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domingo, 22 de maio de 2011

Na estante: Selva Brasil



Foi com muito prazer que depois de um bom tempo sem pegar LIVROS novos para ler, peguei este Selva Brasil para retomar meu lado literário. E no fim das contas, não é que foi uma bela de uma escolha? Em mais essa tacada certeira do já carimbado Roberto de Sousa Causo, vemos um belo exemplo de como usar clichês de gênero de maneira consciente, sem cair na armadilha de tornar-se uma cópia desgastada e ao mesmo tempo mantendo um elo de familiaridade para o leitor.
Trata-se de um ótimo livro, com leitura leve, rápida e fluida, que não é prejudicada nem mesmo pelo uso constante de jargão militar. A única pisada de bola que vejo, por parte da Editora Draco, são algumas gafes de revisão. Nada que de fato interfira na leitura, mas pode incomodar um ou outro leitor com mais tendências a "cata-piolho".

A obra é uma história alternativa, passada no Brasil de 1993, em uma realidade onde um conflito se arrasta por duas décadas entre uma aliança latino-americana e uma coalizão de países europeus e dos EUA, pelo domínio de parte da Amazônia brasileira (perdida após os brasileiros terem invadido e tomado as Guianas). Nessa situação, somos apresentados a uma unidade militar brasileira a caminho de substituir outra unidade no estado do Amapá, onde descobrem um grupo de desertores e um plano para violar as regras que regem o confronto na região (Pois é. Regras para um conflito armado. E ISSO não é a parte de ficção, incrivelmente). Ao investigar o caso, o grupo acaba se deparando com uma tecnologia militar desconhecida que abre um portal entre a realidade deles e a nossa (ou será mesmo?).


Aí o leitor do blog diz "pô, Heder, olha o spoiler!", ao que eu respondo: em Selva Brasil, vemos que o foco do autor não é simplesmente em uma história como conto linear, mas sim nas reflexões que a mesma acarreta. Isso é algo que foge um pouco da literatura de ficção científica como o leitor médio está acostumado, mostrando uma forma literária mais madura. O que Causo faz aqui é pegar certos clichês da ficção científica (identifiquei pelo menos o uso de imagem militarista como manifestação pacifista da parte do autor e a interação dimensional, incluindo o "duplo" dimensional) e revestí-los de uma roupagem mais pessoal, usando no lugar fuzileiros espaciais numa colônia perdida, uma operação do exército brasileiro em conflito pela posse de um território.


Adicionados a esses clichês, estão características já presentes na obra anterior do autor, como a forte presença da natureza, uma noção de identidade entre forças/conceitos sobrenaturais com conceitos científicos e o conflito de uma força invasora contra uma força defensora (há pelo menos três instâncias de tais conflitos no decorrer da obra; aquela representada pela própria guerra, que é uma invasão territorial, geográfica, outra representada pelas forças paramilitares que "invadem" o âmbito formal de uma guerra travada por forças armadas regulares e por fim, a "invasão" do contato dimensional, que efetivamente deixa na dimensão do narrador/personagem homônimo o seu "duplo" dimensional).


Como já disse, o forte desta obra não é necessariamente o seu modo de contar uma história, mas sim o modo de usar uma realidade alternativa (na qual o protagonista/narrador é o próprio Causo) como forma de estimular uma reflexão sobre a identidade, sobre as pessoas que somos e as que poderíamos ter sido se os eventos ao nosso redor se desenrolassem de outra maneira. Essa é a proposta do livro e ele a cumpre muito bem, fazendo-o com uma voz própria, que não tenta imitar monstros sagrados da literatura de ficção estrangeira mas também não renega a influência dos mesmos.

Selva Brasil
Roberto de Sousa Causo
Editora Draco - 2010

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por Aí: Especial Lojas de "Brinquedos"




Olá galera!!!
Muitas pessoas via twitter (pra quem não sabe, meu twitter é @DioRod) me perguntam onde consigo as actions figures que tenho. A maioria das perguntas tem o teor de importação: quanto é pra importar, se pode ficar preso na alfandêga e se os gringos são confiáveis... E em quase 100% das vezes as pessoas se impressionam quando eu falo que NÃO IMPORTEI as figuras (pelo menos não diretamente): sempre comprei em lojas ou com vendedores brasileiros via internet.

