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sábado, 23 de abril de 2011

PIPOCA: Sucker Punch

Olá a todos! Tendo um bom feriado? Como você não está lendo isto no feriado, mas na semana seguinte? O que? Nem na semana seguinte? Você passou a semana seguinte tentando resolver o monte de coisas que de última hora você não lembrou antes do feriado e estouraram na sua cara na segunda? Que coisa... Então que tal relaxar, tirar os sapatos (se já não o tiver feito) e ler sobre um filmezinho de ação descompromissado? (Imagino que você preferiria ASSISTIR um filmezinho nesses moldes, mas vamos manter o roleplay, ok?)
Sucker Punch, de Zack Snyder, é basicamente esse filme. Porém, isso não torna uma resenha dele necessariamente mais fácil. Vamos a ela.
A história se passa em um ponto indeterminado dos anos 50, quando uma jovem é internada em um hospício após uma tentativa de resistir aos avanços sexuais de seu padrasto resulta na morte de sua irmã mais nova. Esse mesmo padrasto também providencia, através de suborno, para que a garota (identificada apenas com o apelido de "Babydoll") seja encaminhada para o procedimento psiquiátrico de lobotomia, para assim encobrir de forma definitiva a única testemunha por trás da morte da garota.
Baby, por sua vez, passa a desenvolver uma fantasia em sua mente, de ter sido vendida a um bordel, onde pretendem "revendê-la" dentro de poucos dias. Nesse meio tempo, ao comparecer ao seu primeiro treinamento de dança, a jovem descobre uma espécie de talento hipnótico que se manifesta ao dançar, e ao usar esse talento, ela mesma entra em um transe onde mergulha em uma fantasia na qual torna-se uma guerreira com roupa de marinheiro (é...). Ao entrar nesse transe pela primeira vez, ela descobre que há uma forma de fugir do bordel, e ao terminar a dança, cria um grupo de outras garotas dispostas a fugir e a realizar o seu plano, para o qual ela novamente usará suas habilidades de "dança mágica" para obter objetos-chave no mundo real. Trocando em miúdos: enquanto ela dança (e o filme tem a fineza de não mostrar os seus movimentos de dança em momento algum), em sua mente ocorrem as cenas de ação.
E o que dizer das cenas de ação? Bom, elas estão sob o comando de Zack "300" Snyder, então creio que nem precisa de muitos comentários, elas atendem e BEM à expectativa atrelada ao nome e nesse quesito, pode ter certeza, não haverá nada de decepcionante. Raios, tem até VARIEDADE nas cenas de luta! Quer ver uma petit loirinha combatendo samurais metálicos de 5 metros de altura? Feito! Quer ver uma também petit asiática pilotando um mecha voador (com um coelhinho cor-de-rosa desenhado na fuselagem!) para destruir zumbis nazistas steampunk? (O que? QUEM teve essa ideia? o.O) Feito! Combater um dragão com espadas e metralhadoras? Até ÓBVIO em comparação com essa anterior.
Esses são os não poucos pontos positivos do filme. Agora, o que há de NEGATIVO nele? Só consigo pensar que essa ideia de fantasias dentro de fantasias parece MUITO chupinhada de A Origem. Mas até aí, o conceito aplicado aqui é bem diferente daquele usado no filme de Christopher Nolan, então dou um desconto (Blade e Entrevista com o Vampiro são ambos filmes com vampiros como elementos centrais da trama e são mais diferentes que o dia e a noite, afinal).
A essa altura, se você prestou atenção na enrolação inicial da resenha já deve estar se perguntando O QUE, afinal de contas torna uma resenha desse filme difícil, não? A resposta é: Os vários níveis de significado. Realmente, arrisco (e friso bem o ARRISCO) dizer que seja um filme até artístico nesse sentido. As strippers/prostitutas com trajes sumários fatiando inimigos com armamento absurdamente fálico em busca de sua liberdade do bordel, por exemplo, me pareceu uma bela analogia feminista; essa analogia é até reforçada pelo fato da dança de Babydoll, com seu efeito hipnótico, não ser retratada na tela, pois ela só é efetivamente vista por aqueles que a vêem como mera mercadoria.
Resumo da ópera? Bom filme para quem quiser um pouco de ação, mas ainda NÃO é do tipo "ação sem cérebro" de um 300 ou Os Mercenários da vida. De fato, se você observar SOMENTE por esse ângulo, AÍ SIM o filme decepciona. Mas se estiver disposto a ver algo que consegue estimular o cérebro como um Asimov e colocar a adrenalina em jogo como um Super NES, vá sem medo.

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