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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Na estante: Warhammer Fantasy Roleplay


A MONSTRUOSA caixa básica
Saudações, pessoal! Aqui estamos com uma pequena visão sobre este que é (juntamente com o Aventuras Fantásticas), um dos mais tradicionais sistemas de RPG da Inglaterra. Trata-se do Warhammer Fantasy Roleplay, um sistema originado como um subproduto do wargame Warhammer Fantasy Battles (tem "war demais neste texto, não?") e que após um atribulado histórico de períodos de publicação e períodos de ausência, teve sua terceira edição lançada em 2009, trazendo um sistema com mecânica completamente inovadora. Continue lendo...
Em primeiro lugar, uma coisa que o interessado em potencial deve ficar atento é que o jogo está disponível em duas apresentações diferentes: uma é a caixa básica (o formato que eu tenho em mãos), que contém 4 livros, vários cards, figuras destacáveis para montar em suportes plásticos, um BLOCO de fichas de personagem em branco para preencher, toneladas de dados especiais, fichas de grupos... Muita coisa! A outra apresentação é composta por três livros bem grossos que combinam o conteúdo dos 4 livros da caixa básica e dos cards.
Conteúdo da caixa. Muita, muita, MUITA coisa.
E o que são, afinal, esses tais cards? São mecanismos de auxílio tanto para o mestre quanto para o jogador, para evitar que durante o jogo seja necessário folhear páginas e páginas de livros para verificar os efeitos de um feitiço, de uma habilidade, de um item, de um tipo de ferimento. Uma boa sacada! Os cards se dividem em: ações, ferimentos, talentos, condições, insanidade, habilidades de carreira, falha de magia, locais e itens.
Além dos cards, outro componente inovador do jogo é o sistema de postura do personagem. Simplificando bem, o personagem tem um marcador que indica se ele usa uma abordagem mais cautelosa ou mais agressiva em determinado momento. Isso é representado por um marcador de peças de papel cartão que se encaixam como um quebra-cabeças e um indicador que se move de uma posição para a outra.
Reinventando os dados no RPG.
Outro ponto inovador na mecânica do jogo é o uso dos dados. Enquanto estamos acostumados, na maioria dos jogos, a jogar um único dado contra o valor de atributo ou perícia para obter um número maior ou menor do que nosso alvo, dependendo do sistema, em Warhammer nosso valor de atributo representa quantos dados de atributos jogar. O dado de atributos é um d8 com símbolos em suas faces representando sucessos, fracassos e resultados especiais; no caso do uso de habilidades, o personagem adiciona à sua jogada os dados de especialização, que têm resultados neutros ou positivos, jamais negativos; no caso de situações favoráveis, usam-se os dados de fortuna, que podem render MAIS resultados favoráveis; em caso de situações desfavoráveis, há os dados de azar, que podem render ou resultados desfavoráveis ou neutros; há ainda os dados de postura agressiva ou cautelosa, que determinam efeitos favoráveis, mas também têm o potencial de fazer com que a tarefa seja mais cansativa ou demorada, respectivamente. Por fim, temos os dados de desafio, que representam o nível de dificuldade da tarefa e podem eliminar os sucessos do personagem. É mais ou menos uma versão mais elaborada do sistema Storyteller. Explicando com palavras realmente soa um pouco complicado, mas ao ver funcionando na prática, é fácil ver como isso agiliza em muito as ações. O que é deveras adequado, pois o sistema é feito para combate rápido e brutal, com alto nível de letalidade.
Temos ainda as carreiras, que são muito semelhantes às famosas classes do D&D, mas o diferencial delas é que não estamos aqui restritos a classes tipicamente heróicas. Então, se por um lado temos coisas impressionantes como o anão matador de trolls, por outro temos coletores de impostos e caçadores de ratos! É interessante que isso abre a possibilidade para um jogo não apenas com heróis típicos, mas também com pessoas normais pegas no meio de uma trama que pode mudar o mundo. Legal!
E, por fim, temos ainda as planilhas de grupo! Com elas, os jogadores criarão seus personagens em torno de um conceito único, e elas representam como sua atuação em conjunto rende benefícios ao grupo como um todo. Essa planilha representa, ainda, como a tensão de trabalhar em grupo afeta seus membros.
Ufa! É isso! Como já disse, esses componentes todos eliminam a necessidade de consulta a livros durante a partida, mas o ponto negativo (pelo menos na minha opinião) é que dificultam o transporte do jogo de um canto para outro, são muitas pecinhas que podem se perder facilmente, faz falta ter a opção de baixar e imprimir cards e outros componentes para reposição, até por que, eles NÃO são vendidos separadamente. Seria interessante também se essa caixa incluísse alguns personagens prontos, uma vez que o sistema de construção de personagens foge um pouco do tradicional e pode confundir um pouco o jogador em um primeiro contato.
Enfim, são pequenos detalhes que não chegam nem PERTO de estragar este jogo. Seria uma ótima notícia ver esse material disponível em nossa língua...
Para completar, segue aí um vídeo para encher os olhos com o conteúdo da caixa. Divirtam-se!

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