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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mimimi: A Covardia dos Fãs

Olá pessoal!

Estreando minha coluna aqui no Gambiarra, primeiro explicando o nome: ele se refere a um adjeto que alguns amigos me atribuíram: o de mimimizento. Vendo meus artigos mais opinativos e vendo que essa máxima é "verdadeira", irei tecer nas linhas dessa coluna a cada quinze dias (uma quarta sai o Gamics lá no Fênix Down, e na outra sai o Mimimi aqui). Mas obviamente, sempre darei meus argumentos e opiniões sobre o que estou explanando (falei difícil, né?).



Quando uma franquia, independente da mídia, começa a fazer sucesso, cria-se uma base de fãs. Essa base, normalmente (invariavelmente até) se sente parte desse produto, do mundo criado em volta. O problema é quando o fá sente-se DONO da franquia e se cega para ago muito importante: o desenvolvimento e evolução de personagens- apesar de ser mais justificável com prequels (vide Star Wars), em que o cenário é completamente diferente do que foi suposto durante a saga principal; mas e quando trata-se de uma continuação, em que há uma experimentação de sensações, sentimentos e desenvolvimento?


Como exemplo dessa explanação darei a saga Resident Evil, que teve vários trailers divulgados (incluindo sua sexta versão canônica): nos três primeiros jogos, a saga explorou um gênero que hoje muitos amam: o Survivor Horror. Como o nome deixa claro, é um gênero de horror (causar medo, se assustar- traduzindo a palavra inglesa para o português), em que seu objetivo maior é sobreviver.

Vale lembrar que não sou um profundo conhecedor da franquia, estou apenas analisando o plot e as mecânicas dos jogos!

Nos três primeiros jogos, os acontecimentos envolvendo a Umbrella, Raccoon City e o T-Virus são muito próximos entre si (especialmente o 2 e o 3) e tudo é muito novo- sendo que no 3 a protagonista (Jill, a mesma do primeiro jogo) acredita que todoo acontecido na mansão teria sido solucionado e "cai" no meio do caos de Raccoon. A partir da quarta edição, houve uma mudança de foco: mais "ação" e menos "horror".

Os fãs chiaram. Muitos gritavam aos quatro cantos que RE4 (e depois RE5) "eram tudo, menos Resident Evil". E é aqui que entra meu ponto. Analisem as imagens abaixo:


A primeira é de Chris Redfield em RE1 e a segunda em RE5. Aumentou de tamanho, né? Mas sabiam que da prieira versão do jogo para a quinta passaram-se 10 anos? Então como se explicaria um soldado, após 10 anos, sabendo o que ele sabe, não se preparar, treinar para enfrentar esse perigo? Faz mesmo sentido ele simplesmente continuar tendo "sustos" ao ver zumbis, ou encher eles de porrada? E o mesmo vale para Leon, após passar tudo o que passou em Raccoon.

Os caras TEM que ser fodas, senão não faria sentido ter continuações!

Uma saída válida seria acrescentar novos protagonistas, mas os fãs clamam para que os jogos canôncos sejam com os mesos personagens clássicos, por que eles tem mais carisma, e tudo o mais. Eu entendo bem esse lado, mas querer que eles não se desenvolvam? Não éum pouco "egoísta", não? Meu ponto é bem simples: os personagens de jogos,filmes, e livros devem evoluir, sejam em táticas, seja fisicamente ou psicológicamente. É isso que nos faz gostar tanto deles.

Mudanças de jogabilidade, de narrativa, são consequências dessa evolução.

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