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domingo, 11 de julho de 2010

GURPS Lite: RPG "de grátis"!


Olá, pessoal! Aproveitando todo o "hype" em cima da tão esperada tradução de GURPS 4ª Edição pela Devir, a ser lançada em julho(ou seja, este mês, em teoria), achei que seria um bom momento para divulgar justamente o meu sistema favorito com este post sobre o GURPS Lite.

Do que se trata? Bom, como o nome diz, é uma versão "enxuta" do sistema universal da Steve Jackson Games. Tudo o que você precisa para criar um personagem está disponível nesse PDF, que a um só tempo serve como divulgação para iniciantes que nunca tiveram contato com o sistema e para veteranos que não desejam ou não PRECISAM carregar todo o seu arsenal de livros em TODA santa sessão de jogo.
Como eu já disse, trata-se de um sistema universal. O que isso quer dizer? Ele foi projetado para ser flexível, para adaptar-se aos mais diversos tipos de ambientação, seja fantasia medieval, horror, aventuras no espaço... a lista é praticamente infindável.
A versão "full" traz regras detalhadas, que buscam cobrir a mais ampla gama de situações possíveis dentro dos mais variados cenários, é essa cujo lançamento em português estamos esperando faz anos; já a versão Lite está disponível gratuitamente em vários idiomas faz algum tempo no site Warehouse23, a loja virtual da Steve Jackson Games. Conselho: Baixem o GURPS Lite, avaliem se é interessante e quando chegar a versão "full" em português, vejam se realmente vale o seu dinheiro, afinal, imagino que algumas pessoas possam, depois de aprender a improvisar algumas regras no Lite, se sentir mais à vontade assim do que com regras oficiais. Enfim, uma adição muito bem-vinda à lista de RPGs disponíveis em português.

Link para o download: Warehouse 23
(para quem não manja muito do inglês: Clique em "Add to cart" e na tela seguinte clique em "Check Out". Na tela a seguir clique em "Check Out Without Registering"e na última janela que será aberta clique no link que diz [562 KB Download])
Ilustração extraída de: http://firewallpaper.blogspot.com/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

GI Joe- Resolute: o fim da guerra Joes X Cobras?

Olá Nerds!


Como podem ver ao lado, no twitter, assisti a animação GI Joe: Resolute, que saiu a um tempo n canal adulto da Cartoon Network...

E o que eu achei? (tá, é só ler o twitter que você sabe, mas aqui está mais detalhado!)



Escrita por Warren Ellis, o possível piloto de uma nova série mostra a última tentativa do Comandante Cobra em dominar o mundo. A saga começa com a investigação da morte de um Cobra de alta patente, da morte do Joe Sgt Bazooka (Pô, o mais legal) e a revelação de que Cobra possui uma poderosíssima arma de destruição em massa: em video-conferência "forçada" com a ONU, o Comandante mostra toda a força de sua arma, ao devastar MOSCOW diante dos líderes mundiais e dando o ultimato: em 24 horas o Comandante deve ser declarado governante do mundo, ou nações perecerão! Obviamente, a elite de todos os grupos de elite, o superesquadrão GI Joe é acionado, seja pela ameaça iminente, seja pela vingança a BAzooka, que foi morto por Storm Shadow o ninja branco dos Cobras, inimigo mortal de Snake Eyes, que parte para o ajuste de contas final.

A animação é muito, mas MUITO interessante, seja pelo fato de não haver raios laser (como no desenho dos anos 80) e sim TIROS de verdade, além de mortes, sangue e uma história bem amarrada, exagerando em conceitos científicos reais!
Em comparação ao filme, também resenhado aqui, temos uma história AINDA MAIS bem amarrada: enquanto o filme consegue falar da origem de TODOS os principais personagens, a animação consegue dar um FINAL para todos os personagens, com ponto ALTÍSSIMO na luta definitiva de Storm Shadow vs Snake Eyes, além de toda a sequência que antecede esta luta.




Duke e Scarlett são um casal, diferente do casal forçado do filme (Scarlett e Ripcord). A GI Jane é retratada como uma mulher bonita, mas forte, convencendo que se trata de um soldado, acima de tudo! O visual dos Joes e dos Cobras está mais atual, e o visual como um todo não soa em nenhum momento datado: os heróis são durões também, falam palavrões e NÃO TEM PUDORES EM MATAR!

