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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Fliperama: The Elder Scrolls V- Skyrim



Nomeado por vários sites e revistas especializadas como o melhor jogo de 2011, The Elder Scrolls V: Skyrim (ou apenas Skyrim), com seu sistema de customização de personagens- além da história com centenas de sidequests- faz dele o game que chegou mais próximo da experiência que é jogar RPG "de mesa" que tive a oportunidade de jogar.



Dividir Skyrim por segmentos igual a todos os outros games resenhados aqui pode parecer "pobre" para algumas pessoas. Entretanto, não farei uma tratativa diferente de Skyrim (o motivo vocês saberão na conclusão). Apesar de não ter terminado a história principal ainda, cá estão minhas impressões do game:

História:

Vocé uma pessoa "normal", que estava para ser executada juntos com alguns criminosos que seriam inimigos dos "imperiais" (toda Skyrim atravessa uma guerra entre os Imperials e os rebeldes StormCloacks). Quando chega a sua vez da degola, um dragão aparece e estraga a festa dos imperials (e toda a vila também). Só tem um pequeno problema: os dragões estão a muitos anos extintos! Após algumas quests e matar seu primeiro dragão, os soldados que o acompanhavam na peleja o chamam de Dovakhin, o DragonBorn: o único ser em Skyrim capaz de estirpar os dragões (e por tabela absorver suas almas).

Essa é a premissa do jogo, a parte que você tem que jogar, sem "escapar". Mas aí que entra o diferencial de Skyrim: após essa parte, você pode simplesmente ignorar as missões principais e sair pelo mundo, escrotizando ou ajudando as pessoas; isso é uma benção mas ao mesmo tempo uma maldição: com tantas opções, você pode acabar perdido. Meu personagem, um Nord que mescla coisas de ranger, mas com "alma de paladino", sai pelo mundo "limpando as ruínas e fortalezas outrora abandonadas, que ficam infestadas de bandidos e monstros" além de, como bom jogador de D&D que sou, explorar dungeons em busca de tesouros. Devo ter algumas boas horas de jogo, mas não fiz quase nada da história principal. E nem me interessei, na verdade.

Só a parte de encher dragões de porrada.

Gráfico e Som:

Nunca joguei nenhum jogo da Bethesda ou mesmo algum Elder Scroll, mas posso dizer que os gráficos de Skyrim são extremamente competentes para sua magnitude, principalmente paisagens: com uma enorme variedade de lugares, que vão de montanhas geladas a dungeons escuras, o game possui as mais belas paisagens que já vi (seja real ou virtual). Porém, a modelagem e principalmente a movimentação dos personagens são o elo mais fraco do jogo. Devido aos inúmeros bugs, as lutas as vezes são cômicas, e não épicas.



E o que falar do som de Skyrim?

Acho que essa é a melhor parte do game. As músicas dão realmente o clima necessário em cada situação: a tensão da dungeon sendo explorada. A calmaria de uma estrada pacata. A luta épica contra o maligno dragão... Tudo é muito bem arranjado e a música é inserida no momento certo. A dublagem é extremamente competente, mesmo com a piada da "flecha no joelho" (eu mesmo nunca vi no jogo, mas é engraçado).

Jogabilidade:

Se a animação de combate não é muito boa, a jogabilidade compensa um pouco. Os comandos funcionam bem, e a opçao de mudar para visão de terceira pessoa ajudam na hora do combate corpo a corpo. Jogando como um ranger, uso bastante o arco em primeira pessoa- o que ajuda bastante nos ataques a distância. O sistema conta ainda com perks, que lembram vagamente os FPSs da serie CoD (beeeem vagamente). As magias funcionam legal, mas as de invocações ou as mais destrutivas levam um certo tempo para serem "carregadas", o que dá brecha para você ser massacrado (mago só se ferra).

Agora o mais legal (na minha opinião) e o principal diferencial são os "shouts", poderes do Dragon Born que você adquire ao longo do jogo. Eles são lançados por comandos de voz (leia-se berros) e tem os mais variados efeitos. Os que eu mais uso são o de "dash" e o padrão Fus Ro Dah, que lança os inimigos longe (é muito engraçado matar ursos assim!).
Diversão:

Quando se trata de jogos de mundo aberto, a diversão é um fator muito efêmero: você pode se divertir perambulando pelo mundo, fazendo sua casinha e arrumando uma mulher, sair nas quests principais e acabar com o jogo, ser um mago/bardo/guerreiro/ladino, se juntar a todas as guildas que existem... E Skyrim propicia tudo isso.

Porém, quando você tem uma gama tão alta de opções, você pode acabar perdido: meu ranger/paladino tenta ser furtivo, mas só o consegue a noite, por causa da armadura pesada (não tenho coragem de trocar, pra não apanhar demais para dragões), e não tenho paciência para as aventuras principais do game.

Mas eu me divirto muito massacrando bandidos em fortalezas abandonadas- até a página dois, quando eu me canso da mesmice e parto pra outro jogo. Também é um pouco frustrante você matar dragões com grande facilidade após alguns níveis e ser massacrado por ursos, que não deveriam ser um desafio tão grande (isso sem falar nos gigantes e mamutes).

Por mais que a galera fale que a experiência do game é apenas no Single Player, acho que Skyrim seria extremamente mais divertido se tivesse a opção de multiplayer. Infelizmente, devido a história do jogo não é possível, deixando o MP relegado a mods de PC.

Conclusão:

Após todas essas linhas descritas, posso dizer que The Elder Scrolls V: Skyrim é um jogo muito, mas muito bom. Porém, não acredito que seja o melhor jogo de 2011. FOi o mais falado? Sim. Mas realmente não é uma experiência tão superior aos demais games como alardearam. Dou esse cargo a Batman Arkham City, que onsegue trazer uma história impressionante e elementos empolgantes para um personagem muito antigo, que poucas pessoas em qualquer mídia conseguiram trabalhar bem.

É o game mais próximo de um RPG de mesa que já joguei (como já falei no início), mas a falta de um MP me faz sentir solitário, pois a IA dos NPCs não ajuda muito.

Enfim: um ótimo game, que deu muito pano pra manga da Bethesda para um Elder Scrolls VI ser ainda maior(ainda bem!).

Nota: 8.5

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