "aranhas voadoras" de "2099 A.D."(alguém lembra?).
O próximo ponto positivo é uma possível explicação para essa tecnologia familiar: em um momento da história é explicado que 2099 é uma data definida por convenção, que não se sabe ao certo quando foi o tal do Grande Desastre e nem quantos anos atrás ele aconteceu; ou seja, pode tanto ser 2099 como pode ser 2050 ou 2200. Boa explicação! Outra sacada completamente certeira foi alternar para a arte de Frazer Irving na parte 4(que corresponde ao one-shot gringo "Timestorm 2009-2099 - X-men), ambientada em uma paisagem desértica e colorida quase em sua totalidade com tons ocres. Na verdade, correndo o risco de soar fanboy ou empolgado, arriscaria a dizer que esse capítulo tem uma qualidade realmente artística!

Realmente é uma ótima edição, que se por um lado possui uma trama meio rasteira (como os roteiristas tem o dom de fazer mau uso de viagem no tempo...), possui MUITO mérito em revitalizar um cenário secundário e deixar o leitor com vontade de experimentar mais. Altamente recomendado!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viva a revolução????

Olá nerds!
Em uma discussão realizada em uma comunidade do orkut, levantei alguns pontoss sobre o mercado editorial do Brasil e os scans. Juntei as postagens e editando, estou deixando-as coesas.

Aqui no Brasil, as revistas saem com cerca de 1 ano de delay para os EUA, e os mixes DA editora (por que tanto Marvel como DC estão com a Panini, num monopólio das grandes editoras de heróis) são MUITO abaixo da média. Recentemente, após uma "revolução editorial" a Panini mudou seus mixes novamente e começou uma caça as bruxas aos scans (ora, vamos! QUEM vocês acham que está por trás disso?)

Começou tãããããão bem...

Atualmente estou bem desanimado em continuar comprando as HQs do Lanterna Verde, por que os editores da Panini inventara essa tal "Revolução" e diminuiram o mix do Lanterna. Até aí beleza- mas ao invés de manter o Lanterna Verde e a Tropa dos Lanternas Verdes (afinal o nome da revista é Dimensão DC; LANTERNA VERDE), o caras colocaram uma história NADA A VER d'O Bravo e o Audaz com o BATMAN e um personagem megahipermasterblaster desconhecido! Preço pela qualidade realmente é bom, mas como no exemplo que eu dei: a Dimensão DC Lanterna Verde desse mês tem apenas 20 PÁGINAS de lanterna verde! estou pagando 6,90 por 20 PÁGINAS APENAS!

Isso quebra as pernas! Fora as mudanças nos mixes! Se eu gosto de Arqueiro Verde, tenho que ler Superman/Batman, por exemplo. Aí, DO NADA eles mudam o Arqueiro pra revista da Liga da Justiça. Aí eu tenho que parar de comprar o S&B e comprar a Liga. Até aí tudo bem, mas se eu quiser saber COMO CONTINUA UMA SAGA DA PRINCIPAL HISTÓRIA DO MIX (Superman e BAtman) eu passo a comprar AS DUAS REVISTAS!

Quase R$13,00 por QUARENTA PÁGINAS!

Eu penso bem assim, simples e objetivo: se querem acabar com os scans, principalmente aqui no Brasil, deve-se investir em qualidade editorial! O regime monopólico (se não existe essa palavra acabei de inventar, ehehehe) da Panini faz com que os leitores tenham que seguir o que ELA quer ou recorrer a scans! Claro, sob o ponto de vista artístico, uma revista que é seu sustento, põe o pão na tua mesa ser distribuída de graça, pra qualquer um... É broxante!

Por essa razão, só recorro a scans de coisas que estou MUITO no Hype e coisas que NUNCA serão publicadas no Brasil, mas SEMPRE que sai por aqui eu corro atrás de comprar, por que nada substitui aquele cheirinho de papel novo e o trabalho gratificante de arrumar suas revistas! Entretanto, acho que ter duas representações distintas da Marvel e da DC no Brasil melhoraria a qualidade editorial... Se uma editora que não fosse a Panini pegasse uma das grandes editoras (Marvel ou DC) e fizesse TODOS os títulos dela com uma qualidade melhor, a Panini se veria obrigada a melhorar, por que haveria competição!

