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quinta-feira, 8 de março de 2012

Pipoca: Poder sem Limites

Saudações, pessoal! Quem gosta de ir à praia sabe que é uma experiência mais agradável ir em época fora da alta temporada, quando você tem a oportunidade de ver o local bem mais tranquilo que o usual. Não é muito diferente com o cinema. Quando vamos ver um filme fora da temporada de blockbusters temos a oportunidade de ver coisas bem interessantes e com um olhar sem a influência do hype de toda a mídia. Coisas cuja existência de repente nem perceberíamos na época dos blockbusters. É o caso deste Poder sem limites (Chronicle).
O filme conta a história de três adolescentes (ou adultos representando adolescentes, mas vocês entenderam) que pelos acasos do destino encontram um artefato de origem desconhecida que lhes concede super-poderes, e como esses jovens lidam com suas novas capacidades, responsabilidades e consequências de seus atos.
O que dizer sobre o filme? Bom, em primeiro lugar rola um lance interessante de absolutamente TODO o filme ser filmado por câmeras que estão no contexto da história sendo contada. Ou são câmeras carregadas pelos personagens ou câmeras instaladas no local da ação... Em determinado momento ocorre até um "diálogo de câmeras", entre um dos adolescentes e seu interesse romântico, ambos filmando um evento da escola. E se por um lado o pessoal mais apressado já vai acusar o filme de plagiar A Bruxa de Blair (o que é um disparate equivalente a chamar Crepúsculo de plágio de E o Vento Levou, afinal ambos são histórias românticas muito longas e em cores), por outro esse recurso permite ao filme ter diversas mudanças de tom narrativo, dependendo de quem está filmando o quê. Temos cenas mais dramáticas, como a do garoto filmando sua mãe doente, equilibradas com cenas mais jocosas, meio com ar de Pegadinha do Mallandro ou Jackass, mesmo, em que os jovens usam seus poderes para pregar peças em transeuntes inocentes. A única coisa que sofre um pouco com esse recurso são as cenas de ação/combate, que no fim das contas acabam não tendo aquele clima de filme de ação. Não me entendam mal, a transição entre as fontes de filmagem (de uma câmera de mão para uma câmera de TV, para a câmera do carro de polícia, para a câmera de segurança interna do prédio, por exemplo), são bem feitas, não causam vertigem ou desencontro no espectador, mas... Achei que fez falta um pouco de "visão onisciente" em alguns momentos.
Claro que eu poderia dar uma de cabeçudo aqui e discorrer sobre como a falta de uma visão onisciente é uma tentativa de mergulhar o espectador no ponto de vista de certo personagem, que acredita estar no centro do quadro, ser o eixo em torno do qual o mundo gravita, mas isso seria dar uma de cabeçudo, né?
Enfim, é um filme legal, recomendo fácil. Quem já assistiu o clássico Scanners: Sua mente pode destruir provavelmente sentirá um arzinho de nostalgia com as demonstrações escancaradas de poder. Quem sempre achou que os cavaleiros Jedi de Star Wars não usam tanto a Força quanto deveriam tbm se sentirão saciados. E quem gostou da premissa de Jumper vai sentir uma BELA de uma familiaridade (embora eu não arrisque dizer que os dois filmes sejam compatíveis em termos de universo).

Trailer do filme:

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