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segunda-feira, 21 de março de 2011

Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles

Um filme sobre invasão alienígena. "Inspirado" em um fenômeno ufológico real de 1942, a chamada "batalha de Los Angeles", quando um enxame de objetos voadores não identificados foi avistado sobrevoando a referida cidade norte-americana. Considerando o SHOW DE BOLA ABSOLUTO que foi Distrito 9, e que eu ainda estou em débito comigo mesmo por não ter visto Skyline, parecia um bom filme para equilibrar minha "balança kármica de ficção científica", certo? Não podia estar mais longe da verdade nem se tentasse... As primeiras coisas primeiro: a trama se inicia com uma chuva de meteoros que é detectada se aproximando da Terra e prevista para cair em diversas áreas costeiras do planeta. Somos então apresentados ao protagonista da história, o segundo sargento Michael Nantz, dos fuzileiros navais americanos, que está em vias de se aposentar, quando é convocado para agrupar suas tropas para ajudar na evacuação da cidade de Los Angeles. Porém, conforme a tropa recebe as informações sobre a missão, ficamos sabendo que não se trata de meteoros, mas sim de objetos tripulados, que não estão caindo, mas sim aterrisando. Conforme os objetos aterrisam, vemos que (previsivelmente) os visitantes não têm intenções pacíficas e saem simplesmente aniquilando tudo e todos em seu caminho.
A partir desse ponto, o filme se desenvolve como uma missão militar para resgate de civis e fuga da cidade ocupada. E com sinceridade? Em termos de trama, posso parar por aqui. Não ocorre nada de novo ou inesperado. Inimigos alienígenas com tecnologia superior, resistentes às nossas armas (mas não invulneráveis), aparência asquerosa por baixo das armaduras, civis apavorados em perigo, pelo menos um civil que não ousa se deixar levar pelo medo, militares durões dispostos a tudo pelo sucesso da missão... Enfim, como disse, não consigo pensar em nada fora do padrão para invasões alienígenas. Na verdade, eu fico até com a impressão de FALTA alguma coisa de "sabor de ficção científica" e SOBRA muito de "filme militar", mas com a desvantagem que o pouco que foi exposto como ficção científica não deixa muito espaço para desenvolver adequadamente o lance militar. Então, temos o conflito do sargento que perdeu suas tropas em uma operação anterior e hoje é traumatizado com isso; temos o atrito (bem forçado, por sinal) entre o oficial graduado jovem e o sargento experiente que é seu inferior hierárquico; temos a tentativa TAMBÉM FORÇADA de choque com uma militar do sexo feminino ("você sabe usar essa arma?" "com todo respeito, senhor, não cheguei aqui por causa da minha boa aparência"), temos o jovem fuzileiro irmão de um dos caras da unidade perdida pelo sargento (essa interação QUASE ficou boa), temos o fuzileiro caçula do grupo que vai à guerra para "se tornar um homem"... Enfim, montes de tipos e ideias legais para um filme militar, mas que perdem o brilho e a chance de se desenvolver por causa do lado de ficção científica e ação. No fim das contas, ambas as abordagens do filme deixam a desejar em termo de carisma e envolvimento. Lamento dizer isso e posso até ser xingado, mas a esse respeito, de unir ficção científica, ação, militarismo e nacionalismo americano ufanista, Independence Day se saiu muito melhor. E é isso. Acho que não há muito mais a dizer. Um filme que ao tentar unir três abordagens diferentes (ficção científica, com uma invasão extraterrestre; militar, com o foco na operação dos fuzileiros; ação, com seus tiroteios menos inspirados no realismo militar) que peca por não conseguir se concentrar em um dos três, fazendo com que um candidato a blockbuster se torne um filme facilmente esquecível e que mal será lembrado daqui a dez anos.
Ah, sim! E de inspiração no fenômeno ufológico de 1942? APENAS o fato de ser uma invasão alienígena na cidade de Los Angeles. Só.

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