Fora que esse argumento de que se "ninguém baixasse a qualidade melhoraria" não procede: a Panini é obrigada conratualmente a publicar uma quantidade x de títulos, e ela é quem define como. E isso existe desde antes de existir scans! Se as vendas fossem tão ruins assim, as editoras já teriam saído do Brasil, mas muito pelo contrário: o que vemos é na verdade um AUMENTO das publicações aqui!

Antes que alguém critique, deixo claro: não sou contra mixes, mas mixes com SENTIDO! PRA QUE eu vou colocar uma história do Homem Impossível contra o Triatlo dos Vingadores numa revista do HOMEM ARANHA? Por que eu vou colocar o Gladiador Dourado na Revista do LANTERNA VERDE? Se o mix leva um nome de Herói, que se publique as histórias relacionadas ao universo deste herói!

Assumam um mix de histórias diversas, como foram as SuperAventuras Marvel, Marvel 98,99... Façam almanaques! Mas não coloquem em mixes com um nome de herói específico personagens que não tem nada a ver! As editoras tinham que fazer algo parecido com o que fizeram com música- disponibilizar títulos não tão famosos primeiramente de forma digital a um preço mais acessível e lançar como encadernado caso faça sucesso!

Um ponto positivo da Panini foi ter lançado as HQs do Punho de Ferro em compilados encadernados... Isso é bom!

Uma sugestão, que já feito lá fora: se pegar uma série de histórias de um personagem que não é muito rentável aqui, e lançar digitalmente e forma (bem) mais acessível, há um lucro, pois não existe gastos com gráfica; se houver uma boa demanda de determinado título, este é lançado encadernado!

Eles se apressam em criticar, mas poderiam estar agora se utilizando da "estratégia do inimigo" para fazer de fato uma revolução editorial! O problema, na minha opinião é QUALIDADE EDITORIAL. E antes mesmo de existir internet as editoras brasileiras fazem esses mixes vagabundos... As editoras (brasileiras que não tem CUSTO NENHUM de artistas, só de gráfica e pessoas para fechamento- letreiramento, tradução e designers para a capa) simplesmente taxam seus leitores de idiotas!

Nos EUA há um mercado muito maior e o fato de se baixar scans não tem interferido por lá!

O problema daqui é que não há vontade de se dar um bom tratamento editorial para as HQs. Era tão simples: liberem virtualmente determinados títulos (O Bravo e o Audaz, Cable & Deadpool, Miss Marvel, Aves de Rapina - que são de menor expressão) por uma taxa de R$2,00, R$3,00. Se fizer sucesso, lançam um encadernado de 15,00 com capa mole!

É MUITO SIMPLES! Um exemplo disso é o lançamento de Kick Ass: eles poderiam ter lançado com capa mole, em bancas por um preço camarada... ou até mesmo lançar como minisserie mesmo para depois lançar encadernado, mas lançam uma capa dura por 60 MANGOS! E Guerras Secretas? Qualidade de impressão e editorial PÉSSIMA, cores sofríveis, aguadas, capa MOLE sem grandes extras (só como cada herói foi parar no construto do Beyonder) por 50 REAIS!
Tinha tudo pra dar certo... mas a (falta de) qualidade estragou!


Isso é errrado! É um erro de direcionamento editorial que não pode acontecer!

E não é ingenuidade, pois sei muito bem que a Panini aqui no Brasil tem que pagar um valor as editoras (marvel e DC), algo parecido com as franquias de restaurantes, afinal a editora gringa também precisa de lucro por aqui! Os encadernados são uma saída? Sim, são! Mas cobrar R$100,00 num encadernado d' A Morte do Superman com praticamente nenhum extra não é brochante para o leitor?