Como se trata de uma animação de 2009, não é difícil de achá-la (entendam "achar" da forma que quiserem ^^!) então não entrarei muito em detalhes, mas está tudo ali: o USS Flagg (o famoso porta-aviões dos Joes), Baronesa (ai, ai...) e Destro, além do Duke ser um cara REALMENTE durão, diferente do ator "bundinha" do filme!


E para dar uma palhinha, fiquem com um teaserda animação (não se preocupem, não teM essa sequência no desenho)!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Marvel Especial 18: Marvel 2099(Ou: O futuro como ele deveria ter sido 15 anos atrás)

Olá, pessoal!
Eu normalmente não costumo ser muito fã de quadrinhos Marvel; eu sempre tenho a impressão de que a cronologia Marvel está alongada DEMAIS(coisa que a DC evitou com suas "Crises", mas isso é outra história), então eu não tenho acompanhado muita coisa recente da "Casa das Idéias"(acho que a última vez que eu acompanhei revistas Marvel foi por alguns meses de Capitão América em formatinho, na Abril) e foi com MUITA surpresa que este mês eu vi nas bancas a Marvel Especial 18: Marvel 2099, com uma BELA de uma que certamente causaria um sorrisinho de contentamento em Dave McKean.

Para quem pegou o bonde andando: originalmente, "Marvel 2099" era uma continuidade da Marvel(sério?) ambientada no ano de 2099(não, jura?); a proposta do cenário era que no começo do século XXI um Grande Desastre havia encerrado a Era Heróica e mergulhado a civilização em um colapso, durante o qual parte de sua história foi perdida (convenientemente evitando que fosse feita uma conexão direta com qualquer evento da continuidade principal). Nessa continuidade, o ano de 2099 tem toda uma atmosfera cyberpunk(algo como os filmes Blade Runner, Minority Report, ou (Deus me perdoe)O Quinto Elemento), com megacorporações dirigindo os Estados Unidos, desigualdade social em níveis alarmantes(nessa época é comum encontrar tribos de mendigos canibais vivendo na cidade) e violência urbana correndo solta(ok, isso não é TÃO fictício); os heróis do século XX são vistos apenas como mitos e lendas do passado(de fato, existe até mesmo uma religião que presta culto a Thor!) e não há muitas informações a seu respeito, até que começam a surgir novos heróis, como o Homem-Aranha, o Justiceiro e os X-Men; todos eles novos heróis que seguem os passos de seus antigos ídolos, (com métodos que seriam um tanto questionáveis para os padrões de suas versões do século XX). A linha 2099 chegou a ser publicada por aqui por um tempo, mas foi cancelada em um dos momentos mais empolgantes, a saga do retorno do Capitão América, que foi deixada incompleta por volta de 1997 (e os fãs de Sandman se achavam órfãos de editoras...).

Pois bem, de volta à edição em mãos: O que temos aqui é uma espécie de reboot da continuidade, alcançando um resultado MUITO mais agradável que sua "antepassada"; trata-se de uma aventura one-shot(na verdade, a minissérie Timestorm 2009-2099 encadernada) estrelando os vingadores Homem-Aranha e Wolverine em suas versões atuais sendo transportados para o futuro, conhecendo suas versões futuras e contracenando com os heróis locais. É interessante que muitos deles são reboots das versões anteriores da Marvel 2099, como o Justiceiro (Jake Gallows, um adorador de Thor), o próprio Homem-Aranha(Miguel O'Hara, filho de um executivo da megacorporação Alchemax) e o Motoqueiro Fantasma(um ciborgue com capacidade de invadir sistemas digitais; a rigor, mais um Deathlok do que um Espírito da Vingança). O que há de mais interessante neste gibi não é nem tanto a história em si, mas a forma como o clima de 2099 foi remodelado; na série antiga, por exemplo, tínhamos um traço demasiado "sujo", por vezes grotesco ou confuso (eu não lembro quais artistas trabalharam nela, mas Homem-Aranha 2099 era uma verdadeira tortura ótica; principalmente a edição que foi um crossover com o Homem-Aranha do século XX), tentando ser exageradamente "tenso", "áspero", "distópico", mas neste especial, o traço de Eric Battle e as cores de Bruno Hang trazem à mente um visual que lembra um pouco o clima de "Superman e a Legião dos Super-Heróis" que saiu alguns meses atrás na Superman mensal.
Outro ponto a favor: a tecnologia do futuro não tenta DESESPERADAMENTE parecer "do futuro", e com isso temos equipamentos com um visual mais crível, e não maluquices como as "aranhas voadoras" de "2099 A.D."(alguém lembra?).
O próximo ponto positivo é uma possível explicação para essa tecnologia familiar: em um momento da história é explicado que 2099 é uma data definida por convenção, que não se sabe ao certo quando foi o tal do Grande Desastre e nem quantos anos atrás ele aconteceu; ou seja, pode tanto ser 2099 como pode ser 2050 ou 2200. Boa explicação! Outra sacada completamente certeira foi alternar para a arte de Frazer Irving na parte 4(que corresponde ao one-shot gringo "Timestorm 2009-2099 - X-men), ambientada em uma paisagem desértica e colorida quase em sua totalidade com tons ocres. Na verdade, correndo o risco de soar fanboy ou empolgado, arriscaria a dizer que esse capítulo tem uma qualidade realmente artística!

