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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pipoca: Imortais




Às vezes é bom ir ao cinema com pouca ou nenhuma expectativa. Por exemplo, vejam o caso do Imortais, aqui: pelos trailers, dava a impressão de ser um oportunista atrasado na onda dos filmes épicos de alguns anos atrás (Tróia, Alexandre, 300...) e eu honestamente esperava mais um caça-níqueis irritante de verão (aquele 3 Mosqueteiros ainda está entalado na minha garganta...). Para a minha surpresa, não é que o filme foi bom? Claro, não é nada que vá se tornar um clássico, é perfeitamente dispensável, mas não dispensável como um filme que cause raiva de tão ruim, e sim no sentido de diversão leve e descompromissada.






A trama conta a história do impiedoso rei Hyperion (Mickey Rourke) e seu desumano exército conquistador arrasando as terras da Grécia antiga em busca do Arco de Épiro, um antigo artefato da época da guerra entre os deuses e os titãs. Hyperion deseja esse artefato para libertar os titãs e destruir os deuses do Olimpo e vingar-se por sua família morta.
No caminho dessa campanha de morte e destruição, há o herói Teseu, um camponês treinado no manejo da espada, será o campeão escolhido pelos deuses para evitar que uma nova guerra divina se abata sobre a Terra.





A sinopse é basicamente essa, nada de excepcional, mas a execução transpira honestidade em um nível inesperado. Não há, por exemplo, o abuso de cenas em bullet time (como havia em 300), em vez disso, o recurso é reservado para adicionar um toque dramático em cenas que vemos os deuses combatendo. Faz sentido, eles são algo acima do mero humano. TÃO acima, que o combate deles lembra em MUITO o jeitão do jogo God of War. Mais uma boa sacada do diretor em pescar mais essa referência. Outra sacada interessante do filme é no final, quando fazem a referência ao fato que as lendas são histórias contadas de geração em geração, com alguns detalhes sendo alterados aqui e ali, com o exemplo mais marcante sendo a versão que o filme deu para o combate de Teseu e o Minotauro.

Enfim, não há muito que se alongar. Um filme de ação/fantasia agradável, que vale seu ingresso, tem o mérito de fugir da onda de remakes/reboots/franquias que acomete o cinema americano, e pode dar boas ideias de aventuras para RPGistas mestres de Mazes & Minotaurs. Não é o filme que vai mudar seus conceitos ou algo do tipo, mas cumpre seu propósito como diversão violenta e descompromissada.

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