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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pipoca: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Antes de começar falar do filme em si, quero comentar o fato que recebi hoje cedo por e-mail, um maluco entrou em um cinema nos Estados Unidos com uma máscara de gás que a mídia obviamente vinculou ao vilão Bane ( e não ao fato do cara usar a máscara por ter usado gás lacrimogênio, interessante) e matou 14 pessoas, deixando mais de 50 feridas. É bastante triste isso, é esse tipo de coisa que prejudica a imagem de filmes de ação e mesmo de filmes baseados em quadrinhos, uma coisa que deveria ser para diversão. Infelizmente as pessoas nessa sessão não tiveram essa diversão mas foram tomadas pelo desespero.


Enfim, assisti ao Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, e a melhor palavra, recomendada para todas as idades para descrevê-lo é: Épico. Quer dizer… Nolan foi capaz de levar Batman aos seus principais limtes, terminou sua trilogia como começou, explorando alguns novos territórios do personagem .

É interessante como cada peça se encaixa, como em um quebra-cabeças fantástico… é como se a história fosse pensada em todos os detalhes desde Batman Begins.

A primeira coisa que qualquer fã de quadrinhos lembra quando pensa no filme é o arco “A Queda do Morcego” que é óbvio serviu de inspiração para o filme, que trouxe às telas a real ameaça que Bane significa para Batman, e ainda aprimorou as coisas, fazendo com que tudo o que o vilão executasse tivesse um propósito maior.

Sinopse Oficial:
“Oito anos se passaram desde que Batman desapareceu na noite e passou de herói para fugitivo. Ao assumir a culpa pela morte de Harvey Dent, o Duas Caras, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo pelo que ele e o Comissário Gordon esperavam ser o melhor. Por um tempo a mentira funcionou, com a criminalidade em Gotham City sendo destruída pela lei anti-crime de Dent.

Mas tudo irá mudar com a chegada de uma ladra com interesses misteriosos. Muito mais perigoso, porém, é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado cujos planos cruéis para Gotham buscam tirar Bruce de seu exílio autoimposto, mas mesmo usando novamente seu capuz e sua capa, Batman pode não ser páreo para Bane”

Ok… a sinopse oficial acredito que todos já conheciam, né? Mas acredite, qualquer detalhe adicional estragaria a série de surpresas que o filme prepara.

Elenco

Como sempre, Christopher Nolan não decepciona quando se fala em elenco, o cara já tem um time de confiança, e que time hein? Como era esperado Sir Michael Caine (Alfred Pennysworth), Gary Oldman (Comissário Jim Gordon) , Morgan Freeman (Lucius Fox) que reprisam seus papéis nos filmes, fazem-no majestosamente. Claro, não vamos esquecer da estrela principal, Christian Bale nesse filme tem muito mais destaque que no anterior, temos um Batman e um Bruce Wayne como jamais visto nos filmes de Nolan ou na antiga Tetralogia, assim como o personagem, o ator foi levado a seus limites e correspondeu às expectativas. Além da grata surpresa de termos por alguns segundos Liam Neeson como Ra’s Al Ghul novamente.


Novatos na franquia, mas antigos na lista de confiança de Nolan, temos Joseph Gordon-Levitt, Marion Cottiliard e Tom Hardy. Levitt aqui representa o compassivo John Blake, um agente da polícia que, apesar das falsas acusações ainda acredita no Batman e tem um papel importante na volta de Bruce Wayne à ação. Marion Cottiliard, sempre graciosa interpreta Miranda Tate, uma bela empresária que tem interesse na Wayne Corp e em seu dono. Tom Hardy, desse é mais delicado falar, o ator fez o possível com expressões corporais e dos olhos para interpreter o Bane, e o ator se sai muito bem, apesar de irreconhecível com a horrenda aparência do vilão, o único problema do ator é o vilão do filme anterior, Heath Ledger fez um Coringa tão bem, que com certeza serve de parâmetro para qualquer vilão do Batman, mas aí que está o Coringa não é um vilão físico, precisa ser perspicaz e convencer com a conversa, então, é interessante evitarmos esse tipo de comparação.

E quanto à Anne Hathaway? Eu achei fenomenal a atuação da atriz como Selyna Kyle, ou também conhecida nos quadrinhos como a ladra Mulher-Gato, a atriz não tenta imitar Michelle Pfeiffer, ou muito menos Hale Berry, trazendo uma Mulher-gato menos caricata e mais no mundo real, espero vê-la nas próximas produções de Nolan

Um elenco desses já é quase garantia de um bom filme, aliado à uma equipe competente, é certeza que não tem como se decepcionar.

Impressões Finais

O filme propositalmente começa com uma quebra de ritmo, ou seja, aquele clima dinâmico de “Batman: Cavaleiro das Trevas” é perdido ao inicio do filme, tendo destaque algumas questões burocráticas da chata vida de Bruce Wayne (afinal ele não é mais o Batman). Porém todos os detalhes que fizeram de seu antecessor um excelente filme estão ali: A entrada triunfal do Vilão, o plano insano, a moça charmosa (Okay, a Maggie Gylenhaal não era um exemplo de charme mas finjamos que sim, seu talento compensava), assim como o filme trás muitos elementos de Batman Begins, que não ficam a partir de certo ponto do filme ocultos, aquela grata surpresa que tivemos ao ver pela primeira vez a Hammer do Homem Morcego em Batman Begins, retorna quando é apresentado o planador “Morcego”.

Temos aqui um filme muito mais ambicioso e intenso que o Cavaleiro das Trevas, quando eu digo intenso, acredite, isso o filme é de sobra… sem revelar detalhes da trama, basta dizer: Os planos de Bane são muito mais ambiciosos que os do Coringa e muito mais cruéis que os de Ras’ Al Ghul (interpretado por Liam Neeson em Batman Begins), não é possível dizer se é ou não melhor que o Cavaleiro das Trevas, só que é mais chocante e mais físico também, afinal da trilogia, Bane é o único que apresenta um oponente de força para o Morcego… ou seja, quem gosta de surpresas e ação, tem um prato recheado e tem grandes chances de achar esse filme melhor que o anterior… eu pessoalmente sai com a impressão de ter visto o melhor filme baseado em um personagem de quadrinhos, apesar da representatividade que tem Superman: O Filme, Batman O Cavaleiro das Trevas Ressurge, trás o que tem de melhor nos quadrinhos, dando um desfecho merecido à melhor franquia de filmes baseados em quadrinhos.


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