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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pipoca: Dredd

Salve, pessoal! 2012 tem sido um ano BEM fértil para o cinema de ficção científica, sem sombra de dúvida! E não se trata só de quantidade, temos visto bastante coisa de qualidade nas nossas salinhas, e este Dredd aqui não foge à tendência!
Não é a primeira vez que o policial brutal dos quadrinhos ingleses ganha as telas grandes; a primeira vez, como ainda deve estar fresco na memória de alguns, foi com o malfadado "O Juiz", de 1995, estrelando Sylvester Stallone, que pecava em descaracterizar as características mais icônicas do protagonista, que originalmente jamais tira seu elmo e é praticamente não possui uma personalidade, sendo basicamente uma máquina viva de cumprimento do dever.
Pois bem, a produção de 2012 acerta nesse ponto, ao manter o ator Karl Urban trancado em seu elmo o tempo todo, e convencendo bem no papel de juiz, júri e executor implacável. De fato, o comportamento de Dredd tem MUITO em comum com o do Robocop em seu primeiro filme.
Outro elemento que chama a atenção no filme é a violência. Não se trata de um filme de ação no sentido de grandes façanhas de agilidade, acrobacias ou semelhantes; em vez disso temos um ambiente de tiroteios exageradamente brutais. Boa coisa que a censura tenha sido 18 anos, seria decepcionante ver certas cenas reduzidas em seu potencial violento.
Chama também a atenção a riqueza estética da obra. Temos aqui um cyberpunk bem sujo, sem exageros de brilho e neon, os momentos de "brilho" do filme acabam acontecendo justamente para acentuar personagens sob efeito de drogas (um elemento da trama é justamente uma droga que altera a percepção do usuário para que ele sinta o tempo passar mais lentamente).
O filme peca apenas por ter um ritmo um tanto quanto arrastado; quando não estamos nas cenas de tiroteio propriamente ditas o roteiro parece meio incerto, dá quase a impressão de ser um episódio ampliado de um seriado em vez de um filme. Até mesmo o final do filme reforça um pouco essa impressão.
No geral, um filme legal. Não é o melhor dessa safra de 2012, mas também passa longe de desonrá-la. Naquilo que ele se propõe, é bem sucedido: uma visão violenta de uma sociedade totalitária com o crime correndo solto. Quando ele tenta SAIR disso que ele fraqueja.

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