Teste Teste Teste

comments powered by Disqus

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Especial: Dark War prévia


Olá pessoal!


Muitos sabem que eu tenho a um número da HQ Dark War, que saiu pelo grupo independente RAF Studio. Infelizmente, o grupo acabou e a produção da HQ ficou parada por um tempo, seja por incompatibilidade de agendas dos artistas envolvidos ou mesmo pelo fator ânimo: fazer a editoração de 400, 500 cópias de uma hq é extremamente inviável para mim hoje em dia.

Como meu traço realmente não corresponde ao que tenho na cabeça para DW, decidi por tudo o que posso em palavras. Assim, a HQ Dark War irá virar oficialmente um "livro". As aspas são justamente para justificar que ainda não tenho um formato definido, não sei se será publicado on-line, se irei tanspor o primeiro número para conto, ou se venderei junto. A verdade é que em breve sairá algo nesse formato, e usarei o Gambiarra para divulgar as atualizações e também para distrbuir/vender o produto final.

E teremos ilustrações para trechos da história, que ficarão a cargo do meu irmão e acredito que seja o cara que me ajudou a redefinir Dark War, o Diego Shinobi: quando tentamos fazer juntos DW quando éramos mais novos, ele redefiniu os principais personagens para o estilo que está hoje, e por culpa dele (e da Jéssica) hoje sou viciado em livros, em especial Bernard Cornwell.

E aí tem uma palhinha do que ele pode fazer (lembrando que as ilustrações não seguirão o mangá extremamente clássico da HQ;



E pra galera poder ter uma ideia do que está por vir, segue um trecho (ainda em versão beta):


"Já haviam se passado três dias e eles estavam voltando a Laendokar, o continente dos elfos. O navio tamborilava tranquilamente pelo mar cálido: Seedon, o deus dos mares, estava sendo misericordioso para com eles.

Porém, os demais deuses não teriam a mesma misericórdia quando tudo viesse a tona, mas não conseguiam (ou não queriam) pensar muito nisso..

Tudo o que queriam era um ao outro, mas tudo o que teriam na verdade era a união pela morte. Calid e Thorn, os irmãos que acompanhavam Shindoriel como "guarda-costas" haviam sido dispensados por seu suserano e estavam voltando a sua terra natal, mas sabiam que não chegariam lá vivos, de um forma ou de outra. Tudo isso por que resolveram se apaixonar. Mesmo sendo irmãos, mesmo sabendo da maldição, renderam-se ao sangue Gark de seus ancestrais e sonhavam em ficar juntos.

E agora seriam mortos. Fosse pelo feto que nasceria em breve, fosse pelos tripulantes do navio, que já desconfiavam da verdade a muito tempo. Mas agora, com a barriga de Calid crescendo (sendo que há três dias não havia nada ali), ficou impossível esconder a verdade: a elfa esperava um elfo negro em seu ventre- vindo de uma maldição de Shottanath, o deus da morte, todo fruto de relações entre irmãos elfos resultaria no nascimento de um poderoso demônio que nasceria em questão de dias, matando os pais logo no nascimento. Com as mesmas características dos elfos, mas com coloração tão púrpura que chega próximo do preto, tais monstros foram denominados de "elfos negros" ou elfos demônios.

Com um estrondo, a porta da cabine do capitão estourou em lascas, vindas de golpes de machado. Logo surgiram lanças, cimitarras e arcos, todos apontados para o casal. Thorn sabia que eles estavam fazendo seu trabalho- ele mesmo já tinha feito esssa tarefa nada agradável mais de uma vez. Sabia qual era o modus operandi: mata-se a mãe antes do feto desenvolver habilidades mágicas, para que não tivesse como continuar a gestação. O problema normalmente eram os pais, que lutavam para porteger a mãe e seu "filho", então eles eram os primeiros a perecer. Ele sabia que deveria deixar os elfos fazerem seu trabalho, mas não suportaria ver Calid ser morta. Lutaria, com todas as suas forças, mesmo sabendo que o resultado seria inevitável: ambos pereceriam. Era o preço a se pagar. O maldito preço.

Armado com seu velho machado em uma mão e uma das Cimitarras da Velocidade (uma das cincos espadas concedidas aos guerreiros elfos mais habilodos) na outra, Thorn se preparou para o pior. Sabia que levaria alguns consigo, mas não conseguiria parar todos. Ele, Calid e seu "filho" seriam mortos de qualquer forma. Mesmo sabendo disso, não conseguia conter a fúria dentro de si: "será que isso faz parte da maldição?" pegou-se pensando repentinamente.

Mas já era tarde demais. Os elfos investiram contra ele de forma furiosa.

Quando preparava-se para enfrentar o primeiro atacante, Thorn sentiu uma forte energia em torno de si (fruto de sua metade elfo da luz). Não vinha de seu filho, muito menos de Calid. Era absurdamente poderosa, mas era de um elfo. Num piscar de olhos, os atacantes pararam o ataque, e quando menos esperava, viu seus compatriotas dissolverem diante de seus olhos: primeiro a fumaça subindo dos poros, em seguida a pele derretendo, ficando apenas os ossos. Aquilo não era nem de longe magia élfica. Era necromancia.

Percebendo o cenário de terror a sua volta, Thorn viu que toda a tripulação havia sido morta. Todos da mesma forma horrenda. Andou pelo convés do navio, vendo se havia algum sobrevivente, mas ninguém sobrou apenas ele. Subitamente, sentiu a mesma energia novamente, mas dessa vez estava próximo da cabine! Virando-se rapidamente, contemplou uma figura de armadura completa, com uma capa de um oliva muito escuro. Runas mágicas púrpuras brilhavam levemente em sua armadura. Uma espada de duas mãos flutuava em volta de si.

Thorn sabia quem era. Não queria acreditar que ele estava ali, mas sabia quem era.

O homem virou-se para encarar o guerreiro. Seu elmo tinha chifres protuberantes, mas não se via seu rosto. Pequenas orelhas (para os padrões elfos) projetavam-se para fora do elmo e caveiras prendiam sua capa. E a aura maligna não dissipava. Havia uma fúria, um ódio naquela figura que intimidaram Thorn. Mas, no fundo de sua alma, pareceu entender e até se identificar com esse sentimento. Forçou-se um sorriso: "De todas as pessoas de Miha, você foi a última que imaginei encontrar"- disse.

"Venha comigo, e sua mulher e seu filho serão poupados."- a figura estendeu a mão. O guerreiro exitou: será que não seria melhor deixar os elfos fazerem seu trabalho, ou ele mesmo tirar a vida de Calid? Fosse efeito da maldição ou não, optou pelo que estava determinado a fazer- proteger Calid, mesmo que isso significasse trazer um demônio a terra. Estendeu sua mão em direção ao guerreiro:
"Sim, Vlark, aceito sua proposta!" "

Reações: