Teste Teste Teste

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Gambiarracast #0: Origens Nerds



SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAALVEEEEE pessoal!!!!
ATÉ QUE ENFIM, conseguimos upar o gambiarracast piloto, contando nossas origens!

Entre brisas de sono, palavras desconexas e lembranças de uma infância cada vez mais distante, DioRod, Jeh_Felixx e Heder Osny dividem com vocês as principais coisas que os tornaram nerds!
Aproveitem o cast, e deixem suas impressões!

Download:

Alguns comentados no cast:



Obs> ainda estamos vendo a melhor forma de postar o cast. Como ele não terá uma periodicidade, poderemos ver com o tempo.
A ideia é sempre que tiver um tema que gere mais discussão, é fazer um cast para vocês!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Além da Vida... Perdi alguma coisa?



Recomendadíssimo por uma amigo do trampo (Dôblas), assisti essa semana ao suspense “Além da Vida” (After Life). Fiquei tensa em alguns momentos, tive o medinho proposto pelo filme, mas no final só o q pude dizer foi: “anh?? É isso? Cabou?”. Calma, eu explico o motivo.

Anna, vivida por Christina Ricci, está em um momento estranho de sua vida, onde tem tudo o que precisa, mas não é realmente feliz. Depois de se desentender com seu namorado, ela sofre um acidente de carro e acorda em uma funerária, onde o diretor do lugar, que estava supostamente trabalhando em seu corpo, a informa que ela estava morta! Ele diz a jovem desesperada que tem o dom de conversar com os mortos. Inconformado, o namorado (quase noivo) de Anna não consegue aceitar sua morte e tenta investigar para entender o que realmente aconteceu.




O filme todo gira basicamente nisso. Durante um bom tempo, não sabemos se o cara da funerária (nada mais nada menos que Liam Neesom) é louco, médium, necrófilo ou bom, sempre calmo ao tentar convencer Anna de sua morte. O noivo (meu Deus, como esse ator parece o Di Ferrero do NxZero, o Justin Long) , confuso, chegando muitas vezes bem perto de descobrir o que está havendo. E Christina Ricci sofrendo e pagando peitinhos, MUITOS peitinhos (prato cheio para os marmanjos que cresceram fantasiando com a Vandinha).



Outros mortos aparecem para assombrar a pobre moça assustada, algumas cenas estranhas vêm pra somar á sensação de “num saquei” do filme, como a que Anna entra em uma porta na parede e conversa com uma garotinha... Mas, apesar disso tudo, o filme prende! Você fica ansioso para saber se ela está mesmo morta, se o noivo é quem está inventando tudo, ou se é viagem do funerário.



Aí é que vem a decepção: o filme acaba sem resolver esses mistérios! Simplesmente deixa no ar... Não sei se eu é que sou burrinha, mas não curto muito esse tipo de filme que me deixa pensando se foi mesmo aquilo que aconteceu ou se eu deixei escapar alguma cena. São poucos os filmes que te colocam para pensar e definir o final da forma que achar melhor que funcionam, e este definitivamente não foi um deles para mim.






Vocês podem até me perguntar: “É um bom filme?”. Eu diria que sim, além do descrito por mim anteriormente, causa discussão entre os amigos. Mas sinceramente eu fique um tantinho frustrada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os Novos Thundercats e o Perigo da Nostalgia

Fala galera! Com o anúncio do visual dos
novos thundercats, gerou-se uma nova discussão sobre como as coisas no nosso tempo (pra quem nasceu/viveu nos anos 80) eram "melhores" e como as coisas de hoje são uma "bosta'.

A ideia é expressar minha opinião e gostaria de saber a de vocês, beleza?

Primeiramente vamos para a imagem:E agora os antigos:
O que gerou a fúria dos fãs foi o visual, claramente inspirado pelo mangá. Bem, primeiramente, é importante lembrar que Thundercats é um desenho NIPO-AMERICANO, direção gringa com produão japonesa. O estilo, não é mangá, obiviamente, mas em essência, a ideia do desenho já tem um clima mangá.

