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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fliperama: Warhammer 40.000: Space Marine

Supersoldados genéticamente modificados (ou não) são uma premissa muito comum em games hoje em dia. Aquele esquadrão de brucutus (ou mesmo um cara sozinho) que aguentam qualquer parada sem nem parar para respirar são cada vez mais comuns hoje em dia. Seria normal taxar Warhammer 40.000: Space Marine como "mais um game genérico de tiro em terceira pessoa com soldados gigantes", se a série Warhammer não existisse desde 1986: criado como wargame (jogos de tabuleiro), a série em questão tem uma verdadeira legião de fãs, com dezenas de livros e adaptações para RPGs de mesa Card Games e, claro,video games. Entretanto, a alcunha de "genérico" que podemos dar a Warhammer 40k ainda é válida, por culpa simplresmente do período.

 Segue a história, extraída do site oficial:

Em Warhammer 40.000 Space Marine você é o Capitão Titus, um fuzileiro espacial , da classe Ultramarine e um veterano de inúmeras batalhas. Uma horda de milhões de Orks  invadem um Imperial Forge World, uma das fábricas do tamanho de planetas onde as máquinas de guerra para a humanidade nunca param e a as armas para a batalha pela sobrevivência são criadas. Perder este planeta não é uma opção, mas uma ameaça mais obscura e muito mais- o mal está à espreita grande nas sombras deste mundo. Com uma frota imperial de liberação de rota, os Ultramarines são enviados para segurar posições chaves até chegarem os reforços. Capitão Titus e um esquadrão de veteranos Ultramarine levam a luta para os inimigos da humanidade.



A premissa é bem genérica. O problema maior no jogo é a sensação de que estamos em um apartida do Warhammer original (de tabuleiro) controlando apenas um personagem. Não há um aprofundamento do mundo de WH para os "não iniciados" (como eu), e os personagens não demonstram o carisma necessário para nos importarmos com eles: a ideia é arrebentar as fuças dos orks sem peso na consiência e continuar andando. Acredito que hajam extras que acrescentem a experiência, mas ainda nãos os explorei- mas acredito que se fosse dada a opção de criar seu próprio Ultramarine (como no Multiplayer), seria menos frustrante do que usar um personagem vazio (ao menos para quem não conhece a franquia).



 Tanto os gráficos como o som em Space Marine são competentes. Nada extraordinário com trilhas embasbacantes e empolgantes como em Gears of War ou Halo, mas elas estão lá, e cumprem seu papel: cada tiro tem um som característico, bem como as armas de ataque corpo a corpo. Os gráficos são bem mais coloridos que seus irmãos "cinzas" CoG, mas não chega a atrapalhar a experiência, apesar do sangue parecer as vezes muito aritificial (e acredite, você verá muito sangue nesse jogo). Os cenários seguem uma linearidade explícita, muitas vezes você se vê em corredores que são meras passagems para uma clareira, onde uma nova onda de orks correm em sua direção. Porém, nem tudo é genérico em Space Marine. A jogabilidade mantém uma boa mistura entre o tradicional TPS e o Hack'n'Slash, e ambas são bem trabalhadas. Muitos inimigos não possuem armas de fogo, e estes vem as centenas para lhe enfrentar, tudo isso por que seu sangue não regenera sozinho: é necessário uma finalização corpo a corpo para que sua energia recupere. E acredite, as execuções com a chainsword, o Power Axe e o Power Hammer são brutais, mais até as que já vimos em Gears of War ou até mesmo God of War. Mas, devido a cor exagerada do game, estas parecem superficiais ou mesmo "cartunescas".



É importante frisar também que não há sistema de cover: seu ultramarine é um tanque e tanques não se escondem! Claro que isso deixa o game bem mais difícil para quem é da escola Gears of War, mas com o tempo você se acostuma, sendo bem divertido correr na direção das horads de inimigos munido de seu martelo gigante (chega a ser mais divertido que atirar).

Seria mais divertido usar o ultramarine que você cria no MP como seu personagem no single player...

No fim, Warhammer 40.000 Space Marine é aquele game em que o fator época contou mais que qualquer atributo. Por mais que os vários games que temos parecidos tenham sido baseados na premissa original de Warhammer, sua conversão para esta geração mostra como seus "irmãos mais novos" evoluíram mais. Mas este velho veterano ainda guarda bons momentos, como a violência exagerada causada pelas armas de curto alcance.

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