E como sempre perguntavam sobre as lojas, esse Por Aí especial vai mostrar (em duas partes) as principais lojas que vendem "bonequinhos" em Sampa (incluindo os prós e contras de cada loja), e alguns vendedores da net.

E não, não estou ganhando UM CENTAVO por isso!

Power Toys (não achei banner da loja...):

Localizada hoje na Antológica galeria do Rock, a loja conta com figuras de diversos seguimentos, entre lacradas e looses (fora da embalagem). Com preços em conta, há uma filial em uma próxima bem próximo (que eu nem sei se ainda fica aberta) com mais variedade de figuras "nerds" (na Galeria tem mais de filmes).


O foco da loja é em action figures ocidentais, havendo muito pouco de personagens nipônicos, mas os preços são MUITO em conta. Figuras que você paga R$100,00 no Mercado Lire chegam a ser até 30 dilmas mais barato com eles. O dono também tem um perfil no Mercado Livre, onde vende as figuras basicamente pelo mesmo valor. É só verificar se na descrição é informado que você pode retirar a figura na loja no centro de SP que é quase 100% que seja ele.




Coleciona Brinquedos :

Essa fica numa rua Boemia: a Rua Augusta, uma das ruas mais conhecidas da noite paulista.

A umas boas 10 quadras da Avenida Paulista sentido jardins, a loja é bem ampla, contando com dois ambientes: o térreo, que é uma loja de brinquedos "normal" e o sub-solo que, ironicamente, fica o "submundo" das actions figures.

Tal qual a primeira, a variedade é grande (mais talvez que a Power Toys), mas os preços não são tão saborosos: é necessário "garimpar" a loja para encontrar figuras com bons preços (como um DC SuperHeroes raro que paguei R$25,00 na primeira vez que fui), mas estas nem sempre serão do seu agrado.: há bastante figuras Marvel Universe e Legends, além de linhas mais caras como Hot Toys e afins, além de encontros periódicos de fãs de Transformer, Star Wars e Marvel.


O atendimento é o esperado de uma loja de brinquedos grande, não havendo (pelo menos na última vez que fui) um grande "especialista" no assunto.


Anime Hunter:

Muitas são as lojas para os aficionados por mangá e anime na Liberdade. Mas muitas MESMO. Porém, poucas tem o atendimento tão bom e com preços tão justos quanto na Anime Hunter.


Com duas lojas no há muito tempo tradicional Sogo Plaza (uma no térreo e outra no último andar) a loja é um prato cheio para os colecionadores de Gashapons e Garage Kits (esses termos estranhos para figuras pequenas estáticas e estátuas de anime que os japoneses inventam).

Há também um bom número de Model Kits, incluindo o já resenhado Rockman da Kotobukiya (é, AQUELE) além da possibilidade de encomendar as figuras. A variedade é MUITO GRANDE MESMO, mas mais para o lado do mangá. Se você é fã de Gundam, pode se interessar por algumas peças da loja- é só saber o que procurar, e o pessoal está sempre disposto a te ajudar (mas aos Sábados fique preparado: a loja fica LOTADA).

Não fui, mas recomendo:


Taverna do Ogro Encantado:


Apesar do nome hilário, a Taverna tem crescdo MUITO nos último tempos. Especializada em figuras na escala dos GI Joe (atuais e vintage), a loja (e seus visitantes) forma uma grande família nerd feliz (por mais "bobo" que algumas pessoas possam pensar). O casal que administra a loja é SUPER atencioso e gosta mesmo do hobby (os conheci em uma fest Comix) e os preços são relmente tentatdores... em seu site, quase sempre há promoções saborosas de GI Joes (chegaram a fazer uma promoção de bonecos Rise of Cobra - do filme- há R$7,50!).

Mesmo as figurs recentes possuem valores justos: uma peça da nova série Pursuit of Cobra dos Joes fica na média de 50 dilmas, e as 25th (que saiu antes do filme) custa em média R$30,00 - e para os fãs da linha é MUITO tentador.