Realmente é uma ótima edição, que se por um lado possui uma trama meio rasteira (como os roteiristas tem o dom de fazer mau uso de viagem no tempo...), possui MUITO mérito em revitalizar um cenário secundário e deixar o leitor com vontade de experimentar mais. Altamente recomendado!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viva a revolução????

Olá nerds!
Em uma discussão realizada em uma comunidade do orkut, levantei alguns pontoss sobre o mercado editorial do Brasil e os scans. Juntei as postagens e editando, estou deixando-as coesas.

Aqui no Brasil, as revistas saem com cerca de 1 ano de delay para os EUA, e os mixes DA editora (por que tanto Marvel como DC estão com a Panini, num monopólio das grandes editoras de heróis) são MUITO abaixo da média. Recentemente, após uma "revolução editorial" a Panini mudou seus mixes novamente e começou uma caça as bruxas aos scans (ora, vamos! QUEM vocês acham que está por trás disso?)

Começou tãããããão bem...

Atualmente estou bem desanimado em continuar comprando as HQs do Lanterna Verde, por que os editores da Panini inventara essa tal "Revolução" e diminuiram o mix do Lanterna. Até aí beleza- mas ao invés de manter o Lanterna Verde e a Tropa dos Lanternas Verdes (afinal o nome da revista é Dimensão DC; LANTERNA VERDE), o caras colocaram uma história NADA A VER d'O Bravo e o Audaz com o BATMAN e um personagem megahipermasterblaster desconhecido! Preço pela qualidade realmente é bom, mas como no exemplo que eu dei: a Dimensão DC Lanterna Verde desse mês tem apenas 20 PÁGINAS de lanterna verde! estou pagando 6,90 por 20 PÁGINAS APENAS!

Isso quebra as pernas! Fora as mudanças nos mixes! Se eu gosto de Arqueiro Verde, tenho que ler Superman/Batman, por exemplo. Aí, DO NADA eles mudam o Arqueiro pra revista da Liga da Justiça. Aí eu tenho que parar de comprar o S&B e comprar a Liga. Até aí tudo bem, mas se eu quiser saber COMO CONTINUA UMA SAGA DA PRINCIPAL HISTÓRIA DO MIX (Superman e BAtman) eu passo a comprar AS DUAS REVISTAS!

Quase R$13,00 por QUARENTA PÁGINAS!

Eu penso bem assim, simples e objetivo: se querem acabar com os scans, principalmente aqui no Brasil, deve-se investir em qualidade editorial! O regime monopólico (se não existe essa palavra acabei de inventar, ehehehe) da Panini faz com que os leitores tenham que seguir o que ELA quer ou recorrer a scans! Claro, sob o ponto de vista artístico, uma revista que é seu sustento, põe o pão na tua mesa ser distribuída de graça, pra qualquer um... É broxante!

Por essa razão, só recorro a scans de coisas que estou MUITO no Hype e coisas que NUNCA serão publicadas no Brasil, mas SEMPRE que sai por aqui eu corro atrás de comprar, por que nada substitui aquele cheirinho de papel novo e o trabalho gratificante de arrumar suas revistas! Entretanto, acho que ter duas representações distintas da Marvel e da DC no Brasil melhoraria a qualidade editorial... Se uma editora que não fosse a Panini pegasse uma das grandes editoras (Marvel ou DC) e fizesse TODOS os títulos dela com uma qualidade melhor, a Panini se veria obrigada a melhorar, por que haveria competição!

