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quinta-feira, 31 de março de 2011

Fliperama: Super Mario World 2: Yoshi's Island


Uma pequena pérola no oceano dos games, Yoshi’s Island é sem dúvida uma das melhores produções da Nintendo. Apaixonante (adoro esse termo), divertido e inovador para a época, o título traz uma mudança de foco do personagem principal Mario, para a sua querida montaria: Yoshi.

Lançado em 1995, o game conta com Shigeru Miyamoto, Koji Kondo entre outros grandes nomes como elenco de produção. E devo dizer que é um dos meus games favoritos EVER, então não pouparei elogios e rasgações de seda. Outras versões vieram depois, para Game Boy e DS, mas hoje serei uma tiazinha e falarei apenas do original para SNES.


Historia

Se você for dessas pessoas que não gostam de ver cutscenes, pulando a apresentação de Yoshi’s Island, você perde uma coisinha maravilhosa! Contada como uma história que se lê para criança dormir e uma musiquinha que parece vinda de uma caixinha de música antiga que vai

ficando mais lenta até parar e só voltar a funcionar quando o narrador dá mais corda na caixinha, mostra uma cegonha carregando dois bebês, quando um deles é raptado por aquela bruxinha de óculos Kamek, deixando a cegonha desnorteada e fazendo-a derrubar o outro bebê. Então, quando o pacoteque caído se abre nas costas do Yoshi verde em meio a outros Yoshis de outras cores, percebemos que aquele que o bebê que estava embrulhadinho era o Baby Mario (e sacamos que o outro que foi seqüestrado era o Luigi)! Lindo como sempre, Yoshi resolve entregar o pequeno perdido a seus pais e o game todo gira em torno disso: uma aventura desbravando a Ilha dos Yoshis Coloridos, desde os subterrâneos vulcânicos, cavernas de cristais, florestas lamacentas, altos picos nevados, até o céu! Até outro pequeno planetinha para enfrentar um Boss.





Gráfico
Extremamente avançados para o saudoso SNES, os gráficos são um espetáculo à parte. Tudo na tela parece que foi desenhado e pintado com cryon, dando um ar infantil extremamente cativante. O cenário, com 3 níveis de profundidade, é todo arredondado e bonitinho, mesmo nas telas de “castelo”, que normalmente são as mais sombrias. Para dar este efeito arredondado, foi usada a placa Super FX 2, também usada em jogos como Doom, que aumentava a capacidade gráfica do console. Fora a movimentação dos personagens que é perfeita, fluida mais que o normal para um jogo de plataforma. Juntando à tudo isso, ainda tem a cara nova de alguns personagens já conhecidos, como o próprio Mario, agora só de fraldas e o famoso boné vermelho, que é representado ainda bebê, e Yoshi que está mais “carismático”, quase um Pokémon, além dos novos inimigos absurdamente divertidos e criativos.






Som
Pensando no jogo, ouço todos os sons na minha mente. Os efeitos sonoros são tão bons que ficam gravados e ainda dão o tom de “brincadeira de criança”, “livro infantil” que o jogo quer passar desde o começo. A trilha é composta por Koji Kondo, que compôs a maioria das músicas dos jogos mais conceituados da Nintendo, como Ocarina of Time e inúmeros outros Zeldas, Super Mario Galaxy 1 e 2 (e quase todos os outros Marios, desde o Super Mario Bros, em 1985), e Star Fox e Star Fox 64. As músicas não são muitas, assim como os outros games da série, mas características. Você sempre sabe quando está em uma tela de “caves” só pelo comço da musiquinha.

Jogabilidade


Muito inovadora e mais complicada do que qualquer outro Mario já tinha sido até a época. Não é só passar de fase em fase, desviando ou matando os inimigos. Existem pequenos objetivos em cada uma das fases, que, se cumpridos, além de darem um bônus extremamente útil durante o jogo, ainda garantem uma fase final especial, caso sejam TODOS alcançados pelos 6 “mundos” do jogo.