Além dos Joes, a loja oferece um bom número de Marvel Universe, além de artigos para RPG e Wargames, havendo encontros periódicos (como um de GI Joe que rola todo último Sabado do mês, mas que hoje tem uma variedade enorme de colecionadores expondo - e vendendo - suas figuras.



Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima 1795/1827 Shopping vitrine Iguatemi


Estou devendo uma visita, pois o lugar é legal MESMO.

Limited Edition:

Considerada hoje umas das "grandes casas nerds", a loja fica na Consolação e é INCRÍVEL (pelo menos nas fotos e vídeos que vi).

Voltada para um grupo mais "seleto", a loja conta com um acervo impressionante de estatuas e figuras fetia para colecionadores com MUITO DINHEIRO (eu, obviamente, NÃO TENHO nenhuma dessas peças). Mas pelo que vejo nas fotos (e pude conferir na Fest Comix, no estande da loja) há outras figuras mais em conta (os meus Mobile Suits do Gundam Victory foram adquiridos lá).




Administrada por colecionadores, a loja vale uma visita, mesmo que seja só para conhecer - sempre há encontros na loja, como o para fãs de Cloth Myth (as figuras mais recentes da Bandai para Os Cavaleiros do Zodíaco).

Endereço: Rua da Consolação, 2753 - Jardins


E é isso aí, pessoal. Essa foi a primeira parte do Por Aí Especial. Esperem a próxima para breve, com um guia para comprar figuras via net aqui nos BR em todos os canais possíveis!

Até mais!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fliperama: Mirror's Edge



Olá pessoal!

Um dos primeiros jogos que comprei após adquiri o meu X-Caixa, que desde as primeiras imagens me chamaram a atenção não foi um FPS... Bem, na verdade é um FP, mas sem o "S" (cuja sigla completa significa First Person Shooter)...

Mesclando uma jogabilidade inovadora, gráficos incríveis e diversão soberba, apresento-lhes Faith e o mundo de MIRROR'S EDGE, da DICE:



História:

Mais uma vez, a mãe Wikipedia ajuda- Mirror's Edge é ambientado em uma sociedade onde a comunicação é fortemente monitorada por um regime totalitário, e, assim, uma rede de corredores, incluindo a personagem principal, Faith, é usada para transmitir mensagens evitando a vigilância do governo.

Nesse ambiente, você controla Faith, uma runner recém-alistada, que é acusada da morte de Pope, o governante da cidade em que se passa a história. O mais interessante dos runners é o modus-operandi deles: as mensagens são transmitidas a pé, e todos os corredores são praticantes de Le Parkour (sim, aquele negócio que nós, nerds sedentários não conseguimos - ou temos medo - de praticar).

A meta é achar os culpados da morte de Pope e livrar sua cara e da sua irmã, mas a coisa se desenrola de forma diferente do que você pensa...



Gráfico e Som:

Aqui está o grande diferencial do jogo: mesmo sendo um dos primeiros jogos dessa geração, os gráficos de ME são INCRÍVEIS - por estarmos acostumados com FPS convencionais, nos acostumamos com aqueles gráficos "cinzas' escuros... Mas em Mirror's Edge a coisa é diferente: a maioria das fases são durante o dia e isso dá margem para efeitos fantásticos!

E som colabora muito com tudo isso: o barulho dos passos, a respiração, os tiros... Ouça em som 5.1 e parecerá REALMENTE que está correndo nas ruas e pulando pelos prédios!


Jogabilidade:

Esse é o leo mais fraco do jogo: por tradição, os jogo em primeira pessoa tem uma jogabilidade mais "travada" para acrobacias, e em ME isso teve que ser retirado. Vejam bem, os comandos funcionam bem, exceto pelo pulo, que as vezes falha quando você mais precisa (e isso é fundametal).

Muita gente não gostou da jogabilidade nos consoles, preferindo o PC. Joguei no XCaixa e adorei, mas não sei dizer se no PC é melhor...