Fora que esse argumento de que se "ninguém baixasse a qualidade melhoraria" não procede: a Panini é obrigada conratualmente a publicar uma quantidade x de títulos, e ela é quem define como. E isso existe desde antes de existir scans! Se as vendas fossem tão ruins assim, as editoras já teriam saído do Brasil, mas muito pelo contrário: o que vemos é na verdade um AUMENTO das publicações aqui!

Antes que alguém critique, deixo claro: não sou contra mixes, mas mixes com SENTIDO! PRA QUE eu vou colocar uma história do Homem Impossível contra o Triatlo dos Vingadores numa revista do HOMEM ARANHA? Por que eu vou colocar o Gladiador Dourado na Revista do LANTERNA VERDE? Se o mix leva um nome de Herói, que se publique as histórias relacionadas ao universo deste herói!

Assumam um mix de histórias diversas, como foram as SuperAventuras Marvel, Marvel 98,99... Façam almanaques! Mas não coloquem em mixes com um nome de herói específico personagens que não tem nada a ver! As editoras tinham que fazer algo parecido com o que fizeram com música- disponibilizar títulos não tão famosos primeiramente de forma digital a um preço mais acessível e lançar como encadernado caso faça sucesso!

Um ponto positivo da Panini foi ter lançado as HQs do Punho de Ferro em compilados encadernados... Isso é bom!

Uma sugestão, que já feito lá fora: se pegar uma série de histórias de um personagem que não é muito rentável aqui, e lançar digitalmente e forma (bem) mais acessível, há um lucro, pois não existe gastos com gráfica; se houver uma boa demanda de determinado título, este é lançado encadernado!

Eles se apressam em criticar, mas poderiam estar agora se utilizando da "estratégia do inimigo" para fazer de fato uma revolução editorial! O problema, na minha opinião é QUALIDADE EDITORIAL. E antes mesmo de existir internet as editoras brasileiras fazem esses mixes vagabundos... As editoras (brasileiras que não tem CUSTO NENHUM de artistas, só de gráfica e pessoas para fechamento- letreiramento, tradução e designers para a capa) simplesmente taxam seus leitores de idiotas!

Nos EUA há um mercado muito maior e o fato de se baixar scans não tem interferido por lá!

O problema daqui é que não há vontade de se dar um bom tratamento editorial para as HQs. Era tão simples: liberem virtualmente determinados títulos (O Bravo e o Audaz, Cable & Deadpool, Miss Marvel, Aves de Rapina - que são de menor expressão) por uma taxa de R$2,00, R$3,00. Se fizer sucesso, lançam um encadernado de 15,00 com capa mole!

É MUITO SIMPLES! Um exemplo disso é o lançamento de Kick Ass: eles poderiam ter lançado com capa mole, em bancas por um preço camarada... ou até mesmo lançar como minisserie mesmo para depois lançar encadernado, mas lançam uma capa dura por 60 MANGOS! E Guerras Secretas? Qualidade de impressão e editorial PÉSSIMA, cores sofríveis, aguadas, capa MOLE sem grandes extras (só como cada herói foi parar no construto do Beyonder) por 50 REAIS!
Tinha tudo pra dar certo... mas a (falta de) qualidade estragou!


Isso é errrado! É um erro de direcionamento editorial que não pode acontecer!

E não é ingenuidade, pois sei muito bem que a Panini aqui no Brasil tem que pagar um valor as editoras (marvel e DC), algo parecido com as franquias de restaurantes, afinal a editora gringa também precisa de lucro por aqui! Os encadernados são uma saída? Sim, são! Mas cobrar R$100,00 num encadernado d' A Morte do Superman com praticamente nenhum extra não é brochante para o leitor?

A Panini continua criticando (e com razão) quem se utiliza de scans, mas NUNCA apresentou quaisquer dados para embasar sua afirmativa de que as vendas caíram por conta disso, e continua com uma estratégia burra e falida que a Abril Jovem utilizou e perdeu. Se a empresa italiana simplesmente tentasse uma abordagem REALMENTE revolucionária, utilizando a internet a seu favor, não estaríamos tendo vários debates na net debate! E acreditar em algo dito sem provas concretas que é ingenuidade!