A Panini continua criticando (e com razão) quem se utiliza de scans, mas NUNCA apresentou quaisquer dados para embasar sua afirmativa de que as vendas caíram por conta disso, e continua com uma estratégia burra e falida que a Abril Jovem utilizou e perdeu. Se a empresa italiana simplesmente tentasse uma abordagem REALMENTE revolucionária, utilizando a internet a seu favor, não estaríamos tendo vários debates na net debate! E acreditar em algo dito sem provas concretas que é ingenuidade!

Não estou falando que todo mundo tem que ler scans e esquecer o mercado! Sei muito bem como é esse problema de criar algo e ter estes problemas relacionados a sua obra, pois sou quadrinista e odiaria que alguém DEIXASSE DE COMPRAR para ler em scan. O que defendo é uma abordagem que evolua o sistema editorial no Brasil.

Quando fiz minhas HQs com meus amigos, sabíamos que teríamos de dar um "algo a mais" pra quem comprasse, pois por se tratar de mangá, teríamos que concorrer com grandes filões do mercado, como Naruto e Bleach. Então fizemos uma abordagem focada no material de divulgação em eventos, uma qualidade de impressão boa (em papel couché) e principalmente BONS PREÇOS!

A única coisa que eu AFIRMO COM CERTEZA (e é apenas sobre MIM neste caso): eu baixo scans de coisas que AINDA NÃO SAÍRAM NO BRASIL, mas que seja algo que IREI COMPRAR. Eu fiz isso com Lanterna Verde e COMPRAREI o Blackest Night!


Mesmo que o mix seja uma porcaria!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Monstro Interior


Flores!!! Como vão? Colocando um pouco mais de fofuras neste blog tão masculino, venho falar do fofo Onde Vivem Os Monstros.

Trata-se da adaptação do livro ilustrado de Maurice Sendak da década de 60 (talvez o precursor dos livros ilustrados infantis da forma como conhecemos hoje),”Where the Wild Things Are (ou Onde As Coisas Selvagens Estão ao pé da letra), onde o pequeno Max fica de castigo no quarto, sem jantar, por ter aprontado muito. Lá ele começa a fantasiar com um mundo de monstros que gostam dele “de verdade”.












No filme, Max Records é um menininho atentado e criativo, que quer atenção da mãe e da irmã. Quando só consegue deixar a mãe brava, ele foge de casa e acaba “encontrando” um lugar onde os moradores são grandes e peludos monstros com temperamentos diferentes e, em alguns casos, à flor da pele.
Para não ser devorado, Max se finge rei dos bichões e acaba conquistando o carinho deles. No decorrer do filme a gente percebe que cada um dos monstros é uma parte da personalidade de Max, tão infantil e barulhenta quanto ele na maior parte. Mas é possível notar a calma e bondade na alma do garotinho no monstro Ira e a timidez e insegurança que o bodinho Alexander representa.

Além disso, o filme é tecnicamente lindo! A fotografia é primordial, as locações incríveis, a trilha sonora é maravilhosa (a la Malu Magalhães)! Os monstros são no melhor estilo Power Rangers (pessoas vestidas com fantasias de monstros), mas com expressões e movimentos realmente muito bons. O diretor Spike Jonze não poupou esforços (nem tempo para produção, menos ainda custos) para a adaptação. E colocando a cerejinha no bolo, as vozes originais: Carol: James Gandolfini (Familia Soprano), KW: Lauren Ambrose (À Sete Palmos), Douglas: Chris Cooper (trilogia Bourne), Ira: Forest Whitaker ( A Experiência), Judith: Catherine O’Hara (Esqueceram de Mim), Alexander: Paul Dano (Pequena Miss Sunshine) e o Touro: Michael Barry Jr. (Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra).


Porém, o filme em si é poético demais, bem esquisito. Uma criança de 9 anos, assim como o protagonista, jamais entenderia, e provavelmente não gostaria também do tom bege acinzentado da película. Fora que os diálogos não tem uma coerência fácil de entender. Tudo tem uma profundidade e um peso enormes!




Como disse antes, os monstros são representações das facetas de Max. E na suposta ilha onde eles moram, Max se vê frente a frente com situações que normalmente ele causaria às outras pessoas. Isto fica explícito na relação entre a KW, que é a única q representa algo q não vem de dentro do garoto, e o Carol. Esta relação é compatível à relação entre Max e sua mãe.

Em suma, o filme trata da dificuldade de ser criança e a dificuldade maior ainda do relacionamento em família. E mais do q isso: “Vá até a sua ilha particular, encontre seus monstros e ENFRENTE-OS.”
















quarta-feira, 30 de junho de 2010

Percy Jackson e o Ladrão de Raios: Livro X Filme




Hey, flores! Hoje vim falar de um assunto um tanto quanto polêmico: adaptações para o cinema. Qual é a sensação de ver na telona algo que você adora em outra mídia? Bom, ainda fresquinha do filme (acabei de ver nesse instante) e com o livro recém lido, vou desabafar um pouquinho aqui...


O Livro:
Percy é um garoto de 12 anos, com problemas de déficit de atenção, hiperativismo e dislexia. Um dia, em uma excursão da escola ao museu, sua professora chata vira um monstro-morcego gigante e o ataca, mas com a ajuda de seu melhor amigo Grover, um rapaz que parece mais velho que Percy, com barbicha e cabelos castanhos desgrenhados, muita espinha e uma deformidade na perna que o faz andar num gingado engraçado, ele consegue escapar. Tentando não achar que as coisas estão meio estranhas, Percy sai em uma viagem de férias com sua mãe, pra fugir de um padrasto detestável e malcheiroso. No caminho encontra seu amigo Grover (que supostamente não deveria ter se separado de Percy), e o Minotauro. Depois de uma fuga alucinada e uma luta frenética, Percy derrota o Minotauro com poderes que ele desacredita ter, porém perde sua mãe.
Após um leve cochilo de 3 dias, Percy acorda no Acampamento Meio-Sangue,e à partir daí sua vida muda: Percy descobre que os famosos deuses do Olimpo ainda estão vivos, fazendo filhos pelo mundo à fora, e ele, Perseu Jackson, é um desses filhos perdidos. Lá ele conhece Annabeth, filha de Atena, com seus cabelos loiros e encaracolados, no melhor estilo princesa, e olhos cinzentos e profundos, e uma porção de outros jovens bastardos filhos de deuses, que tem o acampamento como seu único lugar seguro; descobre que seu melhor amigo, com seu jeito tímido, é na verdade um Sátiro (meio homem com pernas de bode), seu professor é um centauro (tronco de homem encarapitado em um dorso de cavalo branco, neste caso) e todos os monstros das antigas histórias existem e o odeiam.
Ao descobrir que é na verdade filho do deus Poseidon (o que é na verdade proibido desde a Segunda Guerra Mundial), Percy recebe uma missão: encontrar o raio roubado de Zeus e evitar um novo conflito entre as nações ocidentais. Então, junto com seus novos amigos Grover e Annabeth, Percy sai em turnê pelos Estados Unidos, trombando com infinitos tipos de monstros (inclusive a Medusa, o deus da guerra Ares, uma Quimera e um poodle cor de rosa) que, em sua maioria, querem matá-los, impedindo-os de descerem até o submundo, para encontrar esta poderosa arma e limpar seu nome, já que os deuses o incriminam do roubo.
O livro é uma aventura gostosa de ler, mais direcionada para o público infanto- juvenil, mas sem restrições de idade se você gosta de um bom conto. Poderia ser um pouco maior, poderia descrever melhor os acontecimentos e as emoções, mas sabemos que ninguém escreve magia como JK Rowling. Percy Jackson E Os Olimpianos tornou-se indispensável na minha estante de livros favoritos, estou aguardando o lançamento do quinto e último livro da série “O Último Olimpiano”, previsto para julho aqui no Brasil pela editora Intrínseca, assim como a nova saga que o autor Rick Riordan está produzindo (o 1º livro da série, “The Kane Chronicles - The Red Pyramid” pode chegar por aqui em dezembro). No momento, estou lendo “O Mar de Montros”, continuação direta de “O Ladrão De Raios” e particularmente, não consigo largar! Recomendo grandão Percy Jackson à todos os fãs (e não fãs também) de Harry Potter, de aventuras, de magia, de mitologia Grega, de uma boa leitura.