Diversão:

Ah, isso é muito importante: o jogo É MUITO DIVERTIDO!
fato de você pegar os esquemas do jogo de subir nos lugares de forma rápida, desarmar policiais e principalmente TERMINAR O JOGO SEM DAR UM ÚNICO TIRO é incrível! Alguns reclamariam que é muita "tentativa e erro", mas nesse caso o desafio é maior que a possível frustração! e mesmo que a aventura acabe rápido e não tenha multiplayer, você vai querer terminá-lo MUITAS VEZES!




Conclusão:

O jogo é lindo, muito divertido e vai te deixar muito tempo entretido com ele, querendo terminar em todas as dificuldades e de todas as formas possíveis (como eu). Porém, a jogabilidade pode te deixar com o pé atrás, pricipalmente se você não gostar de jogos de primeira pessoa.

Nota 8,5!


quarta-feira, 11 de maio de 2011

PIPOCA: Thor


Até que enfim! Depois de uma semana mega corrida (com direito a fraturas e muitos gastos), venho finalmente apresentar-lhes o review do Thor.

Thor, pela mitologia nórdica, é o deus do trovão e filho de Odin, o Pai de Todos. No filme, Thor está prestes a assumir o lugar de seu pai (Anthony Hopkins) como o Rei de Asgard (o grande reino dos deuses), porém, devido sua imaturidade e um tantinho de ego inflado, desobedece às ordens de Odin, quase causando uma guerra desnecessária. Como castigo, Odin o manda para a Terra, para aprender a ser menos egoísta, e tira de suas mãos o poderoso Mjölnir, o famoso martelo, fonte de seu poder de trovão.




E é aí que todo o enredo do filme se desenrola. Ao cair na Terra, sem poder e sem título de príncipe, conhece um grupo de pesquisadores, entre eles Jane Foster (Natalie Portman), que se interessa muito pelo (belíssimo) moçoilo.Thor invade uma plataforma de pesquisa da SHIELD na tentativa de recuperar o Mjölnir, resultando em uma das melhores cenas do filme (assim como aquela em que ele aparece só de toalha), onde aparece nadamaisnadamenos que o Gavião Arqueiro! Ponte para o filme dos Vingadores, ainda por vir. Porém,Thor descobre que não é merecedor de portar tal arma e fica sem chão. Mas tudo acaba bem, ele recupera seu martelo, mata o vilão e beija a mocinha (sem muito spoiller, só o clichê esperado de sempre).
Pra ser sincera, eu achei o filme o máximo! Estava muito no hype de vê-lo e não me decepcionou nem um pouco. Gosto dessa fórmula Marvel de apresentar seus heróis como pessoas divertidas, sem muita carga de drama sombrio. Porém, ainda é uma fórmula: a jornada do herói, onde o protagonista cresce e se conhece, até se tornar um herói digno, passando por altos e baixos. E ainda conta com os bons e velhos clichês, mas de uma forma muito boa e que funciona na maior parte do tempo.

O ator Chris Hemsworth convence como Thor, seus sorrisos arrogantes, seu tamanho absurdo (ele tá muito grande, muito forte!!!) e sua força como Thor. Asgard convence como reino mágico, é simplesmente linda! A ponte de arco-íris foi bem sacada e todo o cenário muito bem feito. A interpretação de Tom Hiddleston como Loki convence DEMAIS, na verdade é a melhor atuação na minha opinião (a dublagem também ajuda, sério). O filme em si convence como filme de herói. Mas o que não me convenceu foi o romance muito forçado entre Thor e Jane, ficou superficial e um tanto quanto rápido.


De uma forma geral o filme é ótimo! Divertido, cheio de ação e de bons efeitos especiais. Vale muito à pena ver e aguardar pelos próximos heróis! Que venham o Capitão e os Vingadores!!



Nota do DioRod sobre nerdices do filme:

Fala galerinha!!

Pra você que não viu o filme, pule esta parte, por que tem spoilers, beleza?

