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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fliperama: Dragon's Dogma



RPG adaptado para console sempre será algo difícil de ser feito fielmente. A liberdade e as mecânicas de um RPG de mesa, bem como um cenário clássico quase nunca são explorados como se deve. lançado pela Capcom esse ano de forma tímida, Dragon's Dogma surpreende justamente por apostar no clássico: um cenário aos moldes de Dungeons and Dragons, sem muitas invenções.


A história não é um primor: os dragões voltam a atacar, e ao se confrontar com o mais poderoso deles você é "tocado" por seu poder e torna-se o Arisen, aquele que está destinado a exterminar os dragões. Apesar das comparações óbvias com Skyrim, me lembrei mais do filme Coração de Dragão que do jogo da Bethesda, principalmente pela forma em que você se torna o Arisen (e que tem ligação direta com o nome do jogo).




O sistema de criação de personagens é bem simples e dinâmico, baseado em padrões pré-estabelecidos. Combinando esses padrões, as possibilidades enormes. Após criar o visual do seu personagem (que vai desde a cor dos olhos até o tipo de postura), você deve escolher sua vocação (ou classe mesmo).



A princípio as opões são básicas: Strider, o rastreador que luta com adagas e arco; Fighter, o clássico guerreiro "espada e escudo" ou Sorcerer, especializado em magias de ataque e cura. a partir daí, você pode mudar sua vocação para vários outros, como Warrior (armas pesadas), Assassin (o mais versátil de todos) ou o clássico Mage, além de alguns que parecem sair direto de um livro de D&D, como o Mistic Knight (mistura de clérigo e paladino) e o Arcan Archer.


O sistema de parceiros de DD é também muito interessante: apesar de não haver um modo cooperativo online tradicional, você pode recrutar parcceiros de outros jogadores, os Pawns- além de criar o seu próprio. Seu pawn pode ser recrutado por algum jogador de qualquer lugar do globo, e ao fim de seu "alistamento", itens podem ser trocados. o "lobby" para ese recrutamento é simples, mas de difícil entendimento a princípio. A inteligência artificial dos pawns funciona bem, apesar de um ou outro erro de continuidade nas falas.

Olhando pela primeira vez, os gráficos podem parecer abaixo da média, mas a vastidão do jogo e os pouquíssimos bugs compensam: com belas paisagens clássicas, o visual de dragon's Dogma mantém o padrão. A trilha sonora é extremamente épica: mesmo o J-Rock que toca na abertura não tira o mérito em nenhum momento- as trilhas dificilmente se repetem, ou se o fazem, é de forma quase imperceptível.


O game tem uma jogabilidade de mundo aberto, mas não é tão vasto quanto skyrim: até o momento, encontrei apenas duas cidades e uma torre (um torre gigante, mas ainda uma torre): uma das cidades é a capital e a outra sua terra natal. A falta de uma montaria também atrapalha percorrer longas distâncias, e o único item que lhe ajuda a viajar mais rápido leva para a capital (há um item que em que você pode "criar" um checkpoint, mas ainda não entendi seu funcionamento).

Agora o combate é o grande charme de Dragon's Dogma. Com movimentos bem fluidos para o gênero (mas ainda longe dos grandes hack'n slashs dessa geração): atacar goblins, escalar grifos e estripar zumbis é algo muito recompensador.



Cada arma tem um conjunto de habilidades, que seguem o padrão "compre para aprender": os comandos para esses aaques são bem simples de executar, com custo em stamina. A inteligência artificial funciona bem nesse segmento e os comandos "Seguir", "Venha" e "Ajuda" são (quase) prontamente atendidos.


No frigir dos ovos, dragon's Dogma é um jogo divertido, que pode atrair jogadores que não gostam de RPG de video game (como eu) e que procuram algo mais clássico, "clichê" no bom sentido da palavra. Para quem gostou muito de Skyrim as comparações serão inevitáveis, mas comparando ponto a ponto, o "Skyrim da Capcom" é superior em minha opinião.

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