Você joga com o Yoshi, carregando o Baby Mario nas costas. Ao encostar em um inimigo, ao invés de encolher, o pequeno pacotinho sai de sua montaria, envolto em uma bolha de proteção, com uma contagem regressiva

para que Yoshi o recupere. Caso não consiga, os asseclas de Kamek levam o bebê chorão embora e você perde uma vida. Ainda bem que pequenas estrelinhas pulantes podem aumentar seu cronômetro de (normalmente) 10 para até 30 segundos da proteção da bolha para o Mario! Outra diferença é que Yoshi pode engolir os inimigos e transformá-los em ovos arremessáveis, usados para derrotar inimigos ou atingir botões de mecanismos e outras coisinhas pela tela.

Alguns itens da jogabilidade foram utilizadas em outros jogos do italiano favorito da galera posteriores ao Yoshi’s Island, como a “bundada” do Yoshi (apertando botão direcional para baixo enquanto o lagartinho/dinossaurinho estiver no ar), um golpe forte para acabar com inimigos. E um dos objetivos de fase, as moedas vermelhas que devem ser colhidas todas. Entre outras novidades muito legais, ainda tem um presente de que não tem uma contagem regressiva de tempo de permanência em cada tela.


Fora isso, ainda contamos com algumas surpresas divertidas, como quando Yoshi se transforma em veículos como escavadeiras ou helicópteros em algumas fases específicas, ou quando ele pega a estrela e a famosa musiquinha “starman” toca, fazendo Baby Mario correr, invencível, por suas próprias perninhas com uma capa enquanto Yoshi fica protegido em um ovo que o persegue durante o percurso (assim como os outros 6 ovinhos comuns do Yoshi).




Diversão


É impossível não se divertir! Além de fofinho, o game não é insuportavelmente difícil de passar, inclusive se você estiver tentando abrir as fases secretas, que só ficam disponíveis se cada uma das telas forem terminadas com 100 pontos (é preciso pegar todas as moedas vermelhas e girassóis gigantes espalhados na tela e estar com 30 segundos no contador do Mario na bolha). Fora que o modo de jogo muda bastante, tornando a jogabilidade muito mais dinâmica. Às vezes você rola uma pedra gigante para abrir caminho, outras voa, outras esquia, outras pega carona no Poochy, um animal simpático, resistente a espinhos. Outra coisa que deixa tudo muito mais gostoso de jogar é a variedade de inimigos (na época em que joguei a primeira vez, sem internet, não sabia o nome deles, então os Shy Boys eram todos Glu – alguma coisa: Glu – Mortal, Glu – Kame Hame Há, Glu – Perna – de – Pau, etc...).




Conclusão


Se eu fosse uma crítica de games, para esse eu daria nota máxima em todas as categorias. Como eu disse no começo do post, é simplesmente apaixonante! Vale muito a pena. Eu não consegui fazer 100 pontos em todas as telas e abrir a fase secreta, muito por conta das moedas vermelhas que estão muito bem escondidas. Mas derrotei o Bowser \o/. Porém, na minha época de SNES, o cartucho de Yoshi’s Island era emprestado, e recentemente, em uma formatação no PC perdi o salvamento do game no emulador. Assim, terei que jogar tudo de novo, que triste - #not!


Se você acha que Yoshi’s Island é um jogo ruim, precisa rever seus conceitos, pois não é, mesmo nos dias de hoje com games absurdamente elaborados e de gráficos mega realistas. É intuitivo, você pega o jeito rapidinho, bonito e divertido PARA CARALHO! No mínimo explique seus motivos nos comentários para desaprovar tal preciosidade. Se você gosta, entre para o clube! Agora, se você nunca jogou, MORRE DIABO! Tá esperando o que?

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pipoca: Cisne Negro

Olá novamente, caros leitores. Hoje falemos de um filme que fui ver BEM atrasado e que sinceramente não supunha que mereceria um post aqui. Sério, eu não fui ao cinema com a MENOR mentalidade para uma análise de qualquer tipo, em grande parte porque eu normalmente torço o nariz para tudo o que fica excessivamente badalado ou aclamado. Tenho que tomar cuidado com essa aversão às massas, ou acabarei renunciando às pizzas... Pois bem, depois desse pequeno mea culpa, vamos à resenha propriamente dita.
O filme tem como protagonista Nina, uma dançarina de ballet clássico em uma grande companhia de dança em Nova Iorque, e a trama se desenrola em torno da montagem de uma nova versão do balé "O lago dos cisnes", de Tchaikovski. O diretor dessa nova versão, Thomas Leroy, pretende que uma única dançarina protagonize o Cisne Branco, que representa a princesa delicada e virginal, e o Cisne Negro, que representa a sedução carnal. Nina, que apresenta as características necessárias para ser o Cisne Branco, após ser inicialmente rejeitada por não ter o lado espontâneo e selvagem necessário para interpretar o Cisne Negro, passa por um processo que poderia ser descrito como "Karate Kid do balé", buscando liberar o que há de instintivo e apaixonado em seu interior. No decorrer desse processo, a dançarina gradualmente conhece cada vez mais o que há dentro de si, passando por uma transformação em sua própria maneira de ver o mundo. Desculpem, mas não posso falar mais da trama. Spoilers abundam.
Com o que temos em mãos sobre a trama, o que posso dizer é: O filme é muito bom. Tem seus pontos fracos, como alguns momentos de caracterização exagerada (a mãe dominadora e o diretor do balé, que é praticamente um sargento dos fuzileiros navais adaptado para o balé) e o fato de... Bem... Balé, né? Intrigas do pessoal envolvido na produção de um balé. Dá para ter idéia de como isso pode ser chato? Acho que só fica em segundo lugar em termos de chatice para um filme sobre as intrigas em um campo de golfe... Não, em um campeonato de pesca! Mas quanto aos pontos positivos... QUANTOS pontos positivos... O diretor Darren Aronofsky consegue sutilmente incluir uma exposição do enredo d'"O Lago dos Cisnes" sem soar didático ou condescendente, além de usar um jogo de cena bem interessante tratando de incluir imagens que remetem ao cisne aqui e ali em certos momentos chave da trama. E por fim, a pergunta-chave: o filme está, então, à altura de toda a badalação em torno dele? Bom, sim e não. Sim, de fato é um baita de um filmão, arte em estado digerível jogada para o povão da cultura pop (sério, tragédia romântica das brabas!) e merecedor de todas as críticas positivas que recebeu até agora. E o não? Sendo sincero: metade do povo que ficou tuitando ou postando no Facebook/Orkut sobre Cisne Negro nem sabe DO QUE se trata o filme, isso é fato; é simplesmente gente que seguiu a onda e pronto. Fosse esse filme com uma atriz menos conhecida do que Natalie Portman (que também bateu um bolão aqui!) mas com os mesmos temas e ambientação... Duvido que teria metade da repercussão. Bom, mas para isso que se paga uma atriz cara, né? Rs! Moral da história: assistam sem medo e sem vergonha de se emocionarem! Fui!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