O filme todo está trazendo o universo Ultimate da Marvel para as telas de cinema, e o filme do Thor (além do Nick Fury negão) mostra ainda mais isso. O Gavião Arqueiro, por exemplo, não é apenas um arqueiro, ele é um atirador de elite nos Supermos (os Vingadores na Marvel Ultimate)... Pelo uniforme do personagem na HQ, podemos especular como será no filme (e não aquela coisa que tem circulado):

Já o Cubo Cósmico (que aparece no fim dos créditos) é um dos itens mais poderosos da Marvel- no filme do Thor, é a ponte de ligação com outro filme que está por vir, o Capitão América, onde o vilão - Caveira Vermelha - busca o item pra poder vencer a Segunda Guerra (na verdade, o Cubo está diretamente ligado as motivações do grande inimigo do Bandeiroso...



Já sobre o Destruidor, ele é a Máquina de Destruir Deuses( e está MUITO FIEL ao dos quadrinhos): no início dos anos 2000, ela foi responsável por MATAR o Thor em uma batalha épica, desenhada por John Romita Jr:


De forma geral é isso (na verade tem muito mais coisa, mas não sou nenhum enciclopédia, né?): para mais informações, recomendo ouvir o duplex do Thor do RapaduraCast, que é bem completinho... É isso povo, e que venham os Vingadores!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Na Estante: Deadpool Marvel Select


Olá amigos!!!

Enquanto esperamos mais artigos para mimimizar em uma nova coluna (pensei em falar mais do caso Kaleb, mas vamos esperar encerrar o esquema), trago um review descompromissado de uma última aquisição: a figura do Mercenário Tagarela para a Marvel Select.


A linha Marvel Legends, uma das mais cobiçadas pelos colecionadores, teve várias séries incríveis pela ToyBiz, incluindo a figura do Deadpool (hoje em dia extremamente rara- e cara). Após a compra dos direitos pela Hasbro, a qualidade dos bonecos decaiu muito...

Vários colecionadores largaram Marvel Legends, prefereindo outras coleções (como Marvel Universe ou até mesmo a concorrente DC Universe). Mas quando a Diamond Select Toys divulgou o lançamento de figuras mais voltadas para o público COLECIONADOR - a linha Marvel Select, os colecionadores acharam sua salvação.

Como NUNCA consegui o Deadpool Marvel Legends, tive que me contentar com a figura do Marvel Universe... até encontrar a figura resenhada a seguir:




Articulação


Talvez seja o ponto mais fraco da figura...

Diferente de seus "irmãos mais velhos", o Deadpool da Marvel Select não tem muitos pontos de articulação, deixando seus movimentos bem restritos- mas isto é uma característica da serie (vendo as outras figuras da coleção): a ideia é ser "estátuas articuladas", basicamente... De toda forma, dá pra deixá-lo em algumas posições legais, mas beeeeem longe do Deadpool Marvel Legends.






Acabamento


Aqui está o grande diferencial da figura: o acabemento é MARAVILHOSO! Ela é muito bem pintada e as armas são extremamente bem feitas- o detalhe das pistolas do rifle e das espadas, além do uniforme, impecavelmente pintado, dão um charme extremamente especial para figura, elevando ao status de "para colecionadores" efetivamente. O acabemnto do Marvel Legends é quase tão bom, mas o do Universe nem chega perto...

Fora que ele vem com um pequeno diorama, deixando o acabamento da figura ainda mais legal, quando exposto!





Custo-Beneficio

Comparado com o Universe, é extremamente caro, mas comparado com o Legends, VALE MUITO A PENA.

Para vocês terem uma dimensão, o Deadpool da ToyBiz lacrado, HOJE, custa em média 240 Dilmas; o da Marvel Select é NO MÁXIMO 140 Dilmas (eu paguei 120). Apesar de ter menos armas e menos articulações que o Legends, esse Deadpool é mais bem feito que seus irmãos mais velhos (porém menores em escala)
.
Conclusão

A nota para figura é 8,5 - o acabamento é maravilhoso, o diorama e a pintura dão um ar de sofisticado ao boneco...

Mas como sou fã de articulações, a nota baixou um pouco (já que ele não ia superar mesmo as Tartarugas da Neca)

sábado, 7 de maio de 2011

Bruce Lee – A Lenda, ou o mestre do Tcha-Tcha-Tcha???


Hail bastardz!!!