O Filme:
Bom, o que dize? Espero que a emoção não esteja recente demais e comprometa a qualidade do post, mas... É a PIOR adaptação de livro para cinema que eu já vi! Acho que só perde como pior adaptação ever para Resident Evil (o Nemesis chora!). Cara, a liberdade poética é tão “livre” que não se reconhece nenhum dos personagens se os nomes não forem ditos. Pra começar eles são adolescentes mais velhos, tipo high school.


Percy é um tanto quanto metido a besta; Grover é o escolhido para a cota negra do filme, e ainda enfiaram uma comédia bem forçada no personagem; Anabeth é rasa, sem cabelo de princesa, sem olhos cinzentos, mais parece fisicamente com Clarisse (residente do acampamento e filha de Ares), Quíron (o professor) não é inteligente e sua parte cavalo não é branca. Fora inúmeríssimas outras infinidades de mudanças que o filme trás. É tão adaptado que nada é igual, nada. Dá, no máximo, aquela sensação de “eu já vi algo assim antes”.





“Deve ter algo de bom neste filme, não é possível”, você deve estar se perguntando. Sim, o elenco é ótimo(Rosario Dawson, Uma Thurman, Pierce Brosnan, Sean Bean), os efeitos são razoáveis, o andamento do filme é até bom. Mas não passa muito disso, não. Basicamente, como filme, é um bom “sessão da tarde”, como adaptação, é dispensável.



terça-feira, 29 de junho de 2010

Kick-Ass: Quebrando Tudo!!! (Ou: Com nenhum poder, não vem nenhuma responsabilidade)

Olá, pessoal! Aqui estou com a minha estréia no Gambiarra Blog. E para começar com o pé direito, nada melhor do que uma resenha de um filme que consegue ser pé direito do início ao fim. Falo do excelente Kick-Ass: Quebrando Tudo.

Em primeiro lugar, creio que seja bom esclarecer: Eu ainda NÃO li os quadrinhos nos quais o filme é baseado, portanto, não enquadrarei esse foco na minha resenha, mas sim apenas o filme como um ótimo filme de super-herói.
O trunfo desse filme é justamente o de ser uma espécie de "Watchmen às avessas" ou talvez até mesmo um “Watchmen atualizado”. O que quero dizer com isso? Enquanto a obra de Alan Moore oferecia uma visão de heróis humanos vivendo num mundo realista à sombra de uma guerra nuclear(essa obra tem TANTO mais do que “apenas” isso... Vale um post separado!), a criação de Mark Millar retrata heróis humanos vivendo em um mundo realista dominado pelo conformismo/comodismo/egoísmo e tentando salvar a humanidade... Bom, de ser MENOS humana, eu diria. No fim das contas, a idéia que está no filme é bem essa. Pessoas que aprenderam com personagens fictícios sobre qual é o elemento que importa em um ser humano e percebem que os personagens fictícios estão sendo mais humanos que eles. Mas acho que já estou me esticando demais em considerações filosóficas e esquecendo um pouco do filme propriamente, não?
Pois bem, no que diz respeito ao filme... Bom, em primeiro lugar, esqueçam completamente o clima de sátira cômica que alguns dos trailers deixaram transparecer, nada mais longe da verdade. Trata-se, isso sim, de um filme agressivo e violento. Muito. Eu diria até que está a apenas alguns passos de distância de “O Resgate do Soldado Ryan”, por exemplo. Tendo isso em mente de forma bem clara, a história contada é de Dave Lizewski, adolescente nerd e fã de quadrinhos. Ele é socialmente desajeitado, não possui nenhum atributo de destaque, não é nenhum gênio da matemática e informática, apenas vive uma vida rasa e desinteressante. Em suas reflexões e discussões com os amigos sobre quadrinhos, ele questiona: por quê as pessoas querem ser celebridades mas não querem ser super-heróis? Levando a sério sua própria pergunta, o jovem encomenda um traje de mergulho, uma máscara ridícula e decide combater o crime sob a alcunha de Kick-Ass, não demorando muito (na verdade, logo em sua primeira missão) para descobrir a resposta à sua pergunta: ninguém quer ser um super-herói porque dói. Muito. Após ser esfaqueado por dois assaltantes e atropelado por um carro, Dave passa por várias cirurgias e um longo período de recuperação, o jovem insiste em fazer uma nova tentativa, e dessa vez (AINDA apanhando muito) tem sucesso em afugentar uma gangue em uma tentativa de assassinato. Como símbolo de nossa época, vídeos da luta do mascarado contra bandidos no estacionamento de uma lanchonete vão parar no Youtube, e pouco tempo depois, Kick-Ass é a nova febre entre a juventude.
Paralelamente a isso, Big Daddy(Nicolas Cage, fazendo o que ele ama: papel de super-herói) e Hit-Girl(Chloe Moretz, a garotinha de 11 anos que rouba a cena!) uma dupla de vigilantes bem-treinados, eficientes e violentos também está operando na cidade (Londres, fazendo o “papel” de Nova Iorque) e é só uma questão de tempo para seus caminhos cruzarem com os de Kick-Ass. E um pouco mais de tempo para os caminhos dos três cruzarem com os de Frank D'Amico, um barão das drogas que está tendo os seus negócios arruinados pelos três mascarados, e com um plano concebido por seu filho Chris (Christopher Mintz-Plasse? Isso lá é um nome? “Mints, please”?), cria um “super-herói” vira-casacas para simplesmente conseguir alcançar os vigilantes e atingí-los em suas vulnerabilidades.
Não tem muito mais que eu possa dizer da trama antes de alcançar a marca de “spoiler”, mas já deu para ter uma idéia do que acontece, né? Não? Bom... Paciência...
Sobre os atores: Já mencionei a Hit-Girl ladra de cena que eu mencionei lá em cima... Eu NUNCA esperei ver em um filme, por mais que um filme de ação seja feito para isso, uma garota de 11 anos cortando gargantas, pernas, tórax, estrangulando, dando tiros certeiros... A cena do armazém com as luzes apagadas e a do tiroteio na biblioteca são dignas de um John Woo da vida, ou pelo menos de um Tarantino. Espero ver Chloe fazendo mais papéis de ação ao crescer! Nicolas Cage: ele parece se realizar no papel de Big Daddy, que é basicamente o Justiceiro com um uniforme semelhante ao do Batman. Certamente é um grande presente para o ator que se inspirou em Luke Cage para definir seu nome artístico. Aaron Johnson, no papel de Dave Lizewski desempenha muito bem o seu papel de ser um adolescente sem graça (que passa a ser considerado como “melhor amigo gay” pela garota por quem ele tem atração na escola. Pois é...). Já Christopher Mintz-Plasse... Não sei se o personagem dele que acaba não sendo bem desenvolvido/resolvido, mas ele infelizmente não me desperta nada (uma pena, pois o traje do Red Mist é o mais legal do filme!).
No geral, é um ótimo filme que consegue divertir nas mais diversas frentes: quer um filme pipoca de ação? Classificado! Quer um filme de super-heróis cheio de dever e responsabilidade? Classificado! Quer um film nerdástico, cheio de referências e legendas erradas para xingar? Classificado! Quer um filme cabeça? Classificado! Apenas não vá esperando um filme CÔMICO (a roupa do Kick-Ass pode até influenciar nesse sentido, por ser meio parecida com a do Libélula, de Superhero Movie (2008)), ou sua cabeça pode explodir.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Flapjack: Tirem As Crianças Da Sala!

Olá, flores gentis! Em meu primeiríssimo post aqui no Gambiarra escolho o fálico (roubando a palavra do Diogo) cartoon As Trapalhadas de Flapjack (ou The Marvelous Misadventures of Flapjack no original).