Um filme sobre invasão alienígena. "Inspirado" em um fenômeno ufológico real de 1942, a chamada "batalha de Los Angeles", quando um enxame de objetos voadores não identificados foi avistado sobrevoando a referida cidade norte-americana. Considerando o SHOW DE BOLA ABSOLUTO que foi Distrito 9, e que eu ainda estou em débito comigo mesmo por não ter visto Skyline, parecia um bom filme para equilibrar minha "balança kármica de ficção científica", certo? Não podia estar mais longe da verdade nem se tentasse... As primeiras coisas primeiro: a trama se inicia com uma chuva de meteoros que é detectada se aproximando da Terra e prevista para cair em diversas áreas costeiras do planeta. Somos então apresentados ao protagonista da história, o segundo sargento Michael Nantz, dos fuzileiros navais americanos, que está em vias de se aposentar, quando é convocado para agrupar suas tropas para ajudar na evacuação da cidade de Los Angeles. Porém, conforme a tropa recebe as informações sobre a missão, ficamos sabendo que não se trata de meteoros, mas sim de objetos tripulados, que não estão caindo, mas sim aterrisando. Conforme os objetos aterrisam, vemos que (previsivelmente) os visitantes não têm intenções pacíficas e saem simplesmente aniquilando tudo e todos em seu caminho.
A partir desse ponto, o filme se desenvolve como uma missão militar para resgate de civis e fuga da cidade ocupada. E com sinceridade? Em termos de trama, posso parar por aqui. Não ocorre nada de novo ou inesperado. Inimigos alienígenas com tecnologia superior, resistentes às nossas armas (mas não invulneráveis), aparência asquerosa por baixo das armaduras, civis apavorados em perigo, pelo menos um civil que não ousa se deixar levar pelo medo, militares durões dispostos a tudo pelo sucesso da missão... Enfim, como disse, não consigo pensar em nada fora do padrão para invasões alienígenas. Na verdade, eu fico até com a impressão de FALTA alguma coisa de "sabor de ficção científica" e SOBRA muito de "filme militar", mas com a desvantagem que o pouco que foi exposto como ficção científica não deixa muito espaço para desenvolver adequadamente o lance militar. Então, temos o conflito do sargento que perdeu suas tropas em uma operação anterior e hoje é traumatizado com isso; temos o atrito (bem forçado, por sinal) entre o oficial graduado jovem e o sargento experiente que é seu inferior hierárquico; temos a tentativa TAMBÉM FORÇADA de choque com uma militar do sexo feminino ("você sabe usar essa arma?" "com todo respeito, senhor, não cheguei aqui por causa da minha boa aparência"), temos o jovem fuzileiro irmão de um dos caras da unidade perdida pelo sargento (essa interação QUASE ficou boa), temos o fuzileiro caçula do grupo que vai à guerra para "se tornar um homem"... Enfim, montes de tipos e ideias legais para um filme militar, mas que perdem o brilho e a chance de se desenvolver por causa do lado de ficção científica e ação. No fim das contas, ambas as abordagens do filme deixam a desejar em termo de carisma e envolvimento. Lamento dizer isso e posso até ser xingado, mas a esse respeito, de unir ficção científica, ação, militarismo e nacionalismo americano ufanista, Independence Day se saiu muito melhor. E é isso. Acho que não há muito mais a dizer. Um filme que ao tentar unir três abordagens diferentes (ficção científica, com uma invasão extraterrestre; militar, com o foco na operação dos fuzileiros; ação, com seus tiroteios menos inspirados no realismo militar) que peca por não conseguir se concentrar em um dos três, fazendo com que um candidato a blockbuster se torne um filme facilmente esquecível e que mal será lembrado daqui a dez anos.
Ah, sim! E de inspiração no fenômeno ufológico de 1942? APENAS o fato de ser uma invasão alienígena na cidade de Los Angeles. Só.

Na Estante: Crepúsculo Graphic Novel Vol 1


No meu aniversário, ganhei de minha prima viciada em leitura a Graphic Novel de Crepúsculo. Lançado em dezembro de 2010, é uma adaptação em quadrinhos do livro sucesso de vendas de Stephenie Meyer, o tão famigerado Crepúsculo.


Basicamente, a história é a mesmíssima, porém reduzida, da versão original. Na verdade é mais parecida ainda com o livro do que o filme (que particularmente eu não gostei muito). Mas o grande trunfo da publicação é o desenho em manhwa (parecido com o mangá japonês, mas derivado da Coréia e um tantinho mais realista). O traço de Young Kim é simplesmente lindo! Ela captou o espírito dos personagens e conseguiu passar a emoção descrita por Meyer em cada um deles, diferente dos atores do filme, que tiveram que se adaptar para tornarem-se mais “comerciais”.



Tecnicamente falando, é uma impressão atraente, toda em couché. De uma qualidade gráfica primorosa, conta com algumas páginas delicadamente coloridas dentre as comuns em P/B. Só é triste que não tenha cabido todo o livro em um único volume de Graphic Novel, pois precisarei do volume 2. O volume 1 acaba na cena da floresta, onde Edward mostra para Bella o motivo de não poder sair ao sol.

Adaptações normalmente acabam por não me agradar muito, mas esta em questão é muito bom. Eu recomendo, fãs e não-fãs de Crepúsculo.
Ficha técnica:

Crepúsculo Graphic Novel Vol 1
De Stephenie Meyer
Adaptação e arte de Young Kim
Tradução de Débora Isdioro
Editora Intrínseca
224 páginas

terça-feira, 15 de março de 2011

Por Aí: Game World 2011


Olá pessoas!!! Neste fim de semana aconteceu em Sampa, no shopping Frei Caneca uma nova edição da Game World! Evento voltado para mostrar as novidades do mundo dos games, seus três dias de duração são divididos para estudantes e imprensa (Sexta) e para o público (Sábado e Domingo).





