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terça-feira, 8 de maio de 2012

Hieróglifos: A Guerra Kree-Skrull #EspecialVingadores

Três vacas. É complicado.
Saudações, galera! E cá estamos com mais um mergulho na proverbial caixa de gibis antigos, mesmo que muitas vezes eles não estejam em uma caixa. E aproveitando o clima "vingativo" que vem dominando esta semana, nosso objeto de estudo este mês será uma história importante dos maiores heróis da Terra. Senhoras e senhores, permitam-me transportá-los para o distante ano de 1971, quando a Terra foi o palco do enfrentamento velado de duas potências capazes de aniquilar a humanidade. E não estou falando da Guerra Fria! Ou estou?
Mais ou menos. A Guerra Kree-Skrull aqui é uma grande saga que foi publicada entre março de 71 e junho do ano seguinte, e uma de suas principais marcas é o quanto ela é fortemente influenciada por sua época. Mas estou me adiantando, vamos a uma sinopse, primeiro.
Os Krees e os Skrulls, duas raças de conquistadores estelares estão envolvidos em uma guerra de proporções galáticas, e agora a Terra, um dos planetas com a população "semeada" pelos Krees, torna-se palco de batalha entre ambas as facções, chegando ao ponto dos Vingadores se deslocarem para o espaço profundo para confrontar as duas raças que se digladiam.
A história é muito bem-contada, cheia de reviravoltas e surpresas. Consegue ser uma das poucas vezes nesta seção que preciso tomar cuidado para não revelar spoilers, sinceramente.
Quanto ao que falei anteriormente sobre a história ser fortemente influenciada por sua época, bom, é o auge da Guerra Fria, há todo o clima de "caça às bruxas" com relação a possíveis agentes comunistas infiltrados nos EUA. A base sobre a qual é construída a primeira parte dessa aventura é descaradamente extraída do clima dessa época, com coisas como o personagem H. Warren Craddock, o diretor da "Comissão de Atividades Alienígenas" do governo dos EUA. O homem é o típico. Ele é exatamente a personificação do espírito da época que na DC levou a Sociedade da Justiça a encerrar suas atividades, além de ser uma espécie de "esboço" do tipo de personagem que viria a ser o Senador Robert Kelly alguns anos mais tarde.
Adoraria explicar, mas só lendo.
Se por um lado há muita trama política por baixo dos panos nessa edição, por outro, as cenas de ação, no excelente traço de Sal Buscema são um show à parte! O homem faz um trabalho de mestre ao ENCHER de cenas de super-heroísmo o roteiro de Roy Thomas, que sem isso talvez sofresse um pouco por ser excessivamente expositivo e dramático (a forma como Mercúrio é retratado chega a ser INSUPORTÁVEL!).
O visual começa a ser REALMENTE um show a partir da segunda parte do capítulo 5 (publicado em novembro de 71), criativamente intitulada "Viagem ao centro do andróide!", que é uma bela viagem psicodélica/futurista pelas entranhas do Visão, tendo como anfitrião o sempre esquecido Homem-Formiga. A partir daí temos pérolas como o Golias tentando derrubar uma espaçonave em pleno vôo SUBINDO EM CIMA DELA E SENTANDO A PORRADA, ou o disparo de uma arma de destruição em massa sobre o Grande Refúgio dos Inumanos sendo impedido por uma redoma impenetrável. São os tipos de exageros que esperamos ver em um gibi de super-heróis, certo crianças?
Enfim, é muito difícil falar dessa história sem dar spoilers, de fato já tem muita coisa aqui que acabei revelando. Vale MUITO ser lida e ver bem esse recorte da época nas mãos de dois grandes nomes dos quadrinhos.

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