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quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Monstro Interior


Flores!!! Como vão? Colocando um pouco mais de fofuras neste blog tão masculino, venho falar do fofo Onde Vivem Os Monstros.

Trata-se da adaptação do livro ilustrado de Maurice Sendak da década de 60 (talvez o precursor dos livros ilustrados infantis da forma como conhecemos hoje),”Where the Wild Things Are (ou Onde As Coisas Selvagens Estão ao pé da letra), onde o pequeno Max fica de castigo no quarto, sem jantar, por ter aprontado muito. Lá ele começa a fantasiar com um mundo de monstros que gostam dele “de verdade”.












No filme, Max Records é um menininho atentado e criativo, que quer atenção da mãe e da irmã. Quando só consegue deixar a mãe brava, ele foge de casa e acaba “encontrando” um lugar onde os moradores são grandes e peludos monstros com temperamentos diferentes e, em alguns casos, à flor da pele.
Para não ser devorado, Max se finge rei dos bichões e acaba conquistando o carinho deles. No decorrer do filme a gente percebe que cada um dos monstros é uma parte da personalidade de Max, tão infantil e barulhenta quanto ele na maior parte. Mas é possível notar a calma e bondade na alma do garotinho no monstro Ira e a timidez e insegurança que o bodinho Alexander representa.

Além disso, o filme é tecnicamente lindo! A fotografia é primordial, as locações incríveis, a trilha sonora é maravilhosa (a la Malu Magalhães)! Os monstros são no melhor estilo Power Rangers (pessoas vestidas com fantasias de monstros), mas com expressões e movimentos realmente muito bons. O diretor Spike Jonze não poupou esforços (nem tempo para produção, menos ainda custos) para a adaptação. E colocando a cerejinha no bolo, as vozes originais: Carol: James Gandolfini (Familia Soprano), KW: Lauren Ambrose (À Sete Palmos), Douglas: Chris Cooper (trilogia Bourne), Ira: Forest Whitaker ( A Experiência), Judith: Catherine O’Hara (Esqueceram de Mim), Alexander: Paul Dano (Pequena Miss Sunshine) e o Touro: Michael Barry Jr. (Piratas do Caribe - A maldição do Pérola Negra).


Porém, o filme em si é poético demais, bem esquisito. Uma criança de 9 anos, assim como o protagonista, jamais entenderia, e provavelmente não gostaria também do tom bege acinzentado da película. Fora que os diálogos não tem uma coerência fácil de entender. Tudo tem uma profundidade e um peso enormes!




Como disse antes, os monstros são representações das facetas de Max. E na suposta ilha onde eles moram, Max se vê frente a frente com situações que normalmente ele causaria às outras pessoas. Isto fica explícito na relação entre a KW, que é a única q representa algo q não vem de dentro do garoto, e o Carol. Esta relação é compatível à relação entre Max e sua mãe.

Em suma, o filme trata da dificuldade de ser criança e a dificuldade maior ainda do relacionamento em família. E mais do q isso: “Vá até a sua ilha particular, encontre seus monstros e ENFRENTE-OS.”
















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