Um garoto loirinho, de jeito fofo (até meio gay) e olhos esbugalhados em suas grandes “aventuras” em um cais feio e sujo chamado Porto Tempestade, junto de seu amigo e mentor Capitão Falange.
Bem diferente dos trabalhos anteriores do criador Mark “Thurop” Van Orman (As Meninas Superpoderosas, O Acampamento de Lazlo e As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy), o cartoon é escuro e totalmente politicamente incorreto, cheio de preconceitos e maus exemplos. O Capitão é mentiroso e não tem escrúpulos para sustentar seu vício em doces. Destroçado em suas aventuras anteriores, usa próteses de madeira nos braços e pernas e dentes e até órgãos. Influencia muito negativamente o pobre rapazinho, que apesar de ser bondoso e estar disposto a ajudar (às vezes) a todos em Porto Tempestade, é um tanto retardado e age quase sempre sem pensar.


Os dois são meio que mendigos no cais, mas moram dentro da boca da Bolha, a baleia q “adotou” Flapjack e o cria como seu “bebê”. Bolha não gosta da má influência que o Capitão exerce sobre seu filhinho e o espanca ou o deixa secar de fome abandonado em alguma ilha deserta constantemente.



Além disso, durante toda a série cenas de homossexualismo, preconceito, crueldade com animais e crianças, imundícies e bizarrices sem fim, coroados com um traço bem esquisito (com constantes “mensagens subliminares” e menções a pintos) enfeitam os olhos dos crescidinhos (como eu) que morrerão assistindo desenhos animados (como eu). Não existe nada mais horroroso do que o Doutor Barbeiro (literalmente médico e barbeiro), que já chegou a transformar FlapJack em uma garota, pois sua voz era muito fina.





Apesar de tudo, As Trapalhadas de Flapjack é tão FODA quanto poderia ser! Se Bob Esponja era “maluco”, Flapjack é doentio e extremamente engraçado! É impossível não rir ao ouvir Alexandre Moreno (na minha opinião a melhor voz do Brasil) dublando as risadinhas freak do garotinho, q chacoalha os braços imensos parecendo cobras no cio!!!



Mas fica o aviso: NÃO RECOMENDADO PARA CRIANÇAS PURAS E INOCENTES QUE NÃO SAIBAM APRECIAR UMA BOA PIADA.









terça-feira, 15 de junho de 2010

Fliperama: Super Street Fighter IV

Olá Nerds!!!

É engraçado: quando NÃO TENHO muito tempo disponível tento aproveitá-lo ao máximo! Fiquei quase dois meses sem emprego, e quase não postei por aqui... Agora que arrumei outro, estou cheio de assuntos (e vontade de falar sobre eles)

Bem, adquiri um XBox 360 em fevereiro e o único jogo que comprei em seu lançamento foi SUPER STREET FIGHTER IV, a revoluconária sequência de jogos da gigante Capcom. Estreando os reviews de games, fiquem com a análise do jogo!

História: Sinceramente? PRA QUE HISTÓRIA??? A Capcom se esforçou para cirar uma sequencia para a primeira versão do jogo, continuando a história, mas pra que? Jogos de luta são sempre mais divertidos pela porrada mesmo, e não pela história!

Mas, enfim... Ela NÃO ME CATIVOU e não entendi muito dela, na verdade... As animações de final e introução são no mínimo ruins e sem sal, mas nada que um "start" bem colocado não resolva.

Som: Os efeitos sonoros do jogo são muito bons... Apesar de possuir uma TV sem Stereo (TV de tubo 14 polegadas é osso!) jogando com o fone dá pra perceber várias nuances nesse quesito: seja o efeito do hadouken ou o barulho de aço quando caímos no estágio de Metrocity. A música também é muito legal, mas o destaque fica para as músicas de abertura e encerramento (de arrepiar)

Jogabilidade: sabem Street Fighter Alpha? Transformem em 3D, mas mantendo a jogabilidade 2D e entenderão o que senti. Só isso!
Porém há um ponto meio chato: escolher os Ultra Combos... isso acaba com a estratégia de uma luta!!!


Gráfico: Ahhhh... os gráficos! Que primor de gráficos! A Capcom acertou a mão perfeitamente nesse quesito, em minha opinião! O movimento dos lutadores, os espectadores interagindo pelo cenário... tem até um eclipse solar no meio da luta, com HIPOPÓTAMOS e vários outros animais se movendo perfeitamente!
É muito engraçado dar um golpe mais forte e ver pessoas e/ou animais caindo e se levantando!

