Olá pessoal!
Estreando minha coluna aqui no Gambiarra, primeiro explicando o nome: ele se refere a um adjeto que alguns amigos me atribuíram: o de mimimizento. Vendo meus artigos mais opinativos e vendo que essa máxima é "verdadeira", irei tecer nas linhas dessa coluna a cada quinze dias (uma quarta sai o Gamics lá no Fênix Down, e na outra sai o Mimimi aqui). Mas obviamente, sempre darei meus argumentos e opiniões sobre o que estou explanando (falei difícil, né?).
Quando uma franquia, independente da mídia, começa a fazer sucesso, cria-se uma base de fãs. Essa base, normalmente (invariavelmente até) se sente parte desse produto, do mundo criado em volta. O problema é quando o fá sente-se DONO da franquia e se cega para ago muito importante: o desenvolvimento e evolução de personagens- apesar de ser mais justificável com prequels (vide Star Wars), em que o cenário é completamente diferente do que foi suposto durante a saga principal; mas e quando trata-se de uma continuação, em que há uma experimentação de sensações, sentimentos e desenvolvimento?

Como exemplo dessa explanação darei a saga Resident Evil, que teve vários trailers divulgados (incluindo sua sexta versão canônica): nos três primeiros jogos, a saga explorou um gênero que hoje muitos amam: o Survivor Horror. Como o nome deixa claro, é um gênero de horror (causar medo, se assustar- traduzindo a palavra inglesa para o português), em que seu objetivo maior é sobreviver.
Vale lembrar que não sou um profundo conhecedor da franquia, estou apenas analisando o plot e as mecânicas dos jogos!
Nos três primeiros jogos, os acontecimentos envolvendo a Umbrella, Raccoon City e o T-Virus são muito próximos entre si (especialmente o 2 e o 3) e tudo é muito novo- sendo que no 3 a protagonista (Jill, a mesma do primeiro jogo) acredita que todoo acontecido na mansão teria sido solucionado e "cai" no meio do caos de Raccoon. A partir da quarta edição, houve uma mudança de foco: mais "ação" e menos "horror".
Os fãs chiaram. Muitos gritavam aos quatro cantos que RE4 (e depois RE5) "eram tudo, menos Resident Evil". E é aqui que entra meu ponto. Analisem as imagens abaixo:
A primeira é de Chris Redfield em RE1 e a segunda em RE5. Aumentou de tamanho, né? Mas sabiam que da prieira versão do jogo para a quinta passaram-se 10 anos? Então como se explicaria um soldado, após 10 anos, sabendo o que ele sabe, não se preparar, treinar para enfrentar esse perigo? Faz mesmo sentido ele simplesmente continuar tendo "sustos" ao ver zumbis, ou encher eles de porrada? E o mesmo vale para Leon, após passar tudo o que passou em Raccoon.
Mudanças de jogabilidade, de narrativa, são consequências dessa evolução.