Infelizmente, este que vos escreve não pode ser considerado "imprensa" (ainda), e que como eu e a Jeh-Felixx trabalhamos de madrugada, tivemos de ir no Domingo, na hora do almoço, e o veredicto é: o lugar é PEQUENO, com stands ENORMES!

Não conseguíamos andar direito! Não havia games para venda, a escola de desenvolvimento de games (e hoje notória arroz-de-festa de eventos) mantinha seus jogos rolando, enquanto promotores quase te batiam para preencher a ficha de inscrição (ficha esta que você já preenchia na entrada)... O stand da Nintendo tinha uma fila que dava cinco voltas, obviamente nos deixando desanimados para testar o portátil da Big N (ei, não somos Nintendistas e estávamos com sono e fome!).



Gears of War 3 - Beta


Mas teve um lado bom! Uma pequena fila estava no stand da Microsoft, para testar o jogo que eu mais queria testar: GEARS OF WAR 3!


O jogo em si não mudou muito: a jogabilidade é a mesma, mas há uma sensível melhoria nos gráficos, na velocidade dos personagens, na IA e na "claridade" dos cenários. O modo de jogo que testei é um tipo de "Catch the Flag", mas com um líder determinado: seu objetivo é capturar o líder inimigo e proteger o seu líder:



Estou ansioso para comprar essa joça! Ano que vem pretendo ir como imprensa no evento, para poder aproveitar mais e fazer um post mais legal.

Valeu povo!

terça-feira, 8 de março de 2011

Ação Magazine: Agora vai! (eu espero!)


Uma das coisas que o Brasil mais teve nos anos 90 foram publicações nacionais usando jovens talentos. Na maioria das vezes sem muita qualidade, a longevidade destas publicações não eram muito altas- geralmente não passavam de 5 edições.
Poucas foram as edições nacionais que duraram, e muito poucas ainda as que chegaram até o fim- a maioria delas são da Editora Trama, como as
mini-series Blue-Fighter, Lua dos Dragões, Goddles, UFO Tem e a revista mensal em estilo mangá que ganhou vários prêmios (incluindo no próprio Japão) Holy Avenger.

Das coletâneas, os mais famosos eram Hypercomics, idealizado pelo mesmo pessoal da Animax e d'As Novas Aventuras de Megaman: com pitadas de humor e (principalmente) erotismo, a revista (que é a publicação editorial de um fanzine), que fez muitos sucessos em seus primeiros números, foi perdendo-se no decorrer dos números, pois o foco da revista mudou e o erotismo foi substituído por um humor fraco, sem graça e pouco inspirado. Já pela trama, foi lançado o Defensores de Tóquio- idealizado por Sergio Peixoto não chegou nem ao décimo número, repetindo a mesma fórmula da Hypercomics.

Já a escala tentou com sua Desenhe e Publique Mangá, mas a publicação era tão estranha em sua periodicidade que não tinha como acompanhar.

Com a chegada de publicações de mangás originais (a JBC com Rurouni Kenshin e Sakura) as publicações nacionais foram minguando, até que desapareceram. Vários são os
motivos especulados: a impossibilidade de competir com mangás mainstream, a qualidade do material (seja a arte, publicação, preço)... E hoje os mangás dominam as bancas nacionais: hoje em dia tem mais mangá que comics nas bancas e o Naruto é mais famoso que o Superman!

Porém, pelas internets da vida- principalmente no DeviantArt, conseguimos achar ótimos
artistas brasileiros de mangá, além dos bons fanzineiros que sempre lutam contra os mangás em eventos. Mas o amadorismo e o ego atrapalham na hora de investir: muitos pensam que você é obrigado a comprar o material simplesmente por ser nacional, e que não devemos nos importar com qualidade ou até mesmo preço.





Provavelmente pensando nisso, o blogueiro (e agora
empresário) Alex Lancaster, editor do blog Maximum Cosmo criou a Lancaster Editorial e em um evento em Recife chamado Nippop, que teve a participação do consul japonês Akira Suzuki anunciou o lançamento da Revista AÇÃO MAGAZINE, que está sendo chamada de Shonen Jump Brasileira- com artistas "desconhecidos" a revista promete ser uma grande publição do tipo no Brasil, e pode ser um divisor de águas no segmento.