Ao zapear os canais da TV aberta essa semana (não perguntem o porquê), tive uma
surpresa inesperada ao me deparar com a abertura da série Bruce Lee – A Lenda num
canal “underground” da UHF chamado Rede CNT. Após infindáveis meses sem postar nada,
eis que esta surpresa me motivou a voltar a este digníssimo blog para escrever algumas linhas.

Na verdade esse post está saindo na base da ‘Gambiarra’, como não poderia deixar de ser.(Agradecimentos especiais ao editor do Blog, DioRod que subiu o post pra mim).


Então, é diretamente da minha caverna de exclusão digital que trago um pouco de informações sobre essa série que estreou essa semana e ao mesmo tempo presto a minha humilde homenagem a um dos maiores, se não o maior, artista marcial que já viveu.

Batendo papo com meu grande amigo desenheiro, blogueiro e mais recente Twitteiro o Rodrigo(@besourorobo) ($$$), chegamos a conclusão que o desenrolar dessa série está mais para uma novela, do que para uma série nos moldes americanísticos que estamos habituados, e isso é fácil de notar a começar pela:

Abertura:

Uma montagem de cenas até que interessante e que mostra destacadamente a semelhança
física do ator Danny Chan com Bruce Lee.

O tema de abertura é um item especial nesse comparativo, me faz pensar ainda mais como
sendo um tipo de novela. A música é cantada em inglês, num ritmo sofrível e com uma letra que chega a ser hilariante,Confesso que no primeiro episódio, como ainda não sabia nada a respeito dessa série, a abertura acabou me deixando na dúvida se era uma série americana ou chinesa, mas nas cenas de luta da abertura consegui perceber o uso da técnica arame-fú, típica do cinemamentira chinês (como diria um tio meu), e claro, pelos créditos em mandarim logo cheguei à conclusão de que se tratava de uma produção chinesa.

Obs. Os termos arame-fú e cinema-mentira não são usados com intenções pejorativas, pelo contrário, é exatamente por esse tipo de coisa que sou fã do cinema chinês.

Dêem uma olhada na abertura e me diga o que acham:


Notei nessas cenas, passagens da vida dele que são lendas entre os praticantes de artes marciais, como por exemplo, as suas participações em demonstrações em campeonatos de karatê, já nos Estados Unidos, em que com sua incrível técnica do soco de uma polegada fazia grandalhões voarem uns bons metros para trás.

Vamos à sinopse:

Bruce Lee – A lenda – é mais do que uma série produzida para a televisão. Trata-se de um importante registro sobre a trajetória de vida de um dos maiores ícones culturais do século 20. A série é composta originalmente por 50 capítulos e foi inicialmente exibida pela emissora estatal China Central Television (CCTV) a partir de outubro de 2008. Cada episódio leva o telespectador por um grande livro aberto, mostrando passo a passo as ações, os dramas, as alegrias, as lutas e o surpreendente fim de vida daquele que abriu, com sua arte, as portas do sucesso para astros como Jackie Chan, Chuck Norris e Jet Li em suas produções cinematográficas.

Fonte: (http://www.cnt.com.br/?p=2059).


Elenco:

O elenco é outro chamariz à parte e com alguns destaques mais que interessantes:

Danny Chan Kwok Kwan como Bruce Lee (ingualzinho!!!!)


Ray Park (Darth Maul) como Chuck Norris (tirando o cabelo arrepiado parecem pai e filho!!!)




Michael Jai White como Harrison e Mark Dacascos como Thai fighter (essa eu quero ver!!! Artistas marciais fodões como esse cara são poucos).

Outros atores incluem Gary Daniels como Fighter, Tim Storm como wally Jay e Yannick Van dam Hoffman como Robert Wall

Tem um teaser feito pela CNT até que caprichado pra chamar a atenção.


E também esse chinês mais dramático tipo mexican novel style.


Falando dos episódios!

São 50! Isso mesmo 50!!! O primeiro começa mostrando a vida do jovem Bruce Lee, ainda
estudante na China. Ele se destacava em suas competições de Tcha-Tcha-Tcha, e... o quê?WTF is Tcha-Tcha-Tcha??? Sim, sei que é estranho, mas Tcha-Tcha-Tcha era uma dança da moda nos anos 50 e 60, e ele era muito bom nisso!

Justamente por saber que era bom nos salões de dança, o jovem Bruce tinha uma
atitude arrogante e impetuosa. A partir dessa premissa, podemos fazer um paralelo com
os personagens que ele interpretou no cinema. Seus papéis carregavam muito de sua
personalidade, desde jovem já se mostrava orgulhoso, competitivo, extremamente confiante e obstinado.

No decorrer dos episódios seguintes ele irá aprender lições de humildade com seu pai e das próprias porradas que tomará da vida, mas principalmente com seu primeiro mestre, com que aprenderá a técnica do soco de uma polegada.

Lendas sobre a lenda:


Gosto de relembrar os períodos de infância em que o fascínio pelas artes marciais me levava a comprar revistas, pôsteres e todo sortilégio de bugigangas sobre Bruce Lee e especular com meu irmão e amigos sobre suas histórias. Posso citar como exemplo uma passagem diferente do que a série mostra: - Bruce Lee teria tomado suas primeiras aulas de kung fu, mais precisamente o estilo Wing-Tsun, em um cruzeiro. Nesta época era campeão de tcha-tcha-tcha e foi convidado a se apresentar em um navio. Lá conheceu um mestre que lhe propôs uma troca: - se lhe ensinasse a dançar o tchatcha-tcha, o mestre lhe ensinaria o kung-fu!!! (eita mestre saliente não?).

As lendas iam de coisas simples como esta, até teorias de conspiração, envolvendo a
Tríade (máfia chinesa), por exemplo. A mais pesada era a de que Bruce não morreu de
causas naturais ou por acidente, mas sim assassinado! E pior, seu filho (Brandon Lee), também foi assassinado durante as filmagens de O Corvo. Os motivos pelos quais ambos foram assassinados são mais misteriosos ainda, mas especulava-se que Bruce teria sido assassinado como uma espécie de queima de arquivo, pelo fato de ter divulgado e banalizado segredos milenares chineses do kung fu. E seu filho, por ser seu herdeiro e seguir os mesmos passos do pai, teve o mesmo destino.


Mas quero deixar claro que essas são apenas lendas sobre a lenda, coisas que ouvia quando moleque.

Concruíndo:

Não sei dizer se o conteúdo da série, ou seja, se todas as passagens da vida de Bruce Lee, ali apresentadas, são fatos canônicos. Provavelmente a mulher de Lee a sra. Linda Lee ou osresponsáveis pelos seus direitos de imagem, aprovaram a série, mas não consegui localizar detalhes sobre isso.

Tenho que confessar que o ritmo é arrastado, afinal são 50 episódios. E como disse o Rodrigo, meu amigo que também tem esse blog aqui ó. ($$$), finalmente nós homens temos uma novela pra ficar comentando com os amigos no telefone! HAUHAUHA


Brincadeiras à parte, Bruce Lee é um exemplo de obstinação e dedicação para mim. Tive a oportunidade de ler seu livro: O Tao do Jeet Kune Do (valeu Ricardo!!!), que ele escreveu durante um período difícil de sua vida. Uma lesão na lombar quase o deixou de cama para o resto da vida, mas com sua dedicação e força de vontade ele se reergueu e conseguiu voltar para as lutas e para o cinema. Com as lições aprendidas nesse livro, não somente desenvolvi técnicas de artes marciais, mas também descobri alguns valores pessoais que se aplicam em todas as áreas da vida, por isso gostaria de deixar registrado meu muito obrigado, mestre Bruce Lee!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Trailer de Conan o Bárbaro


Acho todo tipo de comparação estúpida. E infelizmente sou uma esmagadora minoria.


Não podemos comparar efeitos de 1970 com os atuais, bem como não podemos comparar remakes com os filmes anteriores, por mais irresistível que possa parecer.

Prova disso é o novo filme do Conan, que finalmente teve trailer divulgado, confiram:




Sim, pra mim, ESTE É o Conan que tenho em minha mente... Alguém SUJO, com cicatrizes, e não um halterofilista que sequer tem uma acne... Por mais que os filmes com o Governator sejam icônicos (eu mesmo gosto MUITO), acredito que a visão desse novo filme seja mais de acordo com o que vejo do personagem nas HQs e ilustrações...

Um não tem nada a ver com o outro, isso é fato e isso é ÓTIMO.

Gostei muito do trailer (excetuando a cadência de musiquinha genérica de trailer): o visual do filme parece bastante interessante, com locais exóticos, monstros e mulheres seminuas (ueba!)...


Mais um filme que estou ansioso, e mais um filme que terá um monte de mimimi.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Thor e a Elitização dos Filmes de Super Heróis


Olá, meus queridos leitores do Gambiarra!

Domingo agora assisti ao filme do Thor, e como vocês irão conferir no review da Jéssica (ou não), gostamos MUITO DO FILME!

Porém, nos sites nerds por aí tenho visto algo que tem me incomodado muito: essa mania idiota de "elitizar"os filmes de super heróis: digo isso por conta de um único filme: BATMAN THE DARK KNIGHT.

Esse filme (que pra mim é uma das maiores adaptações de quadrinhos de todos os tempos) é maior benção e a maior maldição dos filmes de super heróis, pois a produção de Nolan mostrou que eles (os filmes) podem ser densos, sérios, pesados... Porém, no mesmo ano - e um pouco ofuscado pela produção da Warner- saiu Homem de Ferro...


O filme (que estreava o selo de filmes da Marvel) mostrou uma outra faceta do filme de super heróis: mostrou que tais filmes poderiam ser DIVERTIDOS sem serem IDIOTAS ( Batman & Robin?). Com a promessa de um filme dos Vingadores lançou-se a sequência, mantendo o nível, e continuando a pegada essa semana sai o filme do Deus do Trovão, colocando mais um degrau na escalada épica e ousada da Marvel em fazer um filme dos Vingadores...


O que vejo em blogs e twitts da vida - com a exceção de alguns aparentemente "vendidos" e dos chatos - são os colunistas esbanjando elogios ao filme, usando o mesmo termo ou similares: o filme DIVERTE, é sóbrio, bem construído... Mas o que leio nos comentários?

"Quando a Marvel fizer um Dark Knight a gente conversa!"

Aqui solto um belo e sonoro "OBJECTION!!!" (nunca joguei esse jogo, mas acho foda essa expressão o/): Que papo é esse??? O fato do filme não ser para maior de 18 anos e não seguir os moldes do Batman quer dizer que é ruim ou infantil?



Discordo total e completamente.


São coisas distintas, estilos distintos... Batman é um filme a parte, um filme mais para se mostrar um ponto de vista: O Caos contra a Ordem, e como um precisa do outro. Os filmes Marvel podem ser "rasos" em conceito em comparação ao Morcegão, mas não são RUINS por isso!

Me irrita essa tentativa de certos nerds em transformar o gênero de super heróis em algo "de elite", para "poucos privilegiados"... Estou cansado dessa mania de subestimar o público leigo, sendo que é esse público que faz a bilheteria! E me envergonha em admitir que eu era um desses nerds idiotas...



Funciona como o Heavy Metal: uma vez que é um nicho "marginalizado" os nerds tendem a pensar que o público leigo é "inferior", que nunca vai "apreciar a arte por trás dos quadrinhos"... Mas o que isso gera? MAIS preconceito e o amadorismo quase que irreversível - por isso que me incomoda demais nerds criticando filmes como os da Marvel por serem mais didáticos, que apresentam o personagem para quem não os conhece...

Poxa, o Homem de Ferro é conhecido pelo grande público agora, isso quer dizer que ele não presta mais? CLARO QUE NÃO!
Isso mobiliza a indústria, faz o público se interessar pelo personagem e conseqüentemente faz a indústria SOBREVIVER, sem (muitos) produtores sangue-sugas, que querem o dinheiro fácil em cima do pobre público que não tem muito acesso...



Claro, a qualidade deve permanecer, mas acredito que estamos bem amparados com a produções que estão por vir (sim, ESTOU CONTANDO Lanterna Verde e Conan).