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quarta-feira, 30 de março de 2011

Pipoca: Cisne Negro

Olá novamente, caros leitores. Hoje falemos de um filme que fui ver BEM atrasado e que sinceramente não supunha que mereceria um post aqui. Sério, eu não fui ao cinema com a MENOR mentalidade para uma análise de qualquer tipo, em grande parte porque eu normalmente torço o nariz para tudo o que fica excessivamente badalado ou aclamado. Tenho que tomar cuidado com essa aversão às massas, ou acabarei renunciando às pizzas... Pois bem, depois desse pequeno mea culpa, vamos à resenha propriamente dita.
O filme tem como protagonista Nina, uma dançarina de ballet clássico em uma grande companhia de dança em Nova Iorque, e a trama se desenrola em torno da montagem de uma nova versão do balé "O lago dos cisnes", de Tchaikovski. O diretor dessa nova versão, Thomas Leroy, pretende que uma única dançarina protagonize o Cisne Branco, que representa a princesa delicada e virginal, e o Cisne Negro, que representa a sedução carnal. Nina, que apresenta as características necessárias para ser o Cisne Branco, após ser inicialmente rejeitada por não ter o lado espontâneo e selvagem necessário para interpretar o Cisne Negro, passa por um processo que poderia ser descrito como "Karate Kid do balé", buscando liberar o que há de instintivo e apaixonado em seu interior. No decorrer desse processo, a dançarina gradualmente conhece cada vez mais o que há dentro de si, passando por uma transformação em sua própria maneira de ver o mundo. Desculpem, mas não posso falar mais da trama. Spoilers abundam.
Com o que temos em mãos sobre a trama, o que posso dizer é: O filme é muito bom. Tem seus pontos fracos, como alguns momentos de caracterização exagerada (a mãe dominadora e o diretor do balé, que é praticamente um sargento dos fuzileiros navais adaptado para o balé) e o fato de... Bem... Balé, né? Intrigas do pessoal envolvido na produção de um balé. Dá para ter idéia de como isso pode ser chato? Acho que só fica em segundo lugar em termos de chatice para um filme sobre as intrigas em um campo de golfe... Não, em um campeonato de pesca! Mas quanto aos pontos positivos... QUANTOS pontos positivos... O diretor Darren Aronofsky consegue sutilmente incluir uma exposição do enredo d'"O Lago dos Cisnes" sem soar didático ou condescendente, além de usar um jogo de cena bem interessante tratando de incluir imagens que remetem ao cisne aqui e ali em certos momentos chave da trama. E por fim, a pergunta-chave: o filme está, então, à altura de toda a badalação em torno dele? Bom, sim e não. Sim, de fato é um baita de um filmão, arte em estado digerível jogada para o povão da cultura pop (sério, tragédia romântica das brabas!) e merecedor de todas as críticas positivas que recebeu até agora. E o não? Sendo sincero: metade do povo que ficou tuitando ou postando no Facebook/Orkut sobre Cisne Negro nem sabe DO QUE se trata o filme, isso é fato; é simplesmente gente que seguiu a onda e pronto. Fosse esse filme com uma atriz menos conhecida do que Natalie Portman (que também bateu um bolão aqui!) mas com os mesmos temas e ambientação... Duvido que teria metade da repercussão. Bom, mas para isso que se paga uma atriz cara, né? Rs! Moral da história: assistam sem medo e sem vergonha de se emocionarem! Fui!

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