A animação dos Ultra-Combos são muito boas também, algumas chegam a ser impressionantes (shin shoryuken? alguém falou shin shoryuken?), além das animações antes das lutas, que quando encontramos nossos rivais no modo arcade são bem interessantes!

Diversão: bem, temos 34 personagens diferentes, com golpes e jogabilidade diferentes... Temos um modo on-line (que ainda não usufrui) com vários modos diferentes... O que dizer? junte a galera e se divirta!


Conclusão: se for dar uma nota par ao jogo é 8,5. O fato de escolher os Ultra Combos, os personagens não possuírem estágios próprios e falta de algumas pequenas coisas (como o HAGGAR- pra que HAKAN???- além do Cody AINDA com roupa de presidiário) fizeram com que o jogo não fosse perfeito para um fanboy da série como eu...

Bem, é isso! Um review pequeno, não? Acho que a minha falta de interesse na história (?) do jogo deixou-o pequeno, mas beleza!

O importante é manter o blog vivo!!!!

domingo, 6 de junho de 2010

Prince of Persia: The Sands of Time

Olá Nerds!!!

Mais um pequeno hiato separa um post do outro, mas eis que volto, com mais uma resenha de filme (tenho ido bastante ao cinema, hehehe)...


No último dia 3, estreou nos cinemas mundiais PRINCE OF PERSIA: THE SANDS OF TIME. Produzido pelo mesmo pessoal do mega sucesso Piratas do Caribe, o filme prometia muito para os fãs de games, ainda mais com fracassos como Street Fighter A Lenda de Chun-li lançado recentemente (e que no Brasil nem nos cinemas saiu).

A história narra as aventuras de Dastan, garoto de rua que é adotado pelo rei da Pérsia e criado como seu filho. Junto com seus meio-irmãos, já adulto, invede uma cidade sagrada, encontrando uma estranha adaga.

Não vou me aprofundar na história por que senão estraga a surpresa, mas vou começar a resenha dizendo que o filme é MUITO BOM! E antes que o pessoal do mimimi comece falando que não segue a história de nenhum dos PoP, eu digo: se for seguir a história do jogo a risca, não precisa ter filme, já tem Alladin, da própria Disney (que tirando a parte do gênio, tem a MESMA HISTÓRIA do jogo pra DOS- que veio ANTES, diga-se de passagem).

Em minha opinião, o filme acertadamente pega elementos e TODOS os jogos da franquia, desde os primeiros para DOS (a origem humilde do Prince) e até o jogo "ame ou odeie" de 2008 (no visual dele). A interpretação do protagonista (Jake Gyllenhaal) é convincente, mantendo o humor do personagem da franquia do PS2... Porém um ponto fraco do filme é mudarem o nome da princesa de Farah para Tamina, em que sua intérprete (Gemma Artenton) tem uma interpretação morna, que é constantemente "ofuscada" pela interpretação do Prince (of Persia, não o cantor, hehehe), entretanto, a interação dos dois juntos e as farpas que soltam uns para os outros é idênticas ao do primeiro jogo da franquia que leva o nome do filme.

As sequências de ação são muito bos também com enffase (lógico) em perseguições pelas ruas e telhados da Persia, para dar o clima de Le Parkour que popularizou os jogos da franquia. É de se destacar também o efeito de "rewind" da Adaga do Tempo, mostrada um pouco diferente do jogo, mas bem dramática!

O filme como um todo funcionou muito bem- não é um "Dark Knight dos filmes baseados em jogos", mas é muito bom, vale a pena MESMO assistir- só tem uma crítica: TODOS os cinemas de Osasco tem APENAS cópias dubladas, talvez reflexo do público alvo do filme (na sessão em que fui estava cheio de crianças). Bem, tá aí: ótimo filme, divertido e que segue fielmente os conceitos dos jogos!

E só pra ilustrar o que eu disse em relação a fidelidade do visual, táqui uma comparação: