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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Na estante: A Guerra dos Tronos



"Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta por que desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister. E sua intenção é proteger o rei. Mas ter inimigos como os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddar percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

Quem vencerá a guerra dos Tronos?"

Olá amigos leitores do Gambiarra!

Desta vez não falarei de games (tem tido muita coisa sobre isso aqui ultimamente, né?), mas sim de um livro que li recentemente (ou estarei lendo ainda, depende do tempo que demora do busão pra voltar pra casa).

Vamos então falar d'A Guerra dos Tronos, e de como a achei superestimada.


"COMO ASSIM?" Você me pergunta, e eu respondo: primeiramente, a premissa do livro é "básica", como pode ser lido na introdução deste post.

A obra tem uma narrativa bem direta, mas que em alguns momentos é muito "parada"- tive a impressão de que o autor tem certo receio em descrever batalhas, pois a maioria das (poucas) que povoam o livro quase não acontecem: ou ela é descrita por pessoas de fora, ou simplesmente NÃO É descrita. Pra quem é fã de batalhas (como eu), isso chega a ser um pouco frustrante. A grande batalha de exercitos do livro é descrita após ter ocorrido: a descrição "on real" da batalha é muito curta, e pelo "ponto de vista" de alguém que NÃO ESTÁ presenciando a batalha!

Outra coisa que me incomodou, foi a sensação de que o autor se preocupa mais em descrever cenas de extramo cunho sexual (ou até mesmo sexo explícito) do que demais passagens... Sei que muita gente talvez tenha curtido o livro justamente por conta disso: o autor não tem pudores para certas passagens de sexo ou descrições de partes íntimas do corpo: durante o livro você lerá muitos termos que te deixarão com vergonha de estar lendo em público, especialmente nas passagens de Khal Drogo e Daenerys...

Mas uma preocupação (grande) me bateu vendo o livro: o fato de ter se tornado um "blockbuster da HBO" como consta no próprio livro é uma benção e ao mesmo tempo uma maldição- até onde o fato dele se tornar um "blockbuster" de uma grande emissora pode interferir na linha narrativa do autor? Personagens ditos importantes que morreriam e são poupados para manter a audiência da série, as já citadas lutas "rápidas" e pouco descritivas para evitar gastos com produção podem ocorrer em novas temporadas. No primeiro livro mesmo, a narrativa parece "pré construída", de "fácil" adaptação. Tudo isso me preocupa muito: até onde a busca pela audiência afetaria a inspiração do autor (sem citar a pressão de se terminar o livro para ser produzida uma nova temporada)...?

Mas mesmo com todas esses pormenores, gostei do livro. A narrativa é muito boa, apesar de, para mim, a história ter "pegado no tranco" lá pela página 150, 200. Os personagens são bem carismáticos: você fica com raiva extrema de uns e se compadece imensamente com outros (e não necessariamente na ordem bandido/mocinho). A trama de traição em volta do livro também é muito boa, digna de te deixar com a pulga atrás da orelha a ponto de se supreender com certos acontecimentos. Personagens que você acredita que durariam até o fim da história, morrem repentinamente ( e isso é bom - não havendo um protagonista fixo, a história tem mais imprevisibilidade). A parte de fantasia do livro é escancarada em certos pontos (principalmente com o bastardo de eddard Stark, Jon Snow e a Patrulha da Noite) e discreta em outras, mas ainda sim bem trabalhada (mas em minha opinião, não deve -e nem merece- ser comparado a Tolkien ou Cornwell), porém a trama não e tão inovadora assim: sei que muitos podem analisar melhor que eu e enumerar vários filmes/livros que tem uma trama ainda mais intricada- e é POR ISSO que acho a obra superestimada.




Ela é boa? Sim. Muito. Mas NEM DE LONGE é o maior épico dos últimos 50 anos como alardeado. Este posto ( em minha opinião) é de Cornwell e suas Crônicas de Arthur, pois a obra de Martin (mais uma vez em minha opinião) já logo no primeiro livro é presa pelos grilhões da HBO, e temo que estes fiquem ainda mais apertados nos proximos livros, tão logo novas temporadas tenham que sair.







Obs: ainda não vi a série- quis terminar o livro para ter a minha visão da obra, por essa razão as preocupações com a transposição do livro paraa TV são meras PREOCUPAÇÕES, no sentido literal da palavra.

EDITADO:

O mano Heder (sempre mais antenado nas nerdices) me corrigiu, segue abaixo o que ele ficou com vergoinha de por nos comentários (e mandou via DM no T

Cara, acho que vc deu uma pisada na bola no seu review da Guerra dos Tronos. Ela não foi feita pensando em temporadas ou série. Na verdade, a série de livros já rola desde 1996, então se a HBO quiser influenciar algo será só na versão de TV mesmo.

E é isso. Não é a primeira nem a última vez que vou me equivocar, mas a opinião se mantém: a obra É subestimada (terminei de ler hoje o último capítulo).

Té mais pessoal!

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