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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Trailer dos Novos Thundercats!

E vaza o primeiro tralier do remake da série dos Gatos do Trovão! Confiram:



O que me irrita, para variar é o papinho de "não está melhor que o original"... Gente, é ÓBVIO que está!

Pelo jeito, Lion-O terá de MERECER a Espada Justiceira; Thundera está passando por uma guerra civil e o pai do Lion, Claudius, lutará com o filho (ponto positivo aos roteiristas, que o incluíram)... A animação está muito boa e aparecem alguns easter-eggs, como o Grune e Bengali (ao que parece), além do já esperado Jagga.

Agora espero muito que a expectativa valha a pena, mas que está (até agora) melhor que o clássico, ah isso está!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

The Umbrella Academy - Apocalipse Suite


Escrita por Gerard Way, vocalista da My Chemical Romance, e desenhada por nadamaisnadamenos que Gabriel Bá, The Umbrella Academy trata de forma menos grandiosa da vida de “super heróis” bem diferentes.
O plot é: sem explicação ou motivo aparente, 47 bebês nasceram de mulheres que não estavam grávidas. Todas ao mesmo tempo. Das que sobreviveram, 7 foram adotadas pelo riquíssimo e cientista Doutor Reginal Hargreeves, que as treinou como um pequeno supergrupo de defensores do bem.

Só por esse resuminho a HQ já chama atenção. Deste plot já dá pra tirar inúmeras especulações e imaginar como pode ser este supergrupo. Mas é aí que você se engana! Apesar de a primeira história seguir o rumo das especulações iniciais, crianças combatendo monstros absurdos com poderes absurdos, a aventura principal traz uma reviravolta quase inimaginável. Ali, os heróis já são adultos, amargurados por um passado sombrio, o grupo desfeito tendo alguns membros mortos, desaparecidos ou desertores.
O que dá um leque de infinitas possibilidades para o autor resolver os personagens, sem se prender muito a história dele logo de cara, pois essa é um mistério. Gerard Way conduz muito bem a narrativa, completada pelos desenhos incríveis de Gabriel Bá. Os clichês existem, mas são compensados por tão inusitadas situações, como os poderes incomuns dos heróis, que tornam a HQ muito interessante, vale a compra.

Lançada em Setembro de 2007, The Umbrella Academy – Suíte do Apocalipse ganhou o Eisner de melhor minissérie. A versão brasileira é um compilado da série, mas ainda mantém as capas de James Jean e uma quantidade considerável de extras.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por Aí: Valentine's Day Mundo Afora




Dia 14 de fevereiro é dia de São Valentim. Aqui no Brasil isso não significa muita coisa, mas na maioria dos países saxões e no Japão hoje é Dia dos Namorados! A tradição começou na idade média, no tempo do império romano. Ninguém sabe ao certo como ou quando aconteceu ou se a história é real, mas diz-se de um religioso católico de Roma que celebrava casamentos escondidos, pois o Rei Claudius II os proibira, no intuito de fazer os jovens se empenharem melhor na guerra. Claudius acreditava que um jovem solteiro não se prenderia à sua família e se alistaria mais facilmente.


O Frade Valentim era o único que contrariava a lei anti matrimônio, mas foi arrastado e preso quando foi descoberto. Mesmo assim, os jovens mandavam cartinhas e bilhetes e flores para ele em sua cela, em forma de dizer que ainda acreditavam no amor. Durante o período de reclusão, o Frade Valentim conheceu uma jovem moça cega, filha do carcereiro, por quem se apaixonou. Diz a história que ele a curou milagrosamente. Valentim foi condenado à morte por pauladas e teve sua cabeça cortada no dia 14 de fevereiro, que era dia de Juno, deusa das mulheres e do casamento, mais ou menos no ano 270. No dia 15 de fevereiro comemorava-se também, na cultura pagã, o início da primavera e o dia em que os pássaros começavam a acasalar-se. Havia também uma tradição para este dia, onde moças eram sorteadas aleatoriamente, com seus nomes em papeizinhos, pelos rapazes e viravam seus pares durante todo o festival.




As comemorações foram passando e mudando, ano após ano, depois da morte de São Valentim até chegarem onde as conhecemos hoje. Existiam tradições de costurar corações nas camisas para mostrar que estava apaixonado, crianças que se fingiam de adultos e cantavam nas portas das pessoas e inúmeras outras festas pagãs. Hoje, no mundo todo, assim como no nosso dia dos namorados, flores, presentes, chocolates e cartões são entregues para a pessoa amada. A tradição dos cartões e bilhetinhos começou no dia da morte de Valentim, que deixou um bilhete para sua amada assinado como “de seu amado Valentim”.




Mas a forma como tais tradições funcionam varia bastante do que nós conhecemos por aqui. Na maior parte do mundo em que o dia é comemorado, não é apenas para os namorados que os presentes são entregues, mas para os amigos também. Nos EUA é costume escolar confeccionar os cartões para os amigos, familiares e pessoas amadas.

No Japão as coisas complicam um pouquinho mais. No dia 14 de fevereiro, as mulheres é que dão chocolate ou algo que remeta a chocolate no barentain dee (adaptação fonética de Valentine’s Day). Além do honmee choko, chocolte dado à pessoa amada, existem ainda o giri choko, que é dado a pessoas com laços afetivos menores, como colegas de trabalho, o tomo choko, para amigos e familiares, e o que eu mais gosto, o te zukuri choko, ou chocolate caseiro, que é feito à mão para dar a uma pessoa especial, onde se coloca todo o sentimento.



Aí, no dia 14 de março, os homens retribuem o carinho demonstrado no chocolate, dando um presente mais valioso que o dado pela moça. Esse dia é conhecido como o Dia Branco, howaito dee, pois a tradição era dar marshmallows ou chocolate branco como gratidão, daí o motivo do dia ser branco. Porém, assim como aqui no ocidente, essa data já se tornou totalmente comercial, onde o maior intuito é gastar com presentes caros.



Eu, como boa otaku que sou, fiz alguns coraçõezinhos de chocolate para o meu noivo, te zukuri choko! Simplesmente por que acho a tradição bonitinha! Espero que ele se lembre no dia 14 de março de me dar pelo menos marshmallow!


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Na Estante: Cloud Strife e Hardy Daytona

A vantagem de se ter mais de 100 action figures é o repertório de reviews que se pode fazer (isso está parecendo um certo podcast musical de um certo podcast de games que não mais existe, mas beleza). Prometo fazer um post mais bem elaborado nos próximos dias.

Como muitos sabem, sou colecionador (se ainda não sabem, é por que não vem muito aqui, né?) e tenho cerca de 100 action figures. Esse "vício" surgiu desde de pequeno, onde não tinha grana pra comprar, mas começou MESMO em 2004, quando comprei uma figura da Liga da Justiça Sem Limites (coleção que tenho completa hoje). Porém, muitas figuras ao longo dos anos me chamaram a atenção e foram objetos de desejo por anos: hoje em dia, tenho versões atualizadas de quase todas (as tartarugas Ninja da Neca, o Rockman Kotobujiya, Heman, Capitão América, Gundam, GI Joe...). Uma das que faltavam era uma figura do jogo Fial Fantasy 7. Apesar de nunca ter terminado o game, sempre gostei o design, e quando vi a figura do protagonista com sua moto envenenada, fiquei maluco por ela!

Usando dinheiro de décimo terceiro a uns dois anos, adquiri a figura, e vou dividir com vocês as minhas impressões da figura e da moto!

Cloud Strife

Articulação

Seguindo os padrões de figuras japonesas, a figura é bem articulada, contei aproximadamente 23 pontos, e todos são funcionais, tanto para deixar o personagem em suas posições do jogo, quanto montado na moto. A figura vem com mãos extras que ajudam a mudar a posição e um apoio, para manter a figura em pé, mas ela se sustenta bem sozinha.

Acabamento

O que dizer de figuras japonesas que não são model kits? A pintura é perfeita, o acabamento do cabelo também... Chega a ser até melhor que o character design do personagem (tanto no jogo quanto ilustrações de divulgação), mas seguindo o concept dele com a moto, está perfeito!

A roupa tem dobras que convencem, e a parte da blusa tem uma textura de lã muito legal.

Hardy Daytona
Articulação

Não é muito correto o termo "articulação" pra um veículo, mas a moto segue o padrão.... Há suspensão traseira, o guidão gira (mas não muito, mas até tudo bem) e os manetes do guidão sobem e descem. No começo tive dificuldades em colocar o personagem na moto, mas depois de um tempo consegui...

Acabamento

Tal qual o personagem, a moto é perfeitamente acabada. Se olhar os concepts do jogo em CGI, vocês perceberão o quanto é perfeita a moto... O escapamento, a textura do pneu (que é de borracha mesmo), as cores "sujas"... Tudo muito perfeito.

Custo Benefício

A figura e a moto não são muito baratas (pelo menos na época que comprei), mas comparado com o Cloud do filme e sua Fenrir, de 500 mangos vale a pena. De toda a forma, esta é uma figura para fãs, seja de games em geral ou da série Final Fantay, sendo item OBRIGATÓRIO para fãs do 7.





Conclusão

Junto com as tartarugas da NECA, o Cloud é a figura mais bem acabada que eu já (e tive em mãos), portanto a nota é 10! Pode comprar sem medo (se você tiver 250 mangos sobrando). Vale a pena!



E é isso aí povo! espero que tenham curtido mais esse review. Prometo que o próximo post não vai falar de bonecos!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bem-vindo a N.H.K! e as Síndromes da Nova Era


Assim que terminei de ler o mangá Bem-Vindos a NHK! pensei: “Foda! Vai virar post”. Quis dividir com vocês a minha impressão sobre ele. Inicialmente era pra ser um post pequeno, mais um “na estante”, apesar de ter ficado com uma pulga atrás da orelha. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que a pulga estava certa em me incomodar! Descobri coisas muito mais interessantes relacionadas ao mangá, e tais coisas devem, sim, ser compartilhadas.
Bem-Vindo à NHK! (ou NHK! ni Youkoso! No original japonês) conta as “aventuras” de Tatsuhiro Sato, um rapaz que sofre da síndrome de “hikikomori”, que ao pé da letra significa algo como “isolado em casa”. Tatsuhiro vive trancado em seu apartamento há 4 anos, desde que largou a faculdade, sem nenhum contato externo, sem nunca sair de casa, alheio aos acontecimentos do mundo, apenas vivendo sob o sustento dos pais. O jovem passa por viagens constantes (e hilárias) causadas por remédios de tarja preta e muito acentuadas por seu estado psicológico delicado, a depressão iminente e as atormentações das anime songs exaustivamente repetidas no último volume por seu vizinho.



Certo dia, um grupo de ajuda bate em sua porta e lhe entrega um folheto com instruções de como se livrar da síndrome de Hikikomori, e é aí que a história efetivamente começa. Uma das garotas do grupo de ajuda, Misaki Nakahara, se interessa pelo caso do rapaz em particular e se oferece para curá-lo. Porém, junto com a ajuda de seu vizinho, um programador meio tarado, Misaki só o coloca em mais confusões ainda. O mangá é muito engraçado, com piadas visuais muito pertinentes e um traço lindo e forte. Cheio de referências à cultura nerd, otaku e internética e coisas comuns a quem vive nos grandes centros urbanos. Trata de forma escrachada assuntos sérios, ironizando tópicos polêmicos e até trágicos do Japão. E foi aí que a pulguinha começou a morder...







