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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mimimi: Otaku Muppy com Pera



E vamos para o segundo Mimimi aqui do Gambiarra, e dessa vez tocando em um assunto que rodeou minha vida por uns bons anos.

Vou falar de como a "cultura otaku" se tornou uma "cultura do leite com pera", ou como, o título sugere: "muppy com pera".




Durante todo o ano, temos inúmeros eventos pipocando pelo país. Os "promotores de eventos" tem visto cada vez mais como esse segmento é "interessante" (por favor notem nas aspas), seja para público, seja para o bolso. A questão é que 15 anos atrás a coisa não era bem assim e o povo tinha mais noção das coisas.


Indo direto ao ponto: você, garoto (a) com seus 20 e tantos anos (ou menos) que vai em todos os eventos que pode se lembra de algum em que não havia gente bebendo na porta, ou pessoas agindo de forma pouco usual nas imediações do local do evento? Você que depende de condução pública para ir até um Anime Friends, por exemplo, se lembra de alguma vez não ter visto alguém de cosplay nos transportes públicos?

Então. Há uns anos atrás não era assim.

Não vou entrar no mérito falando que "na minha época era melhor", por que não era. Isso é fato! A correria que tínhamos pra conseguiu um anime (normalmente sem legenda) era imensa, tínhamos que literalmente conseguir entrar num "cartel" de caras que tinham fitas vhs com os tão cobiçados desenhos de personagens de olhos grandes. Porém, naquela época dava -se mais valor a essas "conquistas": um anime que passasse por aqui era celebrado; mangás serem publicados em português era um sonho distante.

E por isso tínhamos medo.

Medo de que certas atitudes inviabilizassem a evolução do gênero no país. Combatíamos preconceito com informação e com atitudes positivas e coerentes. Nos policiávamos para que todos tivessem um comportamento "ordeiro aos olhos da sociedade". E o hobby cresceu, vários mangás foram publicados e os eventos pipocaram a ponto do maior deles entrar para o calendário oficial de São Paulo; e aí o que acontece?

O povo estraga tudo.

Sabem o fato que questionei anteriormente? Saibam que a sociedade não vê isso como "liberdade": eles te julgam, e junto com vocêjulgam todos os que fazem as mesmas atividades que você. Quando você e seus amiguinhos bebem na fila da Friends e ficam caídos na calçada deitados no próprio vômito, a tiazinha que mora na Vila Guilherme não entende que é você o pinguço: ela vai achar que todo o fã de anime é pinguço. E o pior: vai achar que os animes e mangás são quem induzem a isso. E acredite- uma tiazinha moradora da Vila Guilherme pode fazer muito barulho.

Pra quê uma porra dessa??????? E se passa polícia bem nessa hora?

Todas essas linhas foram redigidas relembrando fatos ocorridos nos inúmeros eventos que fui, e justificam por que eu não vou mais em nenhum: o público deixou que os promotores os tratem feito gado, com locais no mínimo não recomendados para quaisquer tipo de evento (ou você ainda acha que o que sobrou do Mart Center ainda é o local ideal para se fazer um evento?): mas este ainda não é o ponto que quero chegar- lembram dessas fotos?




Acho que aqui foi ápice do sem-noção em um evento. Muitos dos otakus hoje em dia acham que estão no Japão, ou querem estar no Japão, se esquecendo que nosso país não aceita esse tipo de coisa- tá, você vai bradar que é hipocrisia por causa do funk, carnaval e bla, bla, bla... mas é assim que funciona, não adianta tentar fugir; e entramos num ponto interessante aqui: esse fato em questão, além das tais plaquinhas pedindo grana em troca de beijo e etc. é prostituição. E se você é menor de idade, isso é prostituição infantil, independente do que você fale ou argumente.

E é aí que entra a tiazinha moradora da Vila Guilherme.

Qualquer pessoa que veja essas situações nos eventos pode chamar o juizado de menores em um evento e denunciar: seja um morador, um pai que está acompanhando um filho ou até mesmo um estandista! É questão de responsabilidade cívil: se você não denuncia, você é cúmplice! Por isso os eventos proíbiram esse tipo de "cosplay" e colocaram indicação etária para os eventos (e você achando que era por que eles são chatos, né?).

Então, só para finalizar: pense bem, antes de fazer qualquer coisa extremamente sem noção, de que as pessoas que não conhecem nosso hobby, não tem obrigação de te entender. E as pessoas que compartilham do mesmo gosto que você, não podem ser taxadas de malucos por que você e seus amigos não sabem se comportar de forma decente. Você tem acessos que a galera que veio antes sequer sonhava que poderia ter: ver animes on-line, legendados e com lançamento quase simultâneo ao Japão. Mangás a rodo, com variedade (tem mais mangás que comics hoje em dia nas bancas); eventos em todos os cantos, de todos os tipos e tamanhos; Shows de artistas japoneses ( nunca imaginei que o X-Japan viria pra cá um dia)... Então saiba dar valor!

E pelo amor de Deus, não me façam mais eventos Hentai como o que vai acontecer no Rio: é muito forever alone uma coisa dessas!

As imagens com o "cosplay de mupy" e dos cosplayers no Matsuri são meramente ilustrativas, as demais são sim para provar meu ponto (especialmente o video). As informações aqui contidas são apenas para expressar a minha opinião sobre o que está acontecendo. Se você se ofendeu, é por que faz isso. Então repense suas atitudes. Rage comments são bem -vindos, ofensas não.

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