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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Percy Jackson e o Ladrão de Raios: Livro X Filme




Hey, flores! Hoje vim falar de um assunto um tanto quanto polêmico: adaptações para o cinema. Qual é a sensação de ver na telona algo que você adora em outra mídia? Bom, ainda fresquinha do filme (acabei de ver nesse instante) e com o livro recém lido, vou desabafar um pouquinho aqui...


O Livro:
Percy é um garoto de 12 anos, com problemas de déficit de atenção, hiperativismo e dislexia. Um dia, em uma excursão da escola ao museu, sua professora chata vira um monstro-morcego gigante e o ataca, mas com a ajuda de seu melhor amigo Grover, um rapaz que parece mais velho que Percy, com barbicha e cabelos castanhos desgrenhados, muita espinha e uma deformidade na perna que o faz andar num gingado engraçado, ele consegue escapar. Tentando não achar que as coisas estão meio estranhas, Percy sai em uma viagem de férias com sua mãe, pra fugir de um padrasto detestável e malcheiroso. No caminho encontra seu amigo Grover (que supostamente não deveria ter se separado de Percy), e o Minotauro. Depois de uma fuga alucinada e uma luta frenética, Percy derrota o Minotauro com poderes que ele desacredita ter, porém perde sua mãe.
Após um leve cochilo de 3 dias, Percy acorda no Acampamento Meio-Sangue,e à partir daí sua vida muda: Percy descobre que os famosos deuses do Olimpo ainda estão vivos, fazendo filhos pelo mundo à fora, e ele, Perseu Jackson, é um desses filhos perdidos. Lá ele conhece Annabeth, filha de Atena, com seus cabelos loiros e encaracolados, no melhor estilo princesa, e olhos cinzentos e profundos, e uma porção de outros jovens bastardos filhos de deuses, que tem o acampamento como seu único lugar seguro; descobre que seu melhor amigo, com seu jeito tímido, é na verdade um Sátiro (meio homem com pernas de bode), seu professor é um centauro (tronco de homem encarapitado em um dorso de cavalo branco, neste caso) e todos os monstros das antigas histórias existem e o odeiam.
Ao descobrir que é na verdade filho do deus Poseidon (o que é na verdade proibido desde a Segunda Guerra Mundial), Percy recebe uma missão: encontrar o raio roubado de Zeus e evitar um novo conflito entre as nações ocidentais. Então, junto com seus novos amigos Grover e Annabeth, Percy sai em turnê pelos Estados Unidos, trombando com infinitos tipos de monstros (inclusive a Medusa, o deus da guerra Ares, uma Quimera e um poodle cor de rosa) que, em sua maioria, querem matá-los, impedindo-os de descerem até o submundo, para encontrar esta poderosa arma e limpar seu nome, já que os deuses o incriminam do roubo.
O livro é uma aventura gostosa de ler, mais direcionada para o público infanto- juvenil, mas sem restrições de idade se você gosta de um bom conto. Poderia ser um pouco maior, poderia descrever melhor os acontecimentos e as emoções, mas sabemos que ninguém escreve magia como JK Rowling. Percy Jackson E Os Olimpianos tornou-se indispensável na minha estante de livros favoritos, estou aguardando o lançamento do quinto e último livro da série “O Último Olimpiano”, previsto para julho aqui no Brasil pela editora Intrínseca, assim como a nova saga que o autor Rick Riordan está produzindo (o 1º livro da série, “The Kane Chronicles - The Red Pyramid” pode chegar por aqui em dezembro). No momento, estou lendo “O Mar de Montros”, continuação direta de “O Ladrão De Raios” e particularmente, não consigo largar! Recomendo grandão Percy Jackson à todos os fãs (e não fãs também) de Harry Potter, de aventuras, de magia, de mitologia Grega, de uma boa leitura.

O Filme:
Bom, o que dize? Espero que a emoção não esteja recente demais e comprometa a qualidade do post, mas... É a PIOR adaptação de livro para cinema que eu já vi! Acho que só perde como pior adaptação ever para Resident Evil (o Nemesis chora!). Cara, a liberdade poética é tão “livre” que não se reconhece nenhum dos personagens se os nomes não forem ditos. Pra começar eles são adolescentes mais velhos, tipo high school.


Percy é um tanto quanto metido a besta; Grover é o escolhido para a cota negra do filme, e ainda enfiaram uma comédia bem forçada no personagem; Anabeth é rasa, sem cabelo de princesa, sem olhos cinzentos, mais parece fisicamente com Clarisse (residente do acampamento e filha de Ares), Quíron (o professor) não é inteligente e sua parte cavalo não é branca. Fora inúmeríssimas outras infinidades de mudanças que o filme trás. É tão adaptado que nada é igual, nada. Dá, no máximo, aquela sensação de “eu já vi algo assim antes”.





“Deve ter algo de bom neste filme, não é possível”, você deve estar se perguntando. Sim, o elenco é ótimo(Rosario Dawson, Uma Thurman, Pierce Brosnan, Sean Bean), os efeitos são razoáveis, o andamento do filme é até bom. Mas não passa muito disso, não. Basicamente, como filme, é um bom “sessão da tarde”, como adaptação, é dispensável.



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