Bem Vindo a NHK torna cômico temas que na verdade são muito graves. Tatsuhiro, por influência de seu vizinho Yamazaki, entra de cabeça no mundo dos games eróticos (eroge) e pornografia infantil (lolicon), a ponto de passar um dia todo fotografando garotinhas na saída da escola e semanas a fio na internet colhendo imagens de “referência”. Logo em seguida, ele se acaba de gastar dinheiro em um pseudo paraíso otaku, consumindo infinidades de bugigangas inúteis. O mangá ainda aborda escola de mangá, preconceito, Freud, vício por droga receitada... E tudo isso no primeiro volume!



Fiquei encucada demais com tudo isso e resolvi pesquisar um pouco sobre o assunto. Percebi que as situações engraçadas vividas pelos personagens eram mais que apenas parte do enredo, eram críticas pesadíssimas à influência que mídia tem sobre o comportamento dos jovens japoneses. Influência que causa patologias absurdas em algumas pessoas. Em uma de suas alucinações, entre remédios e insanidades, Tatsuhiro culpa a rede de TV japonesa NHK pela síndrome de hikikomori e tudo o que não deu certo em sua vida e começa a acreditar em uma rede de conspiração tramada pela empresa.






Soa meio absurdo, mas se analisarmos friamente, tem um fundo de razão. O autor Tatsuhiko Takimoto tenta mostrar que a exposição constante a alguns temas específicos pode destruir uma mente humana. Em um dos textos que li sobre hikikomori, a grande maioria esmagadora dos que sofrem da síndrome são jovens otakus com dificuldade de relacionamento interpessoal e comunicação que se refugiaram nos animes, mangáse games. Refugiaram-se tanto, a ponto de se isolar do mundo. Esse tipo de comportamento é mais comum do que imaginamos, inclusive aqui no ocidente: pessoas obsessivas com um assunto específico, que preferem viver este tal assunto a fazer parte da rotina do mundo, que ignoram e até desgostam do contato ao vivo. A mídia impõe que sejamos perfeitos e no Japão a força que isso tem é muito mais devastadora, apesar de passarmos por isso constantemente por aqui. E quando não se atinge essa perfeição, as pessoas se sentem mal consigo mesmas, apartadas da sociedade, e a melhor forma de não serem tragadas para este buraco é o isolamento. Fica visível que a NHK não é só culpada pela síndrome de hikikomori, mas por outras pragas como vício por pornografia, dependência de internet, otakice extrema, vício por games...





O governo japonês (assim como o britânico e outros pelo mundo a fora) criou uma política de ajuda para pessoas com esta síndrome, entre outras também parecidas: jovens moças estimulam os hikikomoris a saírem de casa, marcam encontros, enviam cartas, telefonam. Interagem.
Eu poderia falar muito mais sobre este tema aqui, abrangendo outras patologias semelhantes como fobia social, introspecção, síndrome de Asperger. Poderia culpar a mídia, a ausência dos pais na criação, a educação deficientíssima. Mas prefiro não me estender. Só quis dar uma dica, um conselho a todos vocês, florezinhas: aproveite sua juventude, saia de casa, veja o sol, encontre pessoas. O inesperado é o maior exercício para o cérebro, o poder de improviso, a reação à alguma ação específica é o que nos faz evoluir (isso é fato, cientificamente provado), e a melhor forma de enfrentar o inesperado é no convívio com pessoas. Amplie seus horizontes e tenha novas experiências. Saia um pouco de GetaLife do Sul (como diriam alguns amiguinhos do twiiter!). É legal ser nerdinho e gostar de games, livros, internet, filmes... Mas divida seu tempo com essas coisas que você faz sozinho, por outras diversões que precisam de companhia também (sem maldade, hein?).








Atualizando...

Comecei a ver o anime de Bem-Vindo a NHK! assim que subi o post e sinceramente não gostei muito não. É um bom anime, a animação é boa, e consegue seguir a história do jeito possível, sem o uso de remédios e quase nenhum palavrão. O problema é que ficou com uma carga dramática exagerada, que não é a intenção do mangá. Não tem a comédia, as piadas visuais, as referências... É legal, mas poderia ser muito melhor...