Não estou falando que todo mundo tem que ler scans e esquecer o mercado! Sei muito bem como é esse problema de criar algo e ter estes problemas relacionados a sua obra, pois sou quadrinista e odiaria que alguém DEIXASSE DE COMPRAR para ler em scan. O que defendo é uma abordagem que evolua o sistema editorial no Brasil.

Quando fiz minhas HQs com meus amigos, sabíamos que teríamos de dar um "algo a mais" pra quem comprasse, pois por se tratar de mangá, teríamos que concorrer com grandes filões do mercado, como Naruto e Bleach. Então fizemos uma abordagem focada no material de divulgação em eventos, uma qualidade de impressão boa (em papel couché) e principalmente BONS PREÇOS!

A única coisa que eu AFIRMO COM CERTEZA (e é apenas sobre MIM neste caso): eu baixo scans de coisas que AINDA NÃO SAÍRAM NO BRASIL, mas que seja algo que IREI COMPRAR. Eu fiz isso com Lanterna Verde e COMPRAREI o Blackest Night!


Mesmo que o mix seja uma porcaria!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Monstro Interior


Flores!!! Como vão? Colocando um pouco mais de fofuras neste blog tão masculino, venho falar do fofo Onde Vivem Os Monstros.

Trata-se da adaptação do livro ilustrado de Maurice Sendak da década de 60 (talvez o precursor dos livros ilustrados infantis da forma como conhecemos hoje),”Where the Wild Things Are (ou Onde As Coisas Selvagens Estão ao pé da letra), onde o pequeno Max fica de castigo no quarto, sem jantar, por ter aprontado muito. Lá ele começa a fantasiar com um mundo de monstros que gostam dele “de verdade”.












No filme, Max Records é um menininho atentado e criativo, que quer atenção da mãe e da irmã. Quando só consegue deixar a mãe brava, ele foge de casa e acaba “encontrando” um lugar onde os moradores são grandes e peludos monstros com temperamentos diferentes e, em alguns casos, à flor da pele.
Para não ser devorado, Max se finge rei dos bichões e acaba conquistando o carinho deles. No decorrer do filme a gente percebe que cada um dos monstros é uma parte da personalidade de Max, tão infantil e barulhenta quanto ele na maior parte. Mas é possível notar a calma e bondade na alma do garotinho no monstro Ira e a timidez e insegurança que o bodinho Alexander representa.

Além disso, o filme é tecnicamente lindo! A fotografia é primordial, as locações incríveis, a trilha sonora é maravilhosa (a la Malu Magalhães)! Os monstros são no melhor estilo Power Rangers (pessoas vestidas com fantasias de monstros), mas com expressões e movimentos realmente muito bons. O diretor Spike Jonze não poupou esforços (nem tempo para produção, menos ainda custos) para a adaptação. E colocando a cerejinha no bolo, as vozes originais: Carol: James Gandolfini (Familia Soprano), KW: Lauren Ambrose (À Sete Palmos), Douglas: Chris Cooper (trilogia Bourne), Ira: Forest Whitaker ( A Experiência), Judith: Catherine O’Hara (Esqueceram de Mim), Alexander: Paul Dano (Pequena Miss Sunshine) e o Touro: Michael Barry Jr. (Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra).


Porém, o filme em si é poético demais, bem esquisito. Uma criança de 9 anos, assim como o protagonista, jamais entenderia, e provavelmente não gostaria também do tom bege acinzentado da película. Fora que os diálogos não tem uma coerência fácil de entender. Tudo tem uma profundidade e um peso enormes!




Como disse antes, os monstros são representações das facetas de Max. E na suposta ilha onde eles moram, Max se vê frente a frente com situações que normalmente ele causaria às outras pessoas. Isto fica explícito na relação entre a KW, que é a única q representa algo q não vem de dentro do garoto, e o Carol. Esta relação é compatível à relação entre Max e sua mãe.

Em suma, o filme trata da dificuldade de ser criança e a dificuldade maior ainda do relacionamento em família. E mais do q isso: “Vá até a sua ilha particular, encontre seus monstros e ENFRENTE-OS.”