Pelo preview disponibilizado, a HQ promete. Segue o link: http://issuu.com/acaomagazine/docs/amagpreview

Espero MUITO que a inicitiva dê certo, por que qualidade tem (lembra DEMAIS a Shonen Jump: muito MESMO), e que o ego não estrague uma iniciativa boa!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Fliperama: Marvel vs Capcom 3



Olá pessoal!!!

Depois de um pequeno tempo, estou de volta com mais um Fliperama! O blog tem passado por constantes mudanças, mas este lay-out que vocês veem é o definitivo!

Na história dos games de luta, uma série de jogos criadas pela CAPCOM tem lugar garantido no coração dos jogadores amantes de combos impossíveis e esmagamento de botões. Em parceria com a Marvel, a serie de crossovers das duas empresas atingem seu ápice em Marvel vs Capcom 3: Fate of Two Worlds!



História:

Direto da wikipedia: "Doutor Destino, tendo reunido os maiores vilões do Universo Marvel, juntam forças com Albert Wesker, que tem feito o mesmo no universo da Capcom, a fim de unir os dois mundos da Marvel e da Capcom para que eles possam conquistar ambos. No entanto, este curso de ação desperta uma grande e poderosa ameaça que poderia destruir os dois mundos. Cabe aos heróis da Marvel e da Capcom pôr fim a este mal
antes que seja tarde demais."
Resumindo: como todo bom crossover, os personagens começam
caindo na porrada e depois se juntam pra porrar os vilões!


Gráfico:

Sendo um meio termo entre Tatsunoko vs Capcom e Street Fighter 4, os gráficos do game mantém o grande nível da Capcom, porém em alguns momentos ele é muito escuro e dificulta a visualização. Pelos trailes e character design apresentados, a ideia era dar um ar de "comics" ao jogo. Calhou bem, mas algumas vezes a coisa fica confusa.

Som:

Os efeitos sonoros são bem impressionantes: golpes antigos, como os do Homem de Ferro, Wolverine e Spider Man ganharam novas entonações, e dos novos personagens são muito legais também! As músicas remetem aos jogos dos respectivos personagens com novos arranjos, cumprindo bem o papel.
Mas para mim, o melhor de tudo é poder mudar as vozes dos personagens de inglês para japonês ( no caso da Capcom, apenas). Dublagem esta, que acho muito melhor que a gringa!

Jogabilidade:

Seguindo a linha do Tatsunoko, Marvel vs Capcom 3 segue o padrão de 4 botões de ataque, o de troca de personagens e de especiais. Mais dinânimo, os combos saem mais fácil, principalmente para mancos em jogos de luta como eu, mas ainda não é tão simples quanto Guilty Gear.
A velocidade é fiel ao tamanho do personagem: personagens como Hulk e Haggar são mais lentos e fortes, enquanto carinhas como Viewtfull Joe são extremamente rápidos e fracos. isso gera um desbalaceamento natural: um soco do Hulk vai causar muito mais dano que um soco do Spider Man, mas aí vem o poder da combinação de personagens e dos combos alternados.



Diversão:

A versão single player é bem fácil e rápida. A grande sacada mesmo é o modo versus. Se você tem amigos que possam jogar em sua casa, encha-a com a galera nerd e role a pancadaria!
Mas se o seu caso é desafiar pessoas do mundo todo, esteja preparado: as lutas on line chegam a ser frustantes, pois ou o cara é um profissional que faz 100 hits em 10 segundos ou é um noob que só sabe fazer o mesmo e apelativo golpe do personagem.

Esteja avisado!


Conclusão:
Seguindo o padrão e usando super Street como referência, dou uma not 8 para o jogo. A diversão é imensa e o fan service com caras novas é muito empolgante, mas para os menos perseverantes (ou seriam para os que tem vida) pegar o jeito do jogo pode levar algum tempo, além de grande parte de sua paciência.
Mas assim que pega o jeito, a diversão é certa!

Ah, sim: a capa das versões americanas são HORRÍVEIS! A versão japonesa do character design é bem melhor!