Mas analisemos friamente, usando as imagens deste post como referência: será que o visual dos gatos do trovão FUNCIONAM de verdade? A história de TC diz que Lion-O, ao fugir de thundera com seus companheiros era uma criança, mas uma "falha" em sua capsula de hibernação o fez ficar adulto. Até aí tudo bem, mas SÓ A CAPSULA DELE?Acho que deixá-lo mais jovens que os guardas de honra (afinal Cheetara, Tygra e Panthro são veteranos) é viável, pois bato na tecla de EVOLUÇÃO DE PERSONAGEM. Pra você o admirar, ele tem que evoluir, aprender- coisa que ele não fez no desenho original. Os únicos episódios que tem isso, são os primeiros e num outro, em que ele teve de derrotar todos os outros Thundercats para se consagrar rei.

Mas vamos aos demais, e aqui vou usar uma pequena comparação com os animais reais, começando pelo que o povo mais reclamou:

Panthro: o animal que inspira o mecânico dos gatos do trovão é a pantera, como o nome sugere (aliás, o nome de TODOS sugerem os felinos respectivos). O personagem é um veterano, e mestre em artes marciais (além de ser o mecânico da equipe). acho que faz sentido ele ser calvo e maior que os outros, não acham?

Tygra: seguindo a lógica, ele deveria ser o mais forte, lógico. Os tigres são os maiores felinos do mundo, e o arquiteto dos thundercats é o especialista em furtividade. Porém, o tigre age pela furtividade- na verdade, TODOS os felinos agem, mas o tigre (acredito) tenha sido escolhido por sua incrível capacidade de silenciar seus movimentos. Segue da wikipedia: "Um macho adulto pesa em média 300 kg. São caçadores noturnos e apesar de seu grande tamanho, podem se aproximar de suas presas em completo silêncio, antes de se precipitar sobre elas a curta distância." então, fecho meu ponto dele.

Cheetara: poucos reclamaram, porém os punheteiros de plantão reclamaram que ela perdeu seu visual "milf", de "tiazona gostosa". Mas, poxa... a "Chetah", ou Guepardo é o felino mais rápido do mundo. Comparem com a foto e vejam o quanto o bicho é esguio. Acham mesmo que tem sentido ela parecer uma quarentona gostosa?

E antes que alguém venha me dizer que eu estou malhando a série original eu digo: eu AMO Thundercats, é um de meus desenhos preferidos, mas temos que entender que as coisas não funcionam mais como antigamente. Temos que perceber que as coisas evoluem e ASSISTIR antes de criticar.

Estou temeroso apenas quanto ao roteiro, mas o visual dos personagens me agradou, pois FUNCIONA, diferente do desenho dos anos 80, que divertiu (e ainda diverte), mas que tem várias falhas (coisa que o desenho novo também terá).

Comunicado

Pessoas... Como podem ver o blog passa por mudanças.

Esse começo de ano está sendo meio atribulado. De toda a forma, os psots não poderão seguir aquele padrão por enquanto. Estamos vendo de mirgrá-lo para um servidor mesmo, e transformar o blog num site, então esperem novidades.
Ah, sim. O blog manterá o mesmo clima, mas de forma mais "atual"... Não terá notícias, mas reviews e artigos de coisas mais atuais...

Espero a compreensão de todos e continuem acompanhando!!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Nossos deuses são super-heróis

O mundo dos quadrinhos, como um todo, é uma dimensão fascinante. Dentro dessa dimensão, cada um tem suas preferências, mas o ramo que provavelmente conta com a maior legião de seguidores provavelmente é o segmento dos quadrinhos de super-heróis, com sua tendência a enquadrar arquétipos místicos, divinos e religiosos na figura do super-herói. E é justamente uma discussão aprofundada sobre esta característica do gênero que o autor Christopher Knowles nos oferece nesta obra.

Trata-se de um trabalho muito bem pesquisado, iniciando com uma reflexão sobre os contextos sociais em que o quadrinho de super-herói obtém maior ou menor relevância diante de seu público. O autor prossegue descrevendo a relação dos super-heróis com o cinema e traçando um paralelo entre a admiração dos fãs e o tipo de adoração prestada aos deuses das antigas religiões de mistérios do mundo antigo. Seguindo essa linha, a coisa começa a esquentar realmente na Parte II, Mistérios Antigos; aqui Knowles dá um show de referências a diversas tradições ocultas, místicas e religiosas, chegando mesmo, em alguns momentos, perto de soar como erudição pedante e pretensiosa. Felizmente, ele sempre consegue deixar claro que trata-se, sim, de um trabalho sincero e se em algum momento chega a dar a impressão de que ele está pavoneando sua cultura, é apenas porque DE FATO esse tema exige um grau de cultura elevado; e conseguir fazer da forma que ele fez, abordar temas tão profundos de maneira simples, compreensível e até envolvente, exige não apenas um alto domínio do assunto, mas também da própria naturalidade do texto. São explicados com detalhes os mitos e divindades sumérios, egípcios, gregos, romanos, nórdicos, mitologia hebraica, racionalismo da revolução industrial, ordens ocultas vitorianas, maçonaria, rosicrucianismo, mormonismo, literatura romântica... Estabelecendo uma relação de continuidade dentre as citadas tradições e suas manifestações mais antigas até chegar à era dos pulps (Parte III do livro). Depois disso, chegamos à Parte IV, Os novos deuses, que se não for a melhor ou mais profunda parte da obra é provavelmente a mais compensadora, pois aqui Knowles une toda aquela erudição que poderia soar como vazia, destilada nos capítulos anteriores, e a canaliza para a sua relação com os super-heróis propriamente ditos, desde nomes BEM antigos, como Mandrake e Dr. Oculto (que ao promover o tipo do herói mágico foram o elo de ligação entre as tradições ancestrais e os futuros super-heróis em sua forma clássica) até manifestações mais modernas, de Robocop a John Constantine. Nesta seção percebe-se a intenção do autor em organizar a obra não cronologicamente, mas sim em torno de conceitos ligados a cada tipo de herói. No fim das contas, ao contrário do que possa parecer, isso acaba até colaborando com o fluir das idéias no decorrer do texto. Conforme nos aproximamos do fim do livro, temos uma seção (Parte V: Deuses e homens) dedicada a grandes nomes dos quadrinhos e suas contribuições para o prosseguimento dessa história de mistérios e lendas, e conclui dando um fechamento de tudo o que foi apresentado.
Minha visão sobre a obra? Muito boa. Consegue apresentar uma quantidade enorme de informações em um volume relativamente pequeno (248 páginas), apresenta algumas informações que eram completamente novas para mim (como os trechos sobre os vril-ya, uma raça com existência proposta por místicos do século XIX e uma das sementes da ideologia ariana de Hitler), ilustrações caprichadas de Joseph Michael Linsner, que em vez de retratar os heróis em suas formas oficiais apresenta interessantes representações baseadas nos conceitos expostos no livro. Talvez a grande escorregada mesmo seja, como já apontado pelo sempre grande Álvaro Moya no prefácio, o fato do autor centrar sua pesquisa nos Estados Unidos e no mundo Anglo-Saxão. Há toda uma tradição heróica no quadrinho europeu, incluindo aí até a figura icônica do cowboy, aproveitada pelos italianos. Isso para não mencionar toda a riqueza do quadrinho japonês, que poderia até dar OUTRO livro, mas justamente por considerar a relação da forma "quadrinho" com o papel do mito na civilização humana, mereceria mais fazer parte do mesmo livro, estabelecer uma relação, não uma divisão. Fora isso, o material é MESMO muito bom, sofrendo um pouco, porém, com deslizes na tradução, principalmente em nomes de alguns personagens, como Booster Gold e Blue Beetle (Gladiador Dourado e Besouro Azul, respectivamente. Mas são pequenos pormenores dentro de um todo maior que se sai bem harmonioso. Altamente recomendado a fãs de heróis que desejam compreender um pouco mais da profundidade em seus heróis e um bom "prefácio" antes de mergulhar de cabeça em Joseph Campbell.

Nossos deuses são super-heróis
Christopher Knowles
Ilustrações de Joseph Michael Linsner
Prefácio de Álvaro de Moya.
Editora Cultrix - 2007

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Gambiarra da Semana: "Conheço um atalho"



Olá pessoas! Seu apartamento fica nos fundos de um prédio sem elevador, só possui uma saída e tem preguiça de andar? Seus problemas acabaram!
Ideal para quem sempre sai atrasado do trabalho, ou quer sair escondido pelo quarto! Sacaram a sutileza?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Na Estante: Sonic Super Posers

É osso... Tem certos lugares que não posso ir visitar, pois sei que SEMPRE vai ter algo legal...



Sonic sempre foi um personagem que eu gostei. Mesmo os seus inúmeros amigos que muitos acham ridículos eu curto. Porém, algo parecido com Rockman acontecia: não achava action figures legais do ouriço azul. Me interessei pela serie baseada no anime (horrível) Sonic X, por conta da variedade, mas o preço não ajudava.
Esqueci das actions por um tempo, mas eis que ao passar numa revistaria perto do meu trabalho me deparo com uma nova coleção de Sonic, maior e mais bem feita. Sem pensar duas vezes (na verdade, a Jeh me incentivou) comprei os três que tinham: Sonic, Shadow e Knuckles (o mais legal de todos, TODOS!)

O review a seguir será feito dos três juntos (apesar que eu poderia ter feito de um por um e ter mais posts para as próximas semanas, né?)

Articulação

Segundo a embalagem, são 25 pontos de articulação, mas não contei para conferir. De toda forma, os actions são muito bem articulados pelo tipo de personagem. O mais legal é que o Shadow e o Sonic tem articulação nos cabelos! Nunca havia reparado em uma action que tivesse esse recurso!
No mais, as articulações são funcionais, mas é muito difícil deixa-los em pé, especialmente o Knuckles, por que ele é MUITO cabeçudo, hehehehe
Acabamento

A pintura não é perfeita, principalmente nos ouriços, mas a do Knuckles é muito boa. De toda a forma, para actions feitas em escala industrial, está bem satisfatória, mas recomendo dar uma garimpada em lojas e ver o mais bem pintado antes de pegar um.

Custo-Benefício

Olha, o preço que eu paguei foi MUITO em conta, levando em consideração que em uma loja da liberdade os mesmos bonecos estavam R$150 !!! Detalhe, esse foi o preço que paguei pelos 3 na loja.

Conclusão
As figuras compensam principalmente para fãs de Sonic, pois tem variedades de personagens: se você não gosta dos outros personagens inclusos na mitologia do personagem, vale a pena ter pelo menos o Sonic, o Tails (que não tinha na loja) e o Knuckles.
Nota 8, pois não supera o Rockman e muito menos as tartarugas da Neca!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ars Magica


Olá, pessoal! Depois de um belo período de ausência, cá estamos de volta! E hoje abordaremos um belo de um RPG clássico, o velhinho Ars Magica. Sinceramente, uma bela de uma resposta a qualquer um que ainda tenha a mentalidade de que jogos gratuitos sejam necessariamente "inferiores".

O jogo é ambientado no cenário chamado "Europa Mítica", um equivalente da idade média européia com todas as suas lendas e mitos sendo bem reais. Como o nome do jogo já dá a entender, o foco central aqui são personagens magos e a forma como eles interagem com o mundo ao seu redor. Sendo um jogo especialmente focado em magos, era de se esperar que o seu sistema de magia fosse algo de destaque, como de fato o é: em vez de seguir a fórmula de listas de feitiços (muito em voga em 1987, ano de sua primeira publicação), temos aqui um sistema que (aos meus olhos, pelo menos) soa um tanto quanto parecido com o sistema de magia de improviso, usado em GURPS(ou será que o sistema de GURPS foi inspirado em Ars Magica?), em que as magias são criadas com a combinação de verbos e substantivos (como um toque de charme a mais, em Ars Magica os verbos e substantivos mágicos estão todos em latim, recriando a atmosfera do tipo medieval de erudição). Além disso, o jogo ainda é inovador no sentido de estimular uma narração mais aberta, compartilhada até, entre narrador e jogadores (novamente fugindo daquilo que estava em voga na época de sua criação).

Curiosidade: algumas sementes do que seria o (antigo)Mundo das Trevas, da White Wolf foram lançadas com este jogo, como por exemplo, o conceito da Ordem de Hermes (uma grande ordem mística dividida em casas com diversas especialidades, que posteriormente daria as caras em Mago: A Ascensão e todos os seus derivados) e da casa Tremere (que posteriormente seria um clã de vampiros magos em Vampiro: A Máscara). Muito interessante e já figura, faz um bom tempo, na lista de "jogos que eu ainda quero mestrar ou jogar algum dia".

Site da editora: http://www.atlas-games.com/product_tables/AG0204.php
Link para o download gratuito: http://e23.sjgames.com/item.html?id=AG0204

Em tempo: Para aventureiros de sebo suficientemente sortudos, em algum ponto do milênio passado foi lançada uma tradução para o português desse jogo. Reza a lenda que ela é terrível, mas que aquele que cumprir o ordálio de conceber e mestrar até o fim uma campanha seguindo essa versão traduzida terá poder sobre os próprios pilares da criação.
Mas são apenas lendas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Interstella 5555: Música Para Assistir



Às vezes, nos damos de cara com alguma coisa que nos marca profundamente. Algo que vemos, ouvimos, assistimos, experimentamos. Não do tipo bom ou legal. Mas aquela coisa incrível que faz ecoar no coração a frase: “É isso que eu quero fazer da minha vida!”. Esta a seguir é uma das coisas que realmente mexeu comigo, me fazendo almejar ser desenhista, designer, mangaká, estilista, ilustradora ou qualquer coisa que tivesse a ver com lápis e papel. Mas antes da coisa propriamente, conheçamos os artistas:


Daft Punk
Dupla de excêntricos franceses de música eletrônica. Começaram nos anos 80 com Indie Rock, mas a coisa funcionou quando partiram para o eletrônico. Considerados os precursores do estilo na Europa, são famosos tanto pela sonoridade dançante quanto o visual robótico, capacetes com LED e a fúria para esconder a identidade de cada um. Chegaram até a afirmar que às 09:09 de 09/09/99 sofreram um acidente em seu estúdio e se transformaram em robôs de verdade.
Daft Punk já participou da trilha de muitos outros filmes como o Homem de Ferro 2 ( com a música “Robot Rock”), e assina a trilha de Tron Legacy. Suas músicas também foram sampleadas por inúmeros artistas, como “Stronger” do Kanye West.


Leiji Matsumoto

Um mestre. O criador da Patrulha Estelar (precisa dizer algo mais?). Nascido em 1938 no Japão, começou como mangaká de shojo (mangá para garotas). Depois de alguns outros títulos, criou o mangá que é considerado uma obra prima para bons conhecedores da causa: Space Battleship Yamato, ou como foi traduzido aqui no Brasil Patrulha Estelar. Sua arte é facilmente reconhecível pelos traços longilíneos e longas pernas, mulheres delicadas e homens de personalidade forte e determinados. Yamato foi sua obra mais conhecida aqui no Brasil, mas não é difícil achar mais do cara internet à dentro.




Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem

É basicamente a compilação de todos os clipes das músicas do álbum Discovery do Daft Punk, de modo a formar um longa metragem animado. Perfeito! Se assistidos em sequência ininterrupta, os clipes formam uma história com começo, meio e fim. O anime não tem sequer uma única fala, male má um efeito sonoro, por isso música para assistir (ou anime para ouvir). Porém, a música juntamente com a animação é suficientemente expressiva para sabermos exatamente o que cada um dos personagens está falando e até o tom de suas vozes. Na verdade, falas são desnecessárias. Cada uma das músicas do álbum dá o clima exato e a sensação que a história quer passar naquela cena.







A história trata de um grupo musical alienígena que é seqüestrado durante um show em seu planeta natal. Depois do seqüestro, a aparência deles é alterada para que se pareçam com os terráqueos humanos normais e, depois de alterarem suas memórias também, os quatro personagens são forçados a cantar e tocar aqui na Terra por um pseudo empresário do mal. Patrulheiros espaciais do mesmo planeta da banda tentam protegê-los, mas em vão. O piloto Shep é designado para o resgate, piloto este que é apaixonado pela baixista da banda, Stella, e estava no meio de um sonho de amor com ela quando foi convocado. Porém coisas acontecem e, como eu não gosto de spoilers, não os darei aqui.








Eu acompanhei o lançamento dos quatro primeiros clipes, na época pela Mtv e Cartoon Network. Foi em 2001 e eu não tinha o mínimo acesso à internet nem TV por assinatura. Então ficava ansiosa demais por cada um dos lançamentos. Mas somente esses quatro foram exibidos na TV em seu lançamento. Apenas em dezembro de 2003 é que foi lançado o longa completo em DVD (acho que não aqui no Brasil). Para acompanhar compramos o CD Discovery, meu irmão e eu (e no mesmo dia, o Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water do Limp Bizkit). Só fui finalmente assistir ao anime completo em meados de 2008, em uma péssima resolução.

Não quero me aprofundar em dados técnicos, mas a dupla Daft Punk e o produtor Cédric Hervet tiveram a idéia de fazer com que cada clipe do álbum fosse um capítulo de uma história fechada durante as gravações em estúdio. E foram atrás do ídolo Leiji Matsumoto para pedir que participasse da produção. E não é que ele aceitou?! E é visível o traço do mestre na animação. Lembro-me que quando vi, minha primeira impressão foi: “Que lindo! É tão 70’s, tão Patrulha Estelar!”. Existe esse clima retro/nostálgico, tanto no som quanto na imagem, mesmo que uma nostalgia de épocas diferentes. Cerejinha do bolo: a produção foi feita pelos estúdios Toei Animations.



Space Batlleship Yamato Interstella 5555


O vídeo inteiro, clipe por clipe, só encontrei no Google Videos. É difícil encontrar o vídeo completo ou em boa qualidade e resolução no Youtube, já que a EMI retirou os melhores links por direitos autorais. Mas vale a pena procurar.



Hoje eu ainda não vivo de desenho, mas continuo insistindo. Então, quando vocês se defrontarem com algo que seja tão mágico quanto Interstella foi pra mim, insistam também! Com nossos sonhos, precisamos ser bem teimosos.

Gambiarra da Semana: Motocas Nicotinosas (HEIM?!)

Fala, galera!

No primeiro Gambiarra da Semana, temos umas maluquices Japonesas (pra variar) que agradariam fumantes (ou ex-fumantes) Dá um look:


Via Rodrigo Sócio: http://besourorobo.wordpress.com/

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Dragões de Éter



Salve, galera! Ano Novo, vida nova, e GAMBIARRA NOVO!!! Esperamos conseguir dar conta da demanda que nós mesmos estamos nos impondo e principalmente, esperamos que vocês estejam curtindo o que tem até agora!


Há pouco mais de um ano comecei finalmente a ler mais livros (nunca gostei muito de ler, mas graças ao Diego e a Jéssica, que insistiram extremamente para que eu lesse mais, em pouco mais de um ano li uns 15 livros) e esbarrei, por puro interesse pela capa, na obra Dragões de Éter, de Raphael Draccon (@raphaeldraccon)... E que surpresa boa que tive!


Os livros

A serie Dragões de Éter consegue unir de forma magistral elementos de Contos de Fada, elementos de cultura nerd ("cultura pop" de c& é r*@a!) e games de forma incrível. Mas incrível MESMO. Não se trata de fan service como em certas hqs (cof, cof, HOLY AVENGER! Cof, cof...) que simplesmente colocam personagens fantasiados ou explicitam suas aparições: Draccon consegue, de forma sensível e sutil, incluir referências que vão de Monkey island e Tekken a concursos de cosplay (sim, COSPLAY!)...
Não vou entrar muito na trama, mas digamos que ela gira em 5 personagens específicos (a minha vista, ao menos): Ariane Narin, um menina que teve sua avó devorada por um lobo gigante, e que teve seu chapéu, que era branco, tingido de vermelho pelo sangue de sua avó; João e Maria Hanson: casal de irmãos que foram sequestrados por uma bruxa canibal; Snail Galford, um novato no navio de um pirata extremamente cruel, filho de um temível corsário que tem um gancho no lugar de sua mão e Axel Terra Branford, segundo príncipe de Arzallum, extremamente popular entre a plebe, que parte em busca de seu irmão Anisio Terra Branford, que desapareceu, até então, misteriosamente...

Talvez pareça preguiça explicar a história, mas é que REALMENTE vale a pena ler os livros da serie... A narrativa não é em terceira pessoa, necessariamente... Parece que REALMENTE você está conversando com alguém e esse alguém está lhe contando a história, uma história que mostra que você pode tudo o que quiser, se acreditar! Se confiar em si mesmo, e na Criação.

Quando falo "Criação" é bem interessante, pois o autor nos mostra que NÓS (seus leitores) também podemos criar uma história, ter um mundo Criado por nós. Ele nos eleva a status semidivinos, pois temos a capacidade de criar, mesmo que de forma imaginária (que para os personagens dos livros é chamado de forma etérea) mundos fantásticos, que pulsam, que existem em algum lugar do universo!





Acho que nunca encontrei um autor (seja de HQS, filmes, animações ou livros) que conseguiram de forma tão singela e ao mesmo tempo tão explícita de homenagear influencias como Draccon fez em Dragões de Éter. E nisso também incluo Cornwell, por que o brasileiro criou todo um universo em cima de conceitos que permearam nossas vidas, enquanto Cornwell segue a História (com "H" maiúscula por que é relacionado a História do mundo), acrescentando elementos de lendas da Britânia/Inglaterra...

Parabéns, Draccon! Você é um dos primeiros autores que acompanhei e com certeza é um dos meus favoritos, e um dos caras que ao mesmo tempo me faz perceber a merda de escritor que eu sou (heheheheheh)...

Recomendo Dragões de Éter para TODOS! De verdade!


Sequência de Leitura:
1º Caçadores de Bruxas; Corações de Neve; Círculos de Chuva

sábado, 8 de janeiro de 2011

(Meus) Melhores de 2010


Olá, crianças! 2010 foi um ano muito especial pra mim (fiquei noiva, uhu!) e muito do que eu vi ficará marcado para sempre. Nesse primeiro post de 2011 gostaria de dividir com vocês aquilo de que eu mais gostei durante o ano que passou. Mas fiquem atentos: falarei do que foi melhor PARA MIM em 2010, não o melhor no geral de um ranking mega concorrido nem nada parecido. Só expor o que realmente foi importante e legal, o que mais me influenciou e emocionou no decorrer do ano. Talvez vocês não gostem nem concordem. Ótimo, deixem suas opiniões nos coments! Talvez algumas coisas nem tenham sido lançadas esse ano, mas foi durante este ano que as conheci. Entendam que não quero gerar nenhuma polêmica, longe de mim!
Aproveitando, deixo também as minhas maiores expectativas para 2011. Fiquem à vontade para dar seus pitacos! Enjoy!



