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terça-feira, 17 de julho de 2012

Pipoca: Chernobyl

Olá, pessoal! Aqui estamos com mais um Pipoca para fazer algo que não faço a tempos: falar MAL de um filme! E sem papas na língua! Vamos a ele!
No geral, este Chernobyl (Chernobyl Diaries, no original), segue fórmulas bem batidas de cinema de terror. De fato, é até fácil vê-lo como uma COLAGEM de diversoso filmes. Por exemplo, logo de começo já vemos o tema óbvio de "jovens americanos em férias na Europa", tendo a Europa como um lugar todo improvável e até mesmo o clichê de um dos personagens dizer que "as garotas daqui são maluquinhas, cara!"; não é preciso ser nenhum gênio para ver que isso foi tirado diretamente de O Albergue. Ok.
Vemos também bastante de filmagens de cenas da viagem dos jovens e bastante conversinha entre eles, o que acaba criando um clima semelhante a A Bruxa de Blair. Embora deva-se dizer que felizmente não, não ficamos o tempo todo vendo filmagem de câmera tremida. Ok.
Pois bem, os tais jovens americanos acabam entrando em contato com um agente de viagens meio suspeito que se oferece para levá-los a uma pequena excursão na cidade abandonada de Prypiat, que fica ao pé da usina de Chernobyl, onde ocorreu um dos piores desastres nucleares da história. Depois de muito "não sei, vou ou não vou", o grupo acaba concordando e indo conhecer o local. E é aqui que a chupinhação de Bruxa de Blair fica mais óbvia, a ponto de se tornar irritante!
O filme tenta posar como sombrio e misterioso, mostrando paisagens da cidade desolada e tal, mas acaba sendo apenas... CHATO! E muito! Desse ponto em diante a história acaba realmente se tornando "A Bruxa de Blair em ambiente radioativo".
Um filmezinho bem dispensável e óbvio. Merece e muito ser chamado de RUIM um filme de terror que apresenta cenas que NÃO são assustadoras e tenta disfarçar isso colocando o velho truque de trilha sonora com som grave bem baixo e de repente um estouro SÚBITO de volume! Tenho certeza que ninguém teria o MENOR susto com esse filme se o som estivesse no mudo...
Enfim, é um filme clichezão. Para não dizer que é completamente irredimível, pelo menos tiveram o bom-senso de não transformar em mais uma daquelas porcarias de festivais gore, mas isso não muda o fato que ele não diverte, não assusta, não faz pensar, não serve nem como filme B. Fuja dele como se fugisse de uma área radioativa.

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