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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Pipoca: As crianças sinistras no cinema

Salve, galera! Aproveitando a data do dia das crianças juntamente com o fato de estarmos no mês mais comumente associado ao terror de maneira geral, aqui vai um breve postzinho falando minhas opiniões sobre algumas das crianças sinistras clássicas do cinema. Vamos ver a elas? É melhor, antes que ELAS venham a nós...

Isaac Chroner (Colheita maldita)
Vamos começar com o que pega mais leve da lista... Isaac é um "menino velho", com seus aparentes 8-9 anos, que fala com uma eloquência, fervor e estilo típicos de pastores de regiões rurais dos EUA. Mais precisamente, ele (e seus seguidores) partilham de uma estética que lembra bem os amish, uma vertente mais radical dos puritanos, que usa roupas tradicionais, evita o uso de eletricidade e de qualquer tecnologia a partir da revolução industrial.
O que o torna sinistro? Em primeiro lugar, é uma criança com oratória de adulto. Isso por si só é apavorante. Como se não bastasse, ele passa a impressão de ser afiliado a um ramo radical de religião tradicionalmente estabelecida, mas na verdade, ele é um seguidor devoto de uma antiga divindade pagã da fertilidade, o deus do milharal. E aí fica uma coisa realmente bizarra. Um culto pré-cristão adotando os elementos mais severos e rigorosos de um ramo radical e polêmico do próprio cristianismo. Ah, e ele foi escrito por Stephen King.


Damien Thorn (A profecia)
Aqui a coisa começa a ficar pesada. Neste filme de 1976, conhecemos o garoto destinado a crescer e tornar-se o Anticristo. Inicia-se, então, a corrida contra o tempo do padre que tenta desesperadamente alertar os pais adotivos da criança sobre sua natureza. Mas não é apenas contra o tempo que ele deverá correr.
O que o torna sinistro? Sem dúvida, o fato de ser o futuro Anticristo. Inicialmente temos a impressão dele ser um garoto inocente simplesmente esmagado sob o fardo de um destino que deverá carregar, mas acontece que o buraco é mais embaixo. Tragédia e sofrimento seguem o caminho de Damien, e ele está CIENTE disso. Ele se agrada disso. Ele sabe seu papel, e não aparenta estar nem um pouquinho desconfortável em seguí-lo. Ah, não, ele parece até GOSTAR disso!


Adrian Woodhouse (O bebê de Rosemary)
Ok, agora já está virando praticamente uma CORRIDA ARMAMENTISTA do inferno. Se Damien era o prometido para ser o Anticristo, Adrian é simplesmente o filho do próprio diabo com uma mulher. Mulher essa que passa toda a sua gestação sem ter a menor ideia do que carregava no ventre. Esse filme tem uma das cenas mais perturbadoras no primeiro impacto que eu me lembro: o bando de velhinhos bonzinhos e simpáticos do prédio reunidos em um culto satânico e gritando "hail satan" a plenos pulmões.
O que o torna sinistro? Ele é o filho do diabo. Ele é uma alusão a estupro e gravidez indesejada anos antes de Alien. Ele é o primeiro filme a apostar pesado nessa ideia de "filho do diabo"(e o que fez melhor até hoje). Ele é invulnerável a remakes. E Adrian, propriamente dito, é HEDIONDO! Sua própria mãe entra em choque com sua aparência ao vê-lo pela primeira vez (o espectador não é forçado a isso, felizmente).


Regan MacNeil(O Exorcista)
E, por fim, como isso já virou mesmo a tal corrida armamentista, quem escolher para superar o filho do diabo senão o próprio? Aqui temos um dos mais famosos filmes de terror de todos os tempos, que aborda o tema da fé vs. a ciência nos dias modernos. E sinceramente, esse filme NÃO É para fracos de coração. Ele é altamente perturbador, com cenas violentas, tanto verbalmente quanto visualmente. Se você ainda NÃO o viu, não perca de vê-lo assim que possível. Verdadeiro clássico.
O que a torna sinistra? É o diabo. Simplesmente isso. É um diabo tão diabólico que aceita entrar no corpo de um padre em crise de fé para forçá-lo a se matar pensando que isso eliminará o mal. E, claro, não apenas o mal não morre, como ainda atrai um homem que deveria fazer parte da linha de defesa entre o homem e o inferno para a sua própria morte inutilmente. Sinistrão.

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