Melhor Filme: Toy Story 3
Esse foi meio difícil, fiquei entre este, Os Mercenários e o Príncipe da Pérsia (*-*). Mas Toy Story 3 foi sem dúvida o mais bonito e emocionante. Final (será?) perfeito para uma série incrível. Eu chorei muito!
Para 2011: Harry Potter VII PT 2




Melhor Anime: Beck Mongolian Shop Squad
Encontrei por acaso no Animalog, depois de terminar de ver Nana, me sentindo uma orfãzinha de animes. Vi o 1º episódio e me apaixonei! Animação linda, história envolvente e músicas muito boas. Mega recomendo! E pode deixar que Beck vai ganhar um post inteiro só pra ele.
Para 2011: sem expectativas...



Melhor Mangá: Nana
Claro! O anime nem é bom, os filmes live action são medianos, mas o mangá é sensacional. Chorei muito! A trama é realmente boa, não só para meninas. Trata de forma sincera drogas, sexo, relacionamento, música, banda, decisões... Uma grande pena que a autora ficou doente e teve que dar uma pausa.
Para 2011: Aguardo ansiosamente a continuação.



Melhor Série: The Big Bang Theory
Mais do que as séries de ação, aventura, mistério e terror, TBBT realmente me faz expressar reações ao assisti-la. Sim, eu rio alto ao ver tanta nerdice! Essa é standard pra quem lê esse blog.
Para 2011: Talvez, TheWalking Dead.





Melhor Livro: Percy Jackson e o Ladrão de Raios.
É muito bom e divertido, uma leitura gostosa. Mas deixei este por falta de opção: não li quase nada (de livros) este ano...
Para 2011: Dragões de Éter.





Melhor Comic: A Noite Mais Densa
Vi bem pouco, a maioria em scan, mas o Diogo leu pra mim muita coisa. Não tenho muito o que dizer, é incrível! Geoff Jonhs conseguiu incluir até ligações bíblicas no final!
Para 2011: The Brightest Day



Melhor Game: Halo Reach
Eu sei que não é o melhor game de 2010 nem f**endo, mas foi o melhor que eu joguei. Apesar de não ter um nível de dificuldade tão “HardCore” (não gosto muito do termo, graças ao Cosmocast #7), mas eu fiquei tensa jogando, nervosa mesmo! Me envolvi infinitamente com a história e os personagens, quase chorei com algumas mortes. Fora a trilha que é incrível! Talvez me arrisque a terminá-lo no Hard algum dia!
Para 2011: Gears of War 3


Melhor Show: Video Games Live
Coldplay que me desculpe, mas o VGL foi muito mais apaixonante que qualquer show este ano. Talvez por conta da companhia perfeita, ou pelo show em si. Mas foi lindo!
Para 2011: Que venha VGL!



Melhor Site: Now Loading
Inegável! O hype gerado com o ARG, ou podquest, foi impressionante! Vi cada uma das mudanças do site acontecerem. Acho que será o melhor site de games ever. Realmente triste ter acabado da forma como acabou.
Para 2011: sem expectativa [2]


Melhor PodCast: Cosmocast
Venhamos e convenhamos, a qualidade do Now Loading é indiscutível, mas não me emocionou nem me fez rir tanto quanto o Cosmocast. Agora acompanho assiduamente os Cosmo Gamers e tenho um carinho enorme por eles.
Para 2011: Continua sendo Cosmocast! Sucesso, rapazes!



Melhor Achado: Twitter
Me rendi, e foi ótimo! Me divirto demais com o site! Fiz minha conta no twitter para participar de forma mais completa do ARG do Now Loading e só vi vantagem depois. A facilidade do aplicativo no celular também ajudou bastante.
Para 2011: surpreenda-me, 2011!



Melhor Novidade Tecnológica: Kinect
Nem preciso falar muito, Kinect apresenta-se por si só. É a realização dos devaneios infantis de jogar sem controles!
Para 2011: surpreenda-me 2011 [2]



Acho que é isso. Não vou me estender em assuntos que não cabem ao blog. Se sentirem falta de alguma coisa, avisem, por favor! E adoraria conhecer a opinião de vocês sobre o que foi mais pessoalmente relevante